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26/11/2017

Depois dos mortos,


nada pior que: O silêncio dos bons

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Nei Duclós
Quando vier a guerra, e será breve
Veremos nosso bairro como a Síria
Fugiremos entre corpos empilhados
do quarto que perdeu quatro paredes

O barulho das balas, os pedágios
Onde o passe é tudo o que salvamos
Mais o terror de ver humanos
A criar atrocidades entre lobos
Cairão sobre nós junto ao remorso
De não termos levantado a tempo

O pesadelo é querer a paz
depois de mortos


(In: Palavra na pedra. Nei Duclós, 2017) 
 
 

24/11/2017

Dias de Mestre



Há dias que, são para lá de bons, são bombeiros   :-)


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2017-11-24
nn(in)metamorphosis 


23/11/2017

Ah, quem me dera...


ter asas e saber voar :-)




Salmos 55:6-8

Quem me dera ter asas como uma pomba.
Voaria para longe e teria descanso.
Fugiria para um deserto bem distante daqui e lá ficaria.
Escaparia a toda esta tempestade, a este vento de fúria e ódio.


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21/11/2017

És mau feitio

Domingo, descanso, descompromisso com maquilhagem,
com saltos, com roupas que não sejam confortáveis. Um fato de treino, umas sapatilhas, um livro, uma cavaqueira leve e divertida, se possível.
Toca o telefone. Atendo.
- Estou
- Ai que bom, estás em casa, vem comigo, preciso de ir aquela loja, quero a tua opinião.
- Ó pá, a sério? Vais para as lojas ao domingo?
- É uma urgência, tenho um evento amanhã. Vá lá, não sejas cortes, vai comigo.
- Está bem, mas não é para demorar. Vou ter contigo, ou passas por aqui?
-Eu já estou a caminho de tua casa, desce.
- Agarrei, na malita de alça à tiracolo, a de ir ás compras, a que me deixa as mãos livres e liga bem com o fato de treino e sapatilhas. Desço. O toque de uma buzina, uma mão no ar que se agita, um estou aqui (sou míope :-))
Só tu me tirarias do meu descanso, disparo, enquanto entro no carro. Como resposta, um sorriso largo, daqueles que só quem nos quer bem, sabe dar.
- Desculpa miga, mas é mesmo uma urgência, o Paulo só agora me disse, e por via disso, já me irritei com ele.
Depois de estacionar o carro, lá seguimos para a loja, e a minha amiga, começa, de imediato, a procurar o que tem na ideia. Enquanto isso, eu, vou pondo um olho aqui e ali, um toque num tecido, um olhar mais atento a um pormenor, quando uma voz, atrás de mim, vinda do nada, me diz:
A senhora não quer acompanhar-me ao outro lado da loja? por lá, encontrará, com certeza, algo que lhe agrade a um preço que lhe será mais adequado.  
- Desculpe?! Não percebi o que disse - e a menina, na casa dos 18 - 20 anos, quando tanto, dentro da sua farda negra, composta por calça, uma camisa alva e pullover sem manga com monograma da loja, bordado, repete, palavra por palavra, o que eu tinha ouvido, mas não tinha acreditado poder ouvir.
Recompus-me o mais rápido possível, e perguntei-lhe: O que a faz pensar que estou no lugar errado, da loja? Olhou-me de cima para baixo, enquanto um sorriso de desdém lhe bailava na boca.  
- Ora, minha senhora, basta olhar, para o modo como se veste.  
- A sério? Pelo modo como me visto, consegue ver a minha disponibilidade financeira? Nem põe a hipótese de eu ter, simplesmente, mau gosto? 
- Ah, não, são muitos anos disto.
- Muitos anos disto! Bom, sendo assim, vou render-me à sua apreciação mas, não sem antes, lhe pedir que me acompanhe, até ao gerente de loja. Um rubor imediato, lhe pintou o rosto, a voz, agora nervosa, balbucia...
- gerente? para quê a gerente? 
Ora, minha querida, os meus muitos anos disto, dizem-me que, assuntos sérios, se tratam com quem os pode resolver. Vamos?


Pois... Serei. 
Serei, mau feitio. Mas nunca, de modo gratuito, só porque sim.

O meu mau feitio, tem a exacta medida, da falta de respeito, de educação e civilidade que tiverem para comigo. E venha de quem vier, ouvirá o que não gosta, se disser o que quiser.



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2017-11-21
nn(in)metamorphosis 


14/11/2017

As estrelas por detrás dos blogues


Eu desconhecia, possivelmente a maioria de vós também. A verdade é que raramente sabemos quem está por detrás do blog, mas que está gente, lá isso está, e que tantas vezes, mesmo no oculto, nos surpreendem pelo melhor, também sabemos. Hoje o,  por detrás do blog o blogueiro, refere-se a Antunes Ferreira. Olhem só o que eu descobri.



