02/11/2017
Sol e chuva
A chover e dar sol
na cama do rouxinol
a mãe a cozer as papas
e ele a meter pró fole
Assim está o dia, hoje, por aqui. Céu azul com pinceladas a cinza, prometendo a água que já escasseia, trazendo uma chuvinha rala, que a luz do sol refracta, e em toda a sua beleza, nos oferece um arco-íris.
Há coisas, que enchem a alma, e juro, que ouvi o meu coração alterar as batidas, parecendo, ao momento, um sino em dia de festa.
PS: Chuva em tempo quente, adoro :-)
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2017-11-02
nn(in)metamorphosis
31/10/2017
Das (in)verdades
Sabes, eu não acredito, com aquele acreditar profundo, em coisa nenhuma. Mas acredito profundamente no que sinto. Se sinto, faz sentido. Sendo assim, só acredito no amor, na pedagogia do amor, honesto, puro, mas não cego.
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2017-10-31
nn(in)metamorphosis
28/10/2017
26/10/2017
Síndrome do Pôr-do-sol Outonal
Há um fenómeno de
fim de tarde que me possui
se estou junto ao mar
um baixar de pulsar do coração
um olhar que perde intensidade e se fixa lá longe
no tempo que ficou para trás
então
as ideias caem devagar, em sopros outonais
os olhos arrasam-se-me de horizontes
e as memórias são pálidos murmúrios
se estou junto ao mar
um baixar de pulsar do coração
um olhar que perde intensidade e se fixa lá longe
no tempo que ficou para trás
então
as ideias caem devagar, em sopros outonais
os olhos arrasam-se-me de horizontes
e as memórias são pálidos murmúrios
A partir de um poema original de: VC
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2017-10-26
nn(in)metamorphosis
24/10/2017
Da estranheza de ser
Todos os dias, quando arranjo uma brecha, venho pôr em dia a leitura dos blogues que sigo. Leio um e outro e depois mais outro, e a cada leitura me vou questionando: Como têm coisas para contar das suas vivências, quanta coisa vêem apenas passando o olhar, quanta sensibilidade, aos e ao que os rodeiam. Como são assertivos, nos temas, na escrita, como se expressam tão bem, tantas vezes num português tão cuidado. Caramba! não é inveja, não sou uma pessoa invejosa, mas naqueles momentos, por vezes, pergunto-me o que vim fazer a este mundo. Se trouxemos uma missão, qual terá sido a minha... Eu sei, sou meio folha de louro, directa, incisiva, até um beijo meu deve arranhar mas, é assim que sou, preto no branco, sem meias tintas, sem saber gerir o politicamente correcto. Não sei sentir rancores de estimação, ódios camuflados, nem mesmo sorrir sem vontade, e se eu sou de riso fácil :-)) - Ou gosto, ou me são como o melhoral que nem faz bem nem faz mal - É, não tenho jeito nenhum para dizer, gosto-te, amo-te, mesmo que esses sentimentos sejam o que suportam esta vida meio apagada, numa ânsia presa de voar, na cobardia do certo pelo incerto ou simplesmente medo, ou, o mais certo, na percepção exacta de que não tenho nada para dizer e, se tivesse, não o saberia fazer.
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2017-10-24
nn(in)metamorphosis
20/10/2017
Farta deles
Não sei se esta senhora pertence a um partido ou não, nem quero saber. Saber de mim é já uma trabalheira, mas que ela tem razão, lá isso tem - SOMOS TODOS CULPADOS.
Só não lhe dou o direito de afirmar, que a escolha foi feita por todos nós (leia-se maioria) porque o governo existente, não ganhou as eleições - é um governo usurpador, oportunista. É o que penso e está dito. Mas sinto, que o apertar do cinto a que fomos sujeitos e que agora está a permitir ao Costa fazer flores, vai chegar aí de novo, e pior que da primeira vez. Infelizmente.
Sabem que mais, só me apetece dar um tiro num pé e fugir para Espanha, e dali para o cu de judas.
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2017-10-20
nn(in)metamorphosis
19/10/2017
Em 1961, ele falava assim
É um fenómeno curioso:
O país ergue-se indignado,
moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não
passa disto.
Falta-lhe o romantismo da
agressão.
Somos, socialmente, uma
colectividade pacífica de revoltados".
Miguel Torga-1961
Não mudou nada, pois não?
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2017-10-19
nn(in)metamorphosis
18/10/2017
Era uma vez, o pinhal Del Rei
Era uma vez, uma floresta com 700 anos
a floresta dos nossos filhos
o antes e depois de 16-10-2017
visto por João Portugal (ex-excesso band)
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2017-10-18
nn(in) metamorphosis
16/10/2017
Chove
Ainda não é muito, mas talvez chegue para dar umas tréguas aos bombeiros, e a todas as pessoas que, nestes dias, têm sido umas bravas batalhadoras.
chove
chove
chove
chove
chove
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2017-10-16
nn(in)metamorphosis
2017-10-16
nn(in)metamorphosis
15/10/2017
Poderia ser eu
Novo desafio do blog "O meu sofá cinzento"
Poderia ser eu :-)
Caminhar com bom tempo, numa terra
bonita, sem pressa, e ter por fim da caminhada um objectivo agradável:
eis, de todas as maneiras de viver, aquela que mais me agrada.
Jean-Jacques Rousseau
e por aí? o que se arranja?
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2017-10-15
nn(in)metamorphosis
11/10/2017
Quereis ser?
Quero ser: Tango de Gardel, cadência bem marcada, enlaçada a preceito, passos agressivos, que contam histórias de drama e paixão.
O desafio teve início AQUI
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2017-10-11
nn(in)metamorphosis
03/10/2017
Se o Outono fosse meu
Teria manhãs húmidas de céu azul sarapintado de nuvens de cinza. Teria tardes amenas, de chuva miudinha e cheiro a maça esmolfe . Teria noites frescas e lareiras indecisas, onde arderiam as cascas de tangerina, perfumando o ambiente. Teria pilha de novos livros e cacau quente. Teria serões