Vivo a minha vida
sem pressas nem mapas. Deixo que os dias me levem, sem grandes planos nem
promessas. Não persigo o que foge, mas também não ignoro o que me chama. Gosto
das pequenas coisas: um olhar distraído, um som de fundo, um instante que
parece nada e acaba por ser tudo.
Aprendi que o sentido das coisas aparece quando deixo de o forçar. Que as
quedas ensinam, mesmo quando doem. E que o tempo tem um jeito curioso de pôr
tudo no lugar, mesmo o que parecia perdido.
Não procuro perfeição; procuro presença. Vivo entre o caos e a calma, a tentar
ser inteira, mesmo quando não percebo bem o porquê de tudo.
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2025-10-21 - Essência
nn(in)metamorphosis