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28/01/2011

Estação sem Nome


Qual a estação em que se vive
quando já não se é Primavera
tampouco Inverno

Há um Outono demorado
na respiração do vento
no tombar lento das folhas
na forma como o tempo
se esculpe no rosto
e pesa sobre o corpo

Aprende-se, em silêncio
a fadiga dos dias
a medida exacta das horas
e a sombra das despedidas

Mas há sempre
num lugar que o tempo não alcança
um sol de Verão que permanece

É ele que aquece
as manhãs mais frias
que amadurece a esperança
e ilumina a travessia

entre aquilo que passou
e aquilo que ainda pode florescer

 

***

2011-01-28 – Estação sem Nome
nn(in)metamorphosis


1 comentário:

  1. ............é terrível o coração não acompanhar a realidade do tempo...

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