Ganhei
coragem
e
fui à procura dos vazios
do lado de lá do silêncio
não havia mistério
nem portas fechadas
apenas o ar
leve
sem o peso das vozes
sem o bulício do mundo
um espaço aberto
onde o pensamento repousa
com o mundo calado
o silêncio não resistiu
desfez-se em fundo
como mar depois da onda
não respondeu
nem mentiu
ficou
como luz sem ruído
como um lugar
onde, por instantes
eu cabia
e soube
não me falta vida
falta-me espaço dentro dela
falta-me não ser só passagem
entre o que sou
e o que esperam de mim
do lado de lá do silêncio
não havia mistério
nem portas fechadas
apenas o ar
leve
sem o peso das vozes
sem o bulício do mundo
um espaço aberto
onde o pensamento repousa
com o mundo calado
o silêncio não resistiu
desfez-se em fundo
como mar depois da onda
não respondeu
nem mentiu
ficou
como luz sem ruído
como um lugar
onde, por instantes
eu cabia
e soube
não me falta vida
falta-me espaço dentro dela
falta-me não ser só passagem
entre o que sou
e o que esperam de mim
***
2026-04-29 - Do lado de
lá do silêncio
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis
Nota máxima para este poema, ilustrado por uma soberba foto/pintura/guacho) (?).
ResponderEliminarUm abraço, dona no.
Sempre gostei de mexer com imagem mas, é-me cada vez mais difícil, estou a delegar ao IA.
ResponderEliminarJá as letras continuam originais, não quero que escrevam por mim.
Boa tarde, sô António
Sabes, fiquei sem saber o que "comentar".
ResponderEliminarE, isso não é algo que acontece com facilidade.
Por isso, realmente, gostei muito do que li.
Não te preocupes com isso
EliminarBoa tarde, Fox
Que belo momento. Muito bonito ❤️
ResponderEliminarGrata pela visita
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