não ligues ao pó nem à confusão
Por cá tenta-se, falha-se, volta-se à rota
com mais teimosia do que razão
Que os dias corram sem pedir licença
uns tortos, outros a sair direitos
E que a pressa não mate a esperança
nem nos roube o riso dos defeitos
Se um plano cair, deixa-o no chão
há quedas que não pedem conserto
Levanta-se outro, muda-se a mão
que o caminho faz-se meio incerto
Que haja amor sem voz levantada
trabalho que pague o pão e o vinho
E uma graça leve, mal educada
a lembrar que ninguém sabe o caminho
Segue-se assim, sem mapa nem guia
com calma, tropeço e algum engenho
Se a vida não cumpriu o que prometia
ao menos que cumpra o riso e o empenho
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Que 2026 venha como um bom casaco: que não chama a atenção, mas faz falta quando é preciso.
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