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26/04/2012

Pranto ou a obliquidade do olhar

Pranto ou a obliquidade do olhar

E se em ti me perdesse
Quando teus olhos me cruzam
Decerto perderia o interesse
O brilho que os meus acusam
 
Perdido o tino num pranto
E a noção da compostura
Esta alma sem descanso
Seria apenas escrava tua
 
Turvo se faz o pensamento
Com fortes laivos de loucura
Alma minha sem alento
Já não és minha, és sua


2012.-4.26 (vc)            
(Cópia integral devidamente autorizada)


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Resposta


 Ah, quando o medo é maior
Que a vontade de olhar
Até a luz se desfaz
No instante de se cruzar

Porque quem teme perder
Perde o tino e a compostura
E veste todo o sentir
Com o nome da loucura

 

***
2012-04-26 - Pranto ou a obliquidade do olhar - Desafios
nn(in)metamorphosis


20/04/2012

Desatinos em película fotográfica


"Desatinos em película fotográfica"
 
 
No espaço de um momento
Mil desejos, sentimentos
Horas perdidas, emoções
Momentos vividos de ilusões
Cambalhotas, sensações
Desatinos, frustrações
Meias palavras, gestos, acções.
 
Saudades, ai saudades,
De brincar aos amores
A preto, a branco, de todas as cores.

 
2012.04.16 - 19:32 (vc)
(cópia integral devidamente autorizada)

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 Resposta
 
 Aos amores não se deve brincar
 
Brinca-se de casinha e de pequenos enganos
de namoros assumidos, de destinos que sucumbem
de jantares à luz de velas, e de olhos que se desviam
E tudo isso se fotografa, porque pouco vale no instante
logo passa
 
Há quem precise de coleccionar memórias
mas aos amores não se deve brincar
porque mesmo quando acabam
não morrem na memória
 
Passam a preto e branco
ou ganham cores, se for preciso
trazem sorrisos e lágrimas
sentimentos e sensações
meias palavras, gestos, acções
com a nitidez do momento
já sem causar sofrimento
fazendo parte da vida
 
E na vida
tudo teve o seu momento

  

***
2012-04-20 - Desatinos em película fotográfica - Desafios
nn(in)metamorphosis


06/04/2012

O que falta quando tudo parece sobrar

Amor, amar, amo-te…
Palavras que se sentem, mas que tantas vezes nos proibimos de dizer.
 
De uma forma ou de outra, todos nós o escrevemos, o cantamos e fazemos dele a nossa procura, o nosso objectivo, mesmo que de forma inconsciente.
 
Todos, até aqueles que o rejeitam de boca cheia, precisam dele.
 
E, no fundo, do mesmo modo que o desejamos, temos também um medo atroz dele.
 
Porque uma coisa é senti-lo, outra é dizê-lo. Talvez porque achemos que o amor nos desnuda por completo, muito para além do corpo.
 
Pensamos, encasquetamos, convencemo-nos de que amar nos fragiliza perante o outro.
E então escondemo-lo. Calamo-lo.
 
Uns escondem-se atrás de um:
“Eu? Amar? Ahahah… eu vivo o dia a dia…”
“A paixão é o que conta. Ter uma mulher ou um homem às costas? Nem pensar.”
“Dá vontade? A gente engata alguém… mas de manhã que leve a cueca com ele/ela.”
 
E, curiosamente, ainda há dias, enquanto conversava com uma amiga sobre tudo isto, chegou um amigo dela que acabou por se juntar a nós. A conversa foi andando e, a certa altura, ele disse-nos algo que ficou comigo.
 
“Sabes? Tenho tudo, alcancei tudo e, ao mesmo tempo, não tenho nada. Começo a sentir que chegar a casa e estar sozinho, algo que antes me satisfazia, hoje deixa-me triste, com uma sensação de vazio. As amigas coloridas, a cama preenchida por algumas horas, a paixão, o sexo, o tesão… tudo isso já não tem o mesmo sabor. Falta sentimento. Falta carinho. Falta ternura.”
 
E talvez seja mesmo isso que falta:
alguém que nos olhe e pergunte por nós, querendo realmente saber de nós.
 
É pena que a única coisa capaz de tornar a vida sublime seja exactamente aquilo que mais escondemos.
 
Ficamos à espera que o outro diga primeiro.
À espera que o outro arrisque primeiro.
E a vida vai passando, silenciosa, nessa espera sem glória.
 
E vêem-se homens a correr para braços diferentes todos os dias. Mulheres também.
 
