Menu Suspenso

03/10/2009

Ontem bateram-me à porta



 Ontem, bateram-me à porta

 — Quem é? — perguntei…

 — Sou eu!

 Vinha numa redoma branca, com nuances azuis e douradas, e um laço bem apertado. Olhei-a, amedrontada… Enchi-me de coragem e, com algum esforço, puxei-me por uma ponta, estiquei-me pela outra e, de repente, fiquei ali… parada em frente a mim… desembrulhada!

 Os meus olhos, abertos de espanto, renderam-se expectantes por um tempo indeterminado, até darmos connosco a chorar e a rir de emoção, por nos lembrarmos de nós, mas principalmente por nos reconhecermos.

 Que saudades…! Que saudades!!!

 Ontem, bateram-me à porta que abri. Era eu…inha numa redoma branca, com nuances azuis e douradas, e um laço bem apertado. Olhei-a, amedrontada… Enchi-me de coragem e, com algum esforço, puxei-me por uma ponta, estiquei-me pela outra e, de repente, fiquei ali… parada em frente a mim… desembrulhada!

 Os meus olhos, abertos de espanto, renderam-se expectantes por um tempo indeterminado, até darmos connosco a chorar e a rir de emoção, por nos lembrarmos de nós, mas principalmente por nos reconhecermos.

 Que saudades…! Que saudades!!!

 Ontem, bateram-me à porta que abri. Era eu…


***
2009-04-06 - Ontem bateram-me à porta
nn(in)metamorphosis


Sem comentários:

Enviar um comentário

NOTA: Os comentários são moderados
1 - Os usados para publicitar o próprio blog serão eliminados.
2 - Os outros, tão breve quanto possível, serão publicados.
Grata pela compreensão.