nem sei ler poesia
Sou gente comum
que escreve o que sente
e sente o mundo na maresia
mesmo quando ninguém repara
num copo de água pousado à pressa
no som leve de passos ao longe
na luz que entra sem pedir licença
fecho os olhos
não para fugir
mas para escutar melhor o mundo
o tempo a respirar devagar
o silêncio a dizer tudo
não algo raro
quando ficamos quietos
o suficiente para sentir
2026-05-20 – Na maresia do mundo