Vêem-se olhares tristes pintados de falsas euforias, mãos ocupadas em copos de vida nocturna, onde o único brilho verdadeiramente intenso é o das lantejoulas.
 
Porque os ares de macho ou fêmea independentes, auto-suficientes, desmoronam-se aos primeiros raios da manhã. Mesmo que as bocas insistam em dizer que são felizes assim. Mesmo que mais uma noite de sexo tenha sido “de arromba”.
 
Mas terá sido suficiente?
 
Será que isso basta?
 
Será que, no final, somos apenas predadores perdidos a fingir que não precisam de sentir?
 
 
Talvez o maior medo não seja amar.
Talvez seja precisar de amor.

   

***
2012-04-06 - O que falta quando tudo parece sobrar
 nn(in)metamorphosis




31/03/2012

Dislexia



Vivemos num mundo em que a palavra ganhou asas pela rapidez com que é difundida, emagreceu pela quantidade de letras que lhe é suprimida, tantos são os “q”, “qd”, “pq”, “td”, “bj”, e é violentada pela substituição…


***
2012-03-31 - Dislexia
nn(in)metamorphosis

Insanidade


A insanidade tem o seu fascínio, nunca é repetitiva e é sempre  imprevisível...  Só ela ajuda a suportar o morno em que a vida se transforma...


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2012-03-31 - Insanidade 
nn(in)metamorphosis


30/03/2012

Hoje sou saudade



Saltei para a vida, ganhei carta de alforria
da mais doce prisão
Fui menina da mamã e princesa do paizão


***
2012-03-30 - Hoje sou Saudade
nn(in)metamorphosis



23/03/2012

Espaços em branco


Os espaços em branco são lugares perfeitos… Adoro reticências, abuso delas na minha forma de expressão… É nelas que se escondem as minhas apostas subliminares nos sonhos, os segredos bem guardados…
 
 
***
2012-03-23 - Espaços em Branco
nn(in)metamorphosis



Chocolate apimentado


Da tua boca tomo o gosto
do sabor apresentado
que se mistura no meu
e no beijo se traduz
chocolate apimentado

E o meu corpo se incendeia
se por ele em devaneio
a tua mão se passeia

Perco o rumo, perco a ideia
fico brasa incandescente
fico loba sendo gente

Prato cheio à nossa fome
de doçura apimentada
de malicias e caricias

Odor forte qu’ enche o ar
do amor feito, acabado
chocolate apimentado

Mas se de novo nasce beijo…

Da tua boca tomo o gosto
do sabor apresentado,
que se mistura no meu,
e no beijo se traduz
chocolate apimentado (…)

 

***
2012-03-23 - Chocolate Apimentado 
nn(in)metamorphosis





18/03/2012

Insónia


Há uma vaga insolência no torpor da insónia. Milhares de pensamentos e imagens desfilam pela mente como ruas fervilhantes de cidade, numa estranha sensação do corpo a desprender-se lentamente da consciência…

  

***
2012-03-18 – Insónia 
nn(in)metamorphosis



29/02/2012

Diz-me ao ouvido



Diz-me baixinho
palavras que me desmontem devagar
Fica perto sem promessas ao futuro
apenas agora
 
Deixa no ar o calor do teu abraço
traz contigo essa luz que me invade
E nesse teu jeito tão teu de existir
encontra morada o meu jeito de te amar

                                                                       

 ***

2012-02-29 - Diz-me ao ouvido 
nn(in)metamorphosis



26/02/2012

A perpetuação dos sentidos


Sim... Seria ideal a perpetuação dos sentidos a que me atrevo nas ambições expressas nos poemas delirados... porém na realidade em que vivo, aprendo a apreciar a cada dia que passa, o mágico segundo de eternidade...


***
2012-02-26 - A perpetuação dos sentidos
nn(in)metamorphosis




19/01/2012

Silêncios Incendiários

Há momentos em que amordaço as palavras
aquelas que queimam tudo o que tocam…  
e vivo o silêncio.


***
2012-01-19 - Silêncios Incendiários
nn(in)metamorphosis


26/12/2011

Sinto falta...




Sinto falta… 
muita falta
daquele sorriso
que surge simplesmente
por pura felicidade


dos que teimam em escapar
pelos cantos da boca
que iluminam o dia
com a luz que trazem
lá de dentro
do fundo do coração
da alma em festa...

*****
2011.12.26
nn (in) metamorphosis

17/12/2011

Busco



Busco nos olhos o gosto do sorriso...

Busco no toque o gosto da pele...

