20/10/2017

Farta deles


Não sei se esta senhora pertence a um partido ou não, nem quero saber. Saber de mim é já uma trabalheira, mas que ela tem razão, lá isso tem - SOMOS TODOS CULPADOS.




 Só não lhe dou o direito de afirmar, que a escolha foi feita por todos nós (leia-se maioria) porque o governo existente, não ganhou as eleições - é um governo usurpador,  oportunista. É o que penso e está dito. Mas sinto, que o apertar do cinto a que fomos sujeitos e que agora está a permitir ao Costa fazer flores, vai chegar aí de novo, e pior que da primeira vez. Infelizmente.

Sabem que mais, só me apetece dar um tiro num pé e fugir para Espanha, e dali para o cu de judas.


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2017-10-20
nn(in)metamorphosis 

 

11 comentários:

  1. Deixa-me elaborar um bocadinho acerca disto.

    A culpa é de todos nós sim. Mas isso é um dos poucos pontos em que concordo com o que ela escreveu, fora as contatações, porque contra factos não há argumentos.
    Aparte isto, assim que começamos a falar deste e daquele governos, perdemos completamente a percepção da realidade.
    E a realidade é que isto tudo começou há muitos anos atrás e foi responsabilidade de quase todos os detentores das pastas da administração interna e da agricultura, bem como dos primeiros-ministros dos governos em questão. Todos.
    Querer despejar as culpas de trinta ou quarenta anos de desertificação progressiva do território num governo que tem dois anos parece-me querer arranjar desculpas para o que não as tem.
    Aliás, basta olhar só para o governo anterior e começamos a reparar que estiveram lá quatro anos e só pioraram a situação. Olhamos mais para trás e vemos o mesmo, e mais longe e vemos o mesmo.
    Não sabendo eu os nomes de todos os ministros da administração interna e da agricultura e pescas desde o 25 de Abril, e não meestou para dar ao trabalho, mas assim de repente, lembrando-me de alguns nomes:

    Mario Soares
    Cavaco Silva
    António Guterres
    Durão Barroso
    Pedro Santana Lopes
    José Socrates
    Pedro Passos Coelho
    António Costa
    Capoulas Santos
    Jaime Silva
    António Serrano
    Assunção Cristas
    Armando Pinto
    Jorge Coelho
    Fernando Gomes
    Rui Pereira
    Miguel Macedo
    Anabela Rodrigues
    João Calvão da Silva
    Constança Urbano de Sousa

    Entre outros...

    (continua)

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  2. Estes são os responsáveis e se queremos imputar responsabilidades é a estes (os que constam na lista e os de que não me lembro) TODOS! Se queremos saber como chegamos a isto, façamos um exercicio chato, mas fascinante, que é correr os diarios da republica e ver a legislação produzida. E ver quem ganhou com a legislação produzida para percebermos o quadro maior do problema!
    Mas isto dá uma trabalheira descomunal, é verdade. Mas é esclarecedor.

    "Enquanto escondida a verdade é como a ignorância:
    Fica em si própria.
    Mas quando revelada, é reconhecida e glorificada, pois é mais poderosa que a ignorância e o erro.
    Trás a liberdade.
    O Verbo diz “Se conheceres a verdade, a verdade te libertará”
    A ignorância é escravatura.
    Conhecimento é liberdade."

    Bem, esta verdade está à vista de todos, on-line, no site do DR. Quem quiser pode consultar, informar-se, esclarecer-se para poder ter uma opinião fundada sobre este problema.

    Culpar estes ou aqueles à queima roupa é apenas uma fuga para a frente que não resolve nada, porque não identifica os constrangimentos que existem pela legislação passada por toda esta gente.
    Resolvemos o problema com a demissão da Constança? Se o Governo se demitir o problema fica resolvido?
    Mais ainda, se o governo se demitir, quais são as opções que temos?
    O camarada Jerónimo que gostava que isto fosse um estado ordeiro, como a Coreia do Norte?
    A Catarina Martins com o seu partido de esquerda "Chique"?
    O Pedro Passos Coelho, que aprovou leis para a expansão do Eucalipto e que desinvestiu forte e feio, cortou verbas a torto e a direito, deixando organismos vitais à beira da rotura quer em termos de materiais, quer de recursos humanos e cortou a isenção de Taxas Moderadoras aos Bombeiros? Ou o Rui Rio, porque se o governo se demitisse não seria o PPC a ir para lá...
    A Piada ambulante e hipócrita que é a Assunção Cristas, que ainda há pouco equacionava viabilizar o orçamento caso o BE e o PCP não o fizessem, aliando-se assim a quem de tanto diz mal?

    A culpa é nossa. Somos nós que temos votado nesta gente toda.
    Somos nós que achamos que nunca vale a pena pedir responsabilidades.

