13/05/2010
Manta de Retalhos
10/05/2010
Inventada Lua
Toca-me o corpo
e acende-me o olhar
sem precisar de palavras
que já sabemos em silêncio
e conduz-me…
sou terra à espera de mar
e o céu não peça lua
deixa que ela venha
- inventada entre nós-
e se demore
como quem reconhece o tempo
e respira em mim
até o mundo ficar longe
como se o instante fosse eterno
e nada mais tivesse lugar
22/04/2010
Serena de novo
Enfim… serena.
Enfim…ciente de tudo estar feito.
Enfim… posso seguir, iniciando novo capítulo.
Pragmática sim, com uma enorme necessidade de clareza.
Lido mal com assuntos mal resolvidos, tudo o que se torna dúbio, me deixa insegura, pouco à vontade, e este facto torna-se muitas vezes, arma usada contra mim.
Não sou isenta de defeitos mas, existem alguns que não tenho mesmo, e se postos em dúvida, criam-me instabilidade, um quase estado doentio, e faço o que preciso for, para aclarar as aguas. Os “nins” deixam-me inquieta e torna-se urgente, arrumar o desarrumado, o corrigir o engano, o desfazer de dúvidas.
A oportunidade surgiu, quando já não a esperava, e agarrei-a com as duas mãos, a chance que tanto tinha pedido, que tanto tinha esperado estava aí… Olhando de frente, agora, olhos nos olhos, eu repeti, o já dito outras vezes, NÃO FUI EU!!!
Feito isso, fechei o capítulo, independente do resultado. Deixou de ter importância, se acreditam ou não. Em consciência eu estou em paz, aliás, eu sempre estive em paz, todavia, agora sigo... serena de novo.
16/02/2010
Meu doce pecado
17/01/2010
Evasão
a evasão acontece
torna-se etérea
e, por escassos segundos
deixa de ser matéria
em pleno silêncio
nn(in)metamorphosis
11/01/2010
Na corda bamba
31/12/2009
Tenho dias...
e outros de sol, de música, de muita alegria
Em alguns, sou voo livre
Noutros, perco as asas do sonho
e outros um quase nada
Em alguns, sou poema, inteira, apaixonada, plena
Noutros, apenas uma estrofe fora do lugar
e outros que passam sem que eu dê por eles
Uns de altos e baixos, excessos e falhas
Noutros, de calma, silêncio e esperança
e outros, que nem sei bem o que sinto
De todos
guardo ensinamentos
que gostaria de eternizar
***
02/12/2009
Teimosamente
mantém-me viva
mesmo quando morro
aos poucos
a ficar e a partir
ao mesmo tempo
mas o corpo demora
a lembrar-se
que é preciso continuar
Ficar de pé
seguir o horizonte
sem alarde
e a jornada começar
sob o sol que nasce e se põe
me roubem o silêncio
nem o tempo apague
os motivos que me feriram
18/11/2009
Sou incapaz de sentir com letra MINÚSCULA
A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos: olhares, vivências, recordações, saudade.
porque se desvanecem?
Outros papelinhos ficam, com escrita indelével, e perduram no meu coração, fazendo de mim o que sou…
E juntos, fazem o que eu chamo de momentos de felicidade, porque felicidade, em si e num todo, não acredito que haja.
qual escancarada janela
Preciso levantar-me, erguer a cabeça e andar
Preciso do meu sorriso, nela encontrar
17/11/2009
A Fatiota Amarela de Sol
Tenho andado
um bocadinho tristonha, apática, quase letárgica… fico assim sempre que a vida
me maltrata. Vida? Não!... Não é a vida, são mesmo as pessoas… mas nada de
preocupante, é temporário. Tem sido sempre assim e desta vez não será
diferente. Eu volto a levantar-me.
01/11/2009
Ironia...
Ironia
é sermos ausência
na nossa própria presença
é ouvirem-nos
mas não nos escutarem
é olharem-nos
mas não nos verem
é crescer a raiva
num ser em agonia
no mundo do parecer
é urgente
ter atitude
mais do que prosa,
mais do que poesia
12/10/2009
Enfim... de novo juntos
Cumpri a promessa feita há 19 anos, a de vos reunir na única que vos separou... a morte. Embora vos tenha perdido aos 2, em apenas um ano, só hoje o pude fazer.
Tal como diz a lápide, ninguém jamais separa o que o amor uniu.
Estão agora, de novo, juntos…
Esta noite sonhei contigo
Nunca te vi o rosto, apenas a tua mão segurando a minha,
mas sabia que eras tu… E sabes? Os momentos sonhados não eram assim tão antigos, mas a minha imagem era ainda a de uma criança, de rabo de cavalo bem louro.
Andámos pela nossa cidade e tu levaste-me ao Majestic,
e vi os meus olhos brilharem de contentamento diante daquela torrada bem lourinha, com muita manteiga, como eu gostava… gosto? Já nem sei…
Passou-se tanta coisa na minha vida, algumas tão más, e tu não estavas cá… e eu precisava tanto do teu colo.
Perdi-te, e na hora da despedida pediram-me para dizer alguma coisa… dizer o quê? Que não escolhemos os nossos pais, mas se pudéssemos, era a ti que eu teria escolhido.
Não te disse adeus, e há quem diga que o devia ter feito,
mas adeus é para quem morre,
e tu, Pai, estás bem vivo no meu peito.