Busco no cheiro a sensibilidade da alma...

Busco em cada noite fria o calor do dia...

Busco no dia o fresco da noite, mas sem perder o brilho da manhã...


*****
17.12.2011
nn (in) metamorphosis

02/12/2011

África

Sinto no peito bater tão forte,
Saudade da terra que fascina,
Onde vi jogos de vida e morte,
Entre gentes de alma cristalina!
 
Provei teu chão, terra abençoada,
Mata hostil, repleta de surpresas,
Senti o calor da tua queimada,
E esse fogo deixou minh’alma acesa!
 
Teu povo, nativo, só me encantou,
Em cantos, lendas, saber alquebrado,
Tua côr e negrura meu sêr inundou,
Num breve romance, de sonhos bordado!
 
Bate no peito teu ritmo marcado,
Teu balanço embala o meu sêr,
Com batuque, qual hino encantado,
Da fibra e da força do teu vivêr!
 
Dás na dança, a imagem da vida,
Tradições, em teus sensuais maneios,
Na machamba, a tua comida,
E, na mata, teu fim, ... e teus meios!!
ÁFRICA ! ! !


Mário Resende




Poema enviado por: Blog 6ª feira


***
2011-12-02 - Àfrica
nn(in)metamorphosis


29/11/2011

Trajecto



Na vertigem do oceano
vagueio
sou ave que com o seu voo
se embriaga
Atravesso o reverso do céu
e num instante
eleva-se o meu coração sem peso
Como a desamparada pluma
subo ao reino da inconstância
para alojar a palavra inquieta
Na distância que percorro
eu mudo de ser
permuto de existência
surpreendo os homens
na sua secreta obscuridade
transito por quartos
de cortinados desbotados
e nas calcinadas mãos
que esculpiram o mundo
estremeço como quem desabotoa
Mia Couto



Poema e imagem enviado por: Fernando Martinho


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2011-11-29 - Mia Couto "Projectos" - Recebi e Gostei
nn(in)metamorphosis



25/11/2011

Tic Tac


Tic tac Corre o tempo 
Tic tac Tão veloz 
Tic tac Sem lamento 
Tic tac Atrás de nós 

Tic tac Onde vais? 
Tic tac Vivo a vida 
Tic tac E o amor?
Tic tac É sem medida 

Tic tac Onde paramos? 
Tic tac Não sabemos 
Tic tac E o sentido? 
Tic tac É só vivermos 

Tic tac Parece pouco 
Tic tac Mas é tanto! 
Tic tac num sorriso 
Tic tac ou até pranto 

Tic tac e descansar? 
Tic tac O ar não espera 
Tic tac Vive a voar 
Tic tac Logo é quimera 

Tic tac E quanto tempo 
Tic tac Dura uma vida 
Tic tac Dura o momento 
Tic tac e é despedida...


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2011-11-25 - Tic Tac
nn(in)metamorphosis



Saudade


Não é difícil falar de saudade,... 
É doloroso vivê-la... 
E difícil amá-la quando deixa dilacerado e em pedaços o coração



***
2011-11-25 - Saudade
n(in)metamorphosis



29/07/2011

Viajante fatigada


Viajante fatigada
E de meu, não tenho nada
 
Só a saudade estafada
Só a tristeza agressiva
Que me abate a cada instante
Que leva meu sopro de vida
  
Sou o sul não tendo o norte  
Sou solidão ambulante
Das tristezas desta vida
Só me livra a própria morte
 
Viajante fatigada
E de meu, não tenho nada
Mas esse nada… é meu!

***
2011-07-28 - Viajante fatigada
nn(in)metamorphosis




27/07/2011

Asas do Pensamento


Preciso de sonhar: de escapar nas asas livres do pensamento, longe desse espírito de rebanho que insiste, teimosamente, em delimitar-me, seja no que for.
Que até o mais insignificante dos meus actos seja o melhor de que fui capaz.
Preciso de sonhar, porque, se a isso renuncio, apaga-se a última luz e nada mais valerá a pena.




