Arde em silêncio,
oculto e persistente
como brasa que a noite não consome
nasce do que não
se diz
do que pesa mais do que o próprio som
É chama contida na
raiz da voz
eco profundo de um sentir antigo
que sobe lento, quase secreto
até tocar a superfície do dizer
e quando enfim se
revela
não vem como luz, mas como rasto
um sopro quente que fere e apaga
deixando apenas cinza e memória
Talvez seja dor ou
desejo
ou o nome esquecido de algo perdido
mas arde, arde
sempre
no subsolo de cada palavra
***
2026-04-03 – No subsolo
da palavra
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis
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