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17/04/2026

Metamorphose das Estações

 



Aguardo, paciente, o tempo certo
como a terra fria espera a semente
em silêncio guardo o sonho desperto
num coração que abriga o ausente
 
No Outono recolho-me em mim
folha caída, pensamento lento
e no Inverno sou quase jardim
adormecido no frio do tempo
 
Hiberno na sombra dos dias curtos
onde a luz é memória distante
e os sonhos, embora ocultos
respiram num ritmo constante
 
Mas quando o calor regressa enfim
e o sol me chama pelo nome
rasgo o casulo que fiz de mim
e renasço do que em mim se consome
 
Abro asas, leve, inteira
num voo que já não teme o ar
sou borboleta de Primavera
pronta, de novo, para sonhar
 
 
***
2026-04-17 – Metamorphose das Estações 
nn(in)metamorphosis



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