Há um silêncio dentro de mim que parece
ter a forma exata de algo que ainda não encontrei.
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Há um silêncio dentro de mim que parece
ter a forma exata de algo que ainda não encontrei.
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O tempo passa devagar nas coisas simples
na chávena morna esquecida na mesa
na luz da manhã que entra pela janela
como quem pede licença para ficar
Há dias que cabem num suspiro
outros que pesam como tardes de inverno
e no entanto a vida acontece
nos gestos pequenos que quase não vemos
perde se tanto pelo caminho
nomes rostos promessas ditas ao vento
mas fica sempre qualquer coisa
um riso guardado na memória
um perfume antigo numa rua qualquer
sonhar é isto talvez
acreditar que cada instante breve
é uma espécie de eternidade escondida
e assim seguimos
entre o que foi e o que ainda não chegou
aprendendo devagar
a alegria simples de estar vivo
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C.N.Gil: ( O dono do O Que Me Dá Na Telha )
Algures nas
férias de verão de 1970 um tipo olhou de uma maneira meio esquisita para uma
tipa e, 9 meses depois, C. N. Gil apareceu no mundo junto com a primavera
A Partir dos
14 anos começou a tocar guitarra, tendo tido vários projectos musicais, quer de
música original, quer bandas de bares, tendo tocado em quase todos os recantos
de Portugal, de norte a sul.
Tendo tido
sempre gosto pela escrita e leitura, escreveu, normalmente, as letras dos
projectos de música originais em que esteve incluído. Em 2011 publicou o seu
primeiro romance, "Lilith" pela Lua de Marfim Editora, seguido um ano
depois por "Conscientização" pela mesma editora.
Após os dois
primeiros romances começou a editar os seus livros através da Amazon, o que
permite não só um maior controlo, mas, uma vez que os livros são impressos
"on demand", menor desperdício de recursos, nomeadamente, papel.
Actualmente
C. N. Gil tem uma mulher, uma filha, dois carros e uma hipoteca. Continua a
escrever, tendo acabado de editar "O que somos no escuro".
📚📚📚
Depois
de lermos isto tudo, ficamos com a clara sensação de que C. N. Gil não é apenas
um autor:
- É uma espécie de fenómeno literário com guitarra incluída.
- É prova de que:
quem sobrevive a bandas de bares, editoras, Amazon, hipotecas e à vida em geral ganha, automaticamente, superpoderes narrativos.
Os livros?
Já
vão em 13 (sim, treze, não é força de expressão), todos eles cheios , de personagens, mundos e reflexões que tanto podem parecer pura imaginação como um
espelho ligeiramente desconfortável da realidade.
Ler C. N. Gil é entrar numa viagem onde nunca sabemos bem se estamos num romance, numa crónica existencial ou numa conversa tardia que começa inocente e acaba a mudar-nos qualquer coisa por dentro.
- Se ainda não leu nenhum, está atrasado.
-
Se já leu um, sabe que não vai ficar por aí.
E se acha que consegue resistir aos treze… boa sorte com isso 📚😉
LISTA:
CAPAS:
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Que 2026
chegue com calma
Com boas vibes e energia no ar
Que a saúde seja companheira
E a paz venha para ficar
Que haja
tropeços pequenos
Só daqueles que dão para rir
E histórias meio exageradas
Que ninguém precise de admitir
Que os dias
não venham aos gritos
Nem com urgências sem razão
Que haja tempo para o café
Antes de mais uma reunião
Se o ano não
vier perfeito
Raramente vem convenhamos
Que traga cabeça no lugar
Menos ruído e mais planos
E se a vida
se embrulhar
Que nos sobre sempre uma piada
Um sorriso maroto na boca
E coragem para a jornada
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Natal não é presente caro, mas o abraço apertado.
Natal não é a árvore decorada, mas a mesa cheia de risos e afecto.
Natal é o calor da casa,
onde mães, pais, filhos e netos se encontram. É a presença dos tios, primos e
amigos que nos fazem sentir completos.
Neste tempo, o mais precioso é estar junto, é partilhar o amor que nos une e não o que podemos dar em papel dourado.
Natal é gente, é vida, é alegria.
O resto é só o brilho das estrelas que, por dentro, já brilha
em nós.
Para todos e cada um em especial - FELIZ NATAL!
Vivo a minha vida sem pressas nem mapas. Deixo que os dias me levem, sem grandes planos nem promessas. Não persigo o que foge, mas também não ignoro o que me chama. Gosto das pequenas coisas: um olhar distraído, um som de fundo, um instante que parece nada e acaba por ser tudo.
Aprendi que o sentido das coisas aparece quando deixo de o forçar. Que as quedas ensinam, mesmo quando doem. E que o tempo tem um jeito curioso de pôr tudo no lugar, mesmo o que parecia perdido.
Não procuro perfeição, procuro presença. Vivo entre o caos e a calma, a tentar ser inteira, mesmo quando não percebo bem o porquê de tudo.
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o que se sente precisa
do que se faz
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(Um poema para o meu
aniversário)
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2de 7
Caminho na altura dos sonhos
onde o vento é dúvida
e o fio destino
Debaixo de mim
não vejo nada
mas sinto a rede discreta
tecida pela confiança
que ainda guardo em mim
e nas poucas mãos
que nunca me deixaram cair
A rede invisível
não prende
não impede o voo
Apenas me recorda
que mesmo quando o mundo decepciona
há forças silenciosas
que amparam o salto
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Travessias da Equilibrista