O corpo não aprende a ficar
é feito de nuvens quentes
de trovões que não avisam
de chuvas que chegam sem pedir licença
Há dias em que transborda
em que tudo nele é excesso
vento, febre, impulso
um verão que não sabe ser brisa
Mas a cabeça…
a cabeça é outra estação
clara como um céu que nunca cede
reta, metódica
conta os passos da tempestade
como quem observa por uma janela fechada
Ela entende tudo
nomeia, organiza, explica
enquanto o corpo desmancha
em água e relâmpago
E debate-se entre os dois
metade caos que sente
metade lucidez que assiste
Talvez viver seja isso
Não escolher um lado
mas respirar
no intervalo
entre o que explode
e o que permanece
é feito de nuvens quentes
de trovões que não avisam
de chuvas que chegam sem pedir licença
Há dias em que transborda
em que tudo nele é excesso
vento, febre, impulso
um verão que não sabe ser brisa
Mas a cabeça…
a cabeça é outra estação
clara como um céu que nunca cede
reta, metódica
conta os passos da tempestade
como quem observa por uma janela fechada
Ela entende tudo
nomeia, organiza, explica
enquanto o corpo desmancha
em água e relâmpago
E debate-se entre os dois
metade caos que sente
metade lucidez que assiste
Talvez viver seja isso
Não escolher um lado
mas respirar
no intervalo
entre o que explode
e o que permanece
2026-04-13
- Viver entre o que explode e o que permanece
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis
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