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03/04/2026

No subsolo da palavra

 




Arde em silêncio, oculto e persistente
como brasa que a noite não consome

nasce do que não se diz
do que pesa mais do que o próprio som

 

É chama contida na raiz da voz
eco profundo de um sentir antigo
que sobe lento, quase secreto
até tocar a superfície do dizer

e quando enfim se revela
não vem como luz, mas como rasto
um sopro quente que fere e apaga
deixando apenas cinza e memória

 

Talvez seja dor ou desejo
ou o nome esquecido de algo perdido

mas arde, arde sempre
no subsolo de cada palavra

 

***

2026-04-03 – No subsolo da palavra
nn(in)metamorphosis 



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