OUTRAS PUPAS

Outras pupas

19/06/2017

Da tristeza profunda




Acredito, ou não, que até estejam consternados, embora, no meu entender,  se devessem sentir culpados, devendo até ser julgados e condenados por incúria. Eles detêm o poder e nada fazem de concreto para diminuírem as possibilidades de grandes catástrofes.

Quantos mais devem fenecer, para que sejam tomadas medidas sérias?

A maior parte da mata que, ainda, os nossos olhos conseguem alcançar é pertença do estado, e basta olhar, para vermos o quão sujas estão, a quantidade de matéria natural, ressequida pelo calor, ali está e permanece, ano após ano, sem limpeza, e pronta a ser alimento fácil de incêndio.

Somos um país em paz - porque não fazer guerra, ao lixo, à falta de asseiros e acessos, para limpeza das matas, para que os bombeiros se possam mexer sem sacrificar a vida a cada segundo?

Porque não, haver multas efectivas para os detentores de mata não limpa? E em caso de serem pessoas com poucos meios, porque não serem usadas as Juntas de Freguesia para reunirem mutirões de ajuda, num hoje por ti, amanhã por mim? 

Porque não o povo, processar o estado, pelo seu infortúnio? Vidas não se pagam, mas muitas vidas hoje, não sabem que vida têm.

Temos tanto desemprego, tanta gente a receber rendimento mínimo e a nada fazer, tanta tropa preparada e parada nos quartéis que têm o saber e as máquinas (ou deveriam ter) mas devem ter, pelo menos chegam ao estrangeiro e fazem maravilhas de engenharia em tempo recorde, dizem os noticiários, tanto politico a dormir na bancada parlamentar, mais aqueles que nem se dão ao trabalho de lá ir - tanta mão d'obra já paga, completamente improdutiva.

E a escandaleira que é, usarmos um número de telefone, no caso o 760 100 100 - para canalizar ajudas e o estado cobrar IVA? é por isso, e outras coisitas mais, que não acredito na consternação deles


18/06/2017

Tou repleta de beleza


Esqueleto ligeiramente cansado (não durmo desde as 9h30 de sábado)
mas de alma e coração levezinhos, quase levitam

É sempre a primeira vez, em cada regresso a casa e um pouco mais além


Vou comprar rebuçados à Régua e volto já   :-)


Não fosse o horror que lavra terra e ceifa vidas, teria sido um dia sem mácula.

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Entretanto cairei de madura, é que uma miuda não é de ferro, não é?