Onde anda esse espelho
que tanto te transporta
para os meus sonhos?
Procuro-o no pó vermelho
que ainda trago nos passos
no calor antigo do vento
que me chama pelo nome
Talvez esteja perdido
entre ruas que já não piso
ou guardado no abraço largo
de uma terra que não esqueço
Há noites em que te encontro
no cheiro da chuva quente
no silêncio cheio de vida
que só eu sei traduzir
E então percebo
o espelho não se partiu
nem ficou para trás
Trago-o comigo
É nele que te revejo
terra distante e inteira
quando a saudade me deita
dentro dos teus braços
***
nn(in) metamorphosis