E quem o diz não sou eu. Mas, aqui para nós, sei, pelo menos, que é dono da "A nossa travessa" e que terá merecido dos seus iguais o que se pode ler nesse link, o primeiro.

E esta hein, Sô Henrique     :-))

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2017-11-14
nn(in)mertamorphosis




07/11/2017

Dos sorrisos de ontem



Olho o passado com um sorriso, porque o presente me entristece e o futuro, a existir, não auspicia  nada melhor.

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2017-11-07
nn(in)metamorphosis 


02/11/2017

Dos sentidos


Os olhos também beijam.


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2017-11-02
nn(in)metamorphosis

 

Sol e chuva


 A chover e dar sol
na cama do rouxinol
a mãe a cozer as papas
e ele a meter pró fole

Assim está o dia, hoje, por aqui. Céu azul com pinceladas a cinza, prometendo a água que já escasseia, trazendo uma chuvinha rala, que a luz do sol  refracta, e em toda a sua beleza, nos oferece um arco-íris.

Há coisas, que enchem a alma,  e juro, que ouvi o meu coração alterar as batidas, parecendo, ao momento, um sino em dia de festa.

PS: Chuva em tempo quente, adoro :-) 
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2017-11-02
nn(in)metamorphosis


31/10/2017

UUUUUUU UUUUUUUUU


Não te assustes, sou eu,  a... 




Das (in)verdades


Sabes, eu não acredito, com aquele acreditar profundo, em coisa nenhuma. Mas acredito profundamente no que sinto. Se sinto, faz sentido. Sendo assim, só acredito no amor, na pedagogia do amor, honesto, puro, mas não cego.

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2017-10-31
nn(in)metamorphosis


26/10/2017

Síndrome do Pôr-do-sol Outonal



  

Há um fenómeno de fim de tarde que me possui
se estou junto ao mar
um baixar de pulsar do coração
um olhar que perde intensidade e se fixa lá longe
no tempo que ficou para trás
então 
as ideias caem devagar, em sopros outonais 
os olhos arrasam-se-me de horizontes
e as memórias são pálidos murmúrios



A partir de um poema original de: VC 
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2017-10-26
nn(in)metamorphosis


24/10/2017

Da estranheza de ser


Todos os dias, quando arranjo uma brecha, venho pôr em dia a leitura dos blogues que sigo. Leio um e outro e depois mais outro, e a cada leitura me vou questionando: Como têm coisas para contar das suas vivências,  quanta coisa vêem apenas passando o olhar, quanta sensibilidade, aos e ao que os rodeiam. Como são assertivos, nos temas, na escrita, como se expressam tão bem, tantas vezes num português tão cuidado. Caramba! não é inveja, não sou uma pessoa invejosa, mas naqueles momentos, por vezes, pergunto-me o que vim fazer a este mundo. Se trouxemos uma missão, qual terá sido a minha... Eu sei, sou meio folha de louro, directa, incisiva, até um beijo meu deve arranhar mas, é assim que sou, preto no branco, sem meias tintas, sem saber gerir o politicamente correcto. Não sei sentir rancores de estimação, ódios camuflados, nem mesmo sorrir sem vontade, e se eu sou de riso fácil :-))   -  Ou gosto, ou me são como o melhoral que nem faz bem nem faz mal - É, não tenho jeito nenhum para dizer, gosto-te,  amo-te, mesmo que esses sentimentos sejam o que suportam esta vida meio apagada, numa ânsia presa de voar, na cobardia do certo pelo incerto ou simplesmente medo, ou, o mais certo, na percepção exacta de que não tenho nada para dizer e, se tivesse, não o saberia fazer.


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2017-10-24
nn(in)metamorphosis

20/10/2017

Farta deles


Não sei se esta senhora pertence a um partido ou não, nem quero saber. Saber de mim é já uma trabalheira, mas que ela tem razão, lá isso tem - SOMOS TODOS CULPADOS.




 Só não lhe dou o direito de afirmar, que a escolha foi feita por todos nós (leia-se maioria) porque o governo existente, não ganhou as eleições - é um governo usurpador,  oportunista. É o que penso e está dito. Mas sinto, que o apertar do cinto a que fomos sujeitos e que agora está a permitir ao Costa fazer flores, vai chegar aí de novo, e pior que da primeira vez. Infelizmente.

Sabem que mais, só me apetece dar um tiro num pé e fugir para Espanha, e dali para o cu de judas.


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2017-10-20
nn(in)metamorphosis 

 

19/10/2017

Em 1961, ele falava assim



É um fenómeno curioso:
O país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo da agressão.
Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados".  Miguel Torga-1961



Não mudou nada, pois não?


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2017-10-19
nn(in)metamorphosis