    Falo aqui apenas disto, mas este problema, evidenciado este ano pelos fogos, é transversal a todas as areas.

    A Srª fala, no artigo, da sitação da Transtejo e Soflusa (que me tem chateado bastante nos últimos tempos) mas isto, lá está começou há uns anos quando se cortaram verbas nas empresas de transportes público, na esperança de as conseguir concessionar a privados. Assim os numeros pareciam melhor a potenciais interessados...
    ...andamos uns anos para a frente e temos uma frota avariada por falta de manutenção, isto apesar de um aumento de 40% nos passes sociais da transtejo. É responsabilidade do governo actual? Ou do anterior?

    Quem é que devemos demitir afinal?

    Conheces-me o suficiente para saberes que nisto tudo não estou a defender nem a atacar ninguém. Estou simplesmente a ser pragmático, coisa que a maior parte das pessoas, inclusive, e com grande pena minha, os Jornalistas, já se demitiram de ser.

    A mediocridade é a morte das democracias. Se calhar, antes que seja tarde demais, deviamos tirar lições do que se passou no principio do seculo passado, porque quase cem anos depois parecemos estar a seguir o mesmo caminho, e quando já nada tiver remédio podemos ter de ir a correr falar com alguém que possa pôr isto nos eixos, mas para isso...

    Alguém se lembra de como o Salazar chegou ao poder? Nem sequer precisou de ir a votos...

    :)

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  3. E começando pelo fim, tomou as rédeas de um país falido e fez trabalho, só que ficou tempo demais, esse foi o erro, penso eu.
    Mas tens razão, isto vai cair, e de novo uma ditadura tomará o controlo, acredito é que não sejam honestos como o antecessor foi, repara, eu disse honesto, e isso nunca ninguém contestou, antes pelo contrário, e já não há disso.

    Vou dar mesmo dar um tiro num pé. Ou então vamos fazer outros que estes saíram uma merda.

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  4. A amiga sem nome está falando do Brasil.... e aqui não há para onde correr... estamos todos na mesma merda aqui na América do Sul....!!!!
    E aqui, se você quiser... mando os ladrões todos para ai!!!

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    1. Não, estou a falar mesmo de Portugal. E não, obrigada, já cá temos ladrões de sobra. Até porque somos um pequeno país, consegue imaginar o que aconteceria, se aos nossos ladrões, juntássemos os vossos ladrões? íamos ao fundo :-))

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  5. Posto isto, o que mais hei-de dizer senão que necessitamos de uma mudança urgente seja a que for. Este caminho é que não nos serve e cabe-nos a nós mudá-lo. Ficar apáticos é abstermo-nos de falar e de agir é que não....

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  6. Amiga, para Espanha não que aquilo por lá também vai de mal a pior.
    Ficas aqui que é aqui que fazes falta!!

    Beijos à prova de bala
    (^^)

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  7. Ficamos todos, bem lixadinhos, mas na esperança de que cada português queira lutar e fazer o seu melhor... replantando uma a um o "pinhal do Rei" que recentemente se descobriu pertencer a todos nós : o Estado?!
    Ou não foi mesmo?...

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  8. Noname,
    Estive para não comentar pois o meu comentário poderia ser mal interpretado. No entanto, e sem me alongar, cá vai.
    Acho o artigo da Helena Garrido duma enorme desonestidade, limitando-se a explorar o lado emocional das pessoas num momento de particular fragilidade colectiva. Os seus argumentos, padecendo de uma visão muito restrita, estão cheios de lacunas, não se lhe vislumbrando qualquer sinal de visão global. No fundo não passa de mais uma peça do desastrado modo de fazer política em Portugal, em que o que interessa é convencer as pessoas, "vender-lhes" algo, pô-las a agir mediante certa cartilha. Um nojo!
    Os políticos que temos são maus? São!
    Os jornalistas são bons? São péssimos!
    Nós, como povo, cultivamos o direito de cidadania? Nem pensar!
    Como se vê, uma mistura escaldante, com toda a gente a ter culpas no cartório. Não, Noname, nestas coisas não há inocentes, e apontar o dedo a este ou aquele não resolve absolutamente nada, apenas sacia a vontade de sangue.
    Que fazer, então? Pois, esse é o grande desafio. E sendo certo que ninguém consegue mudar o mundo, os pequenos gestos de cada um, levados a peito, poderão fazer alguma coisa.
    Dou-me conta que, afinal, já me vou alongando, mas o tema merecia.
    (Será que me fiz entender?)

    Abraço :)

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    1. Fez, sim. E tem toda a razão, entre uns e outros venha o diabo e escolha. E pode alongar-se sempre que queira e, eu lhe mereça tal deferência.

      Támos fritos :-(

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