O que sei dos homens
é o peso que deixam no ar
é o grito dos passos duros
e das mãos que aprendem cedo
a fechar-se
que há bons
nunca descobertas
como quem aponta estrelas
num céu que não cessa de arder
onde respiram?
que não levantam o pó da dor?
que não se fazem ouvir?
nos gestos pequenos
da fraternidade
num “já chega”
num olhar que não fere
qual mundo?
que insistem em gritar
em quebrar
em dominar
que tentam
e são calados
que veem
e recuam
que se habituam
porque o dinheiro fala
porque o medo fica
os que fazem a guerra
seguem
mas porque o resto
adormece
nn(in)metamorphosis