nn(in)metamorphosis
15/10/2009
Mãos cheias de nada
nn(in)metamorphosis
12/10/2009
Enfim... de novo juntos
Cumpri a promessa feita há 19 anos, a de vos reunir na única que vos separou... a morte. Embora vos tenha perdido aos 2, em apenas um ano, só hoje o pude fazer.
Tal como diz a lápide, ninguém jamais separa o que o amor uniu.
Estão agora, de novo, juntos…
Esta noite sonhei contigo
Esta noite sonhei contigo
Se saudade matasse…
E aquela alegria superficial se vai devagarinho
Como as nuvens no céu
Eu poderia quebrar o espaço de tempo
Que há entre eu e tu
Mas já não acredito em magia
ah!... mas se saudade matasse...
o meu mundo desabaria por falta de ti
Sinto que hoje não é o meu dia
Sinto que estes anos não foram bons dias
Acho que se eu pulasse
Com todas as minhas forças
Eu poderia chegar até ti, num só segundo
E um piscar de olhos seria lento demais
Para acompanhar as batidas do meu peito
Ao voltar a ver-te
ah!... mas se saudade matasse...
o meu mundo desabaria por falta de ti
Porque, se saudade matasse…
África… eu já teria morrido
Música - REENCONTRO - PAULO FLORES
11/10/2009
Mais uma noite…
09/10/2009
Interrompe-se a solidão
***
07/10/2009
Ausência de mim
nn(in)metamorphosis
06/10/2009
Não sei
Há muito que só falo por mim, e mesmo assim, tantas vezes de modo contraditório.
Perdida numa procura constante de me conhecer
Realista, de pés no chão, pragmática… mas há horas em que a cabeça foge
vai para um mundo irreal, feito à medida
onde permaneço noite adentro, escondida
como se fosse a minha casa na árvore
E de tanto querer explicar… acabo por complicar.
Também não sei se sei escrever, deixo apenas que pensamentos, sonhos, anseios, medos e vontades
se tornem palavra
para eu mesma ler
e, talvez, me entender
acorrentada a um mundo que não entendo
nem me entende
ter coragem de voar
nesse doce verbo: amar
um vazio que não é falta de coisas
é falta de toque
de um sorriso
de um olhar
e de debilidade em viver.
Ou será uma forma de evitar paixões,
ou de as saciar?”
ou talvez não seja debilidade nenhuma
que vive intensamente por dentro
e que escreve
não para fugir da vida
mas para a conseguir tocar
sem se perder nela
05/10/2009
Por vezes…
Por vezes sigo o caminho errado, para perceber se ainda me é dada a oportunidade de encontrar o certo.
Estas são as minhas palavras, umas vezes entendidas, outras deturpadas, mas sempre minhas.
Soubera eu escrever
e dir-te-ia do instante
em que a tua mão no meu rosto
faz o mundo calar
e bastavam-me poucas palavras
para contar
como em cada toque teu
o meu corpo renasce
rio desmedido
corrente que me chama
e me quer inteira
e confiar-te-ia os meus desejos
feitos de abraços demorados
de beijos sem fim
de todas as carícias por inventar
os suspiros que te pertencem
os pensamentos onde te repito
a vontade funda de te ter
e dir-te-ia tudo
ou talvez
menos do que este sentir já diz
04/10/2009
Descobri em mim...
um ser em constante descoberta de si
nos trilhos da vida
e nas linhas dos meus escritos
a direção que me orienta por dentro
que também me habita
***
nn(in)metamorphosis
03/10/2009
Para mim
Ontem bateram-me à porta
nn(in)metamorphosis
02/10/2009
Projectos vs Vida
A vida somos nós e as circunstâncias. Não me venham,
pois, dizer que a vida é o que fazemos dela. Se assim fosse, não haveria vidas
sofridas.
Imensas coisas acontecem para as quais não contribuímos em nada, mas acontecem na mesma e alteram toda uma vida ou parte dela. Os nossos ideais, os nossos sonhos e até a nossa maneira de pensar podem ser alterados.
Nem sempre isso é mau. Muitas vezes faz-nos crescer como seres humanos. Mas também pode ser castrante, ao ponto de nos esquecermos de nós próprios e passarmos a viver segundo essa mudança — uma mudança que não pedimos, não escolhemos, mas que fica, e à qual temos de arranjar forma de continuar a viver.
Quase ouço as tuas palavras, sim, as tuas, tu que me lês: “claro que não é assim, a vida fazemos e decidimos nós. Se não estou feliz, mudo.”
Também eu já falei assim, de peito feito e dona da verdade — uma verdade da idade em que o mundo parece pequeno demais para a nossa energia.
Mas diz-me: num caso de falta de saúde de alguém que amas, um amor visceral, para o qual não existe divórcio, pediste que isso acontecesse? Não. Mas acontece. E isso vira a tua vida do avesso.
Faz-te sofrer e, lentamente, substitui a vida que tinhas por uma guerra. Uma guerra de muitas lutas, sem escolha.
E sem escolha, não te dás conta de que a vida foi passando por ti. Ficas apenas a sobreviver, à espera de ganhar essa guerra, como se isso justificasse tudo.
Mas… e se a vida decide parar de lutar? Sim, ela pode parar. E deixa-te no meio do caminho, sem chão.
E então dás-te conta de que todas as pequenas vitórias que te seguravam deixam de ter peso.
Se te vês com uma luta que tens de continuar, mas já não tens com quem lutar… perdeste. E não foi por inércia, foi porque a vida assim o fez.
Perguntarás: e depois?
Depois vais ao fundo. Olhas à tua volta e sentes-te só. Se tiveres sorte, um dia vais encontrar-te a falar sozinha, a olhar o espelho e a perguntar: onde estás? O que foi feito de ti?
E, se continuares a ter sorte, vais encontrar força para ir atrás do que ainda pensas poder restar. Talvez ainda possas traçar um novo projeto de vida, onde o futuro se traduza em ser feliz aqui e agora… porque o fim já lá vem.

