Sob o negro do celeste tecto
há noites em que me perco de mim
A ausência torna-se abrigo
como se nela pudesse enfim descansar
Depois de
tantos anos de luta
restou um vazio quieto em mim
que me suspende num silêncio cansado
e nunca aprendo a nomear
Olho o vazio
das noites
e os passos já gastos no caminho
E há um embaraço fundo
em continuar a existir
quando já não sei como regressar a quem fui
***
2011-07-02 – Quando a noite cai em mim
nn(in)metamorphosis
apenas lindissima a tua descoberta...poetisa
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