01.03.2009
***
14.03.2009
11h35. Saio da gare de camionagem na Batalha, paro… e um sol lindo, acompanhado por uma aragem fresca, abate-se sobre mim, como que a dizer: «Bem-vinda a casa.»
As lágrimas rasam-me os olhos… que saudade… nem eu tinha noção do seu tamanho.
E fui andando, olhando tudo como se fosse a primeira vez…
Pessoas que passam fixam-me, como se perguntassem: “Chora e sorri?!?”
Fui ao Majestic tomar café contigo, Pai… e houve um momento em que senti que, se esticasse o braço, te tocava.
Da emoção não falo, porque não sei descrevê-la por palavras.
Saí e deambulei por aquelas ruas. Está tão diferente, Pai… nem parece a nossa cidade… Falta-lhe o teu e o meu riso, que dizem ser tão iguais. Falta a mão que me dava segurança e me fazia sentir dona do mundo.
Caminho e apenas sorrio, porque a saudade não ri, apenas sorri por entre lágrimas…
Até breve… eu vou voltar mais vezes.
Publicado
2009-10-12 – Esta noite sonhei contigo
Se saudade matasse…
E aquela alegria superficial se vai devagarinho
Como as nuvens no céu
Eu poderia quebrar o espaço de tempo
Que há entre eu e tu
Mas já não acredito em magia
ah!... mas se saudade matasse...
o meu mundo desabaria por falta de ti
Sinto que hoje não é o meu dia
Sinto que estes anos não foram bons dias
Acho que se eu pulasse
Com todas as minhas forças
Eu poderia chegar até ti, num só segundo
E um piscar de olhos seria lento demais
Para acompanhar as batidas do meu peito
Ao voltar a ver-te
ah!... mas se saudade matasse...
o meu mundo desabaria por falta de ti
Porque, se saudade matasse…
África… eu já teria morrido
Música - REENCONTRO - PAULO FLORES
11/10/2009
Sonho-te Fogo
09/10/2009
Interrompe-se a solidão
***
06/10/2009
Não sei
Há muito que só falo por mim, e mesmo assim, tantas vezes de modo contraditório.
Perdida numa procura constante de me conhecer
Realista, de pés no chão, pragmática… mas há horas em que a cabeça foge
vai para um mundo irreal, feito à medida
onde permaneço noite adentro, escondida
como se fosse a minha casa na árvore
E de tanto querer explicar… acabo por complicar.
Também não sei se sei escrever, deixo apenas que pensamentos, sonhos, anseios, medos e vontades
se tornem palavra
para eu mesma ler
e, talvez, me entender
acorrentada a um mundo que não entendo
nem me entende
ter coragem de voar
nesse doce verbo: amar
um vazio que não é falta de coisas
é falta de toque
de um sorriso
de um olhar
e de debilidade em viver.
Ou será uma forma de evitar paixões,
ou de as saciar?”
ou talvez não seja debilidade nenhuma
que vive intensamente por dentro
e que escreve
não para fugir da vida
mas para a conseguir tocar
sem se perder nela
05/10/2009
Por vezes
Por vezes sigo o caminho errado, para perceber se ainda me é dada a oportunidade de encontrar o certo.
Estas são as minhas palavras, umas vezes entendidas, outras deturpadas, mas sempre minhas.
nn(in)metamorphosis
Soubera eu escrever
Soubera eu escrever
e dir-te-ia do instante
em que a tua mão no meu rosto
faz o mundo calar
Soubera eu escrever
e bastavam-me poucas palavras
para contar
como em cada toque teu
o meu corpo renasce
rio desmedido
corrente que me chama
e me quer inteira
Ah, soubera eu escrever
e confiar-te-ia os meus desejos
feitos de abraços demorados
de beijos sem fim
de todas as carícias por inventar
Mas não sei
E por isso guardo em silêncio
os suspiros que te pertencem
os pensamentos onde te repito
a vontade funda de te ter
Soubera eu escrever…
e dir-te-ia tudo
ou talvez
menos do que este sentir já diz
nn(in)metamorphosis
04/10/2009
Descobri em mim
um ser em constante descoberta de si
nos trilhos da vida
e nas linhas dos meus escritos
a direção que me orienta por dentro
que também me habita
***
nn(in)metamorphosis
03/10/2009
Para mim
Alguém d´outras páginas
tão virtuais quanto estas
que me prendeu pela escrita
que eu aprendi a estimar
que não a conhecendo real
lhe nutro real amizade
fez-me saber
desta maneira
que a recíproca é verdadeira
Com todo carinho que eu possa ter
por tudo de bom que tu representas para mim
pelos nossos risos
pela nossa amizade
por eu te gostar tanto
de uma pessoa que nunca
se esquece de ti
mesmo longe
mesmo que não te fale sempre
mesmo sem te conhecer o bastante
possam traduzir o meu carinho
e a minha admiração por ti
Adoro-te noname
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sem rumo… de maluqueira
também de sério falar
quantas vezes lagrimita no olhar
minha querida amiga
vamos continuar
porque é urgente "brincar"
falar a verdade
sem medo e pensar
que a idade avança
mas há sempre lugar
p'ra soltar a criança
p'ra rir e saltar
Ontem bateram-me à porta
nn(in)metamorphosis