****

2011-07-27 – Asas do Pensamento
nn(in)metamorphosis



02/07/2011

Quando a noite cai em mim


Sob o negro do celeste tecto
há noites em que me perco de mim
A ausência torna-se abrigo
como se nela pudesse enfim descansar

Depois de tantos anos de luta
restou um vazio quieto em mim
que me suspende num silêncio cansado
e nunca aprendo a nomear

Olho o vazio das noites
e os passos já gastos no caminho
E há um embaraço fundo
em continuar a existir
quando já não sei como regressar a quem fui

 

 

***

2011-07-01 – Quando a noite cai em mim
nn(in)metamorphosis


16/03/2011

Rabisca Palavras


Rabisca palavras
no aconchego da noite
que é sua amiga

Rabisca na intimidade
do mesmo modo
que sonha
do mesmo modo
que ama

Passa a noite
chega o dia

Dissolve o cansaço
deixando-o passar

Põe
no olhar
o olhar de esperar

Pinta
na boca um sorriso
no rosto um rubor

e aguarda a noite
com a insónia ao lado
para rabiscar palavras

 

***

2011-03-15 – Rabisca Palavras 
nn(in)metamorphosis


02/03/2011

Quando o dia finda

imagem manipulada por mim

Quando o dia finda
e a noite cai
eu também…

A casa continua igual
mesmo quando não se olha

Fica o copo onde ficou
a luz onde sempre esteve

Enrosco-me em mim
e a lua aparece
sem pedir lugar

E essa lua que eu vejo
tu também…
como quem já viu muitas vezes
e não estranha

E é de todos
e é nossa…
como o que ficou
sem ter sido decidido

Quando o dia finda
e a noite cai
eu também…

É quando eu sei
que tu existes
tu estás
como sempre estiveste
e eu… fico aqui

há coisas que não se vão
nem se resolvem

ficam
como palavras antigas
que já não precisam de voz

e o silêncio não pesa
encaixa

Quando o dia finda
e a noite cai
eu também…

e a noite passa
sem surpresa

e nós também



***

2011-03-02 – Quando o dia finda 
nn(in)metamorphosis


27/02/2011

Quase ilusão



Lua Cheia

desperta emoções
incendeia sem pedir licença

alegrias curtas
como faíscas no escuro

ilumina a estrada
mas não promete destino

enche noites vazias
de sonhos que não ficam

uivo de lobos ao longe
amantes em órbita instável

prata fria no céu
quase toque
quase ilusão

 

***

2011-02-26 – Quase ilusão - LLunar
nn(in)metamorphosis


13/02/2011

Pimentinha


Quente
arisca
pavio de dinamite

Alimenta-se de pimenta
em tempero vivo
sensível ao toque

Há um ponto de ebulição
em rubra insinuação
sem pudor

Na ponta da língua, o vestígio
na veste vermelha, a promessa
lasciva intenção em suspensão

Carne no ponto
de arder

 

***

2011-02.13 – Pimentinha 
nn(in)metamorphosis


28/01/2011

Estação sem Nome

Qual a estação em que se vive
quando já não se é Primavera
tão-pouco Inverno

Há um Outono demorado
na respiração do vento
no tombar lento das folhas
na forma como o tempo
se esculpe no rosto
e pesa sobre o corpo

Aprende-se, em silêncio
a fadiga dos dias
a medida exacta das horas
e a sombra das despedidas

Mas há sempre
num lugar que o tempo não alcança
um sol de Verão que permanece

É ele que aquece
as manhãs mais frias
que amadurece a esperança
e ilumina a travessia

entre aquilo que passou
e aquilo que ainda pode florescer

 

***

2011-01-28 – Estação sem Nome
nn(in)metamorphosis


21/01/2011

É mesmo genial!!!


Tem que saber ler com paciência. Óptimo exercício!

O que falta no texto ? 
Tente achar, antes de ver a resposta (no final)...


Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.
Pode-se dizer tudo com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos.
Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente
esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês.
Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.







Descobriu?




Não?




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.
.
.
.
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..
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.
.
.
.
O texto não tem a letra "a".


***
Recebi e gostei da - GisleTwo


16/01/2011

Entre Margens


Há um silêncio entre duas margens

um silêncio fundo, lento
capaz de engolir cada palavra
antes do eco, antes do sentido

Há um minuto suspenso

entre cada gesto
mesmo quando o mesmo compasso
bate dentro do peito

Há uma distância invisível

sobre a pele
mesmo quando o abrigo dos braços
convida ao sono tranquilo

Talvez haja um lugar sem distância

um segundo inteiro, intacto
um olhar absoluto
onde nenhuma ausência sobreviva

Talvez haja um silêncio perfeito

desses que dizem tudo
sem pedir voz nem linguagem

tão sereno como o descanso do entardecer
sobre cabelo iluminado
chamando o calor das mãos

E talvez nem os dedos alcancem
esse breve milagre de tocar



***
2011-01-16 - Há um Silêncio
nn(in)metamorphosis