04/10/2009

Há dias assim…


Há dias assim…


Silenciosamente dirijo-me á porta
Um segundo de hesitação e saio
Tomo um caminho sem rumo ou direcção
Como hoje o dia pesa…raio!

Há dias em que era bom poder desligar
Dias em que me sinto tão triste e sozinha…
Ando e medito, atravesso a rua sem mesmo olhar
Uma buzina, um grito, tas doida ou ceguinha

Balbucio um desculpe, ia distraída
Sigo caminho, e devo fazê-lo com ar tão ausente
Pois respondo a um boa tarde e ouço o murmúrio,
Respondeu… mas, nem viu a gente

Entregue à minha solidão e dor,
Eu, novamente, sigo o… itinerário?
Por vezes temo estar ausente o amor.
No meio de tanta gente, o meu “eu” solitário,

Onde a simplicidade do amor irmão?
Onde a magia dum campo de trevo de antanho?
Hoje por todo o lado, há tanto estranho
Que sou na multidão só solidão


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nn(in)metamorphosis
2009.06.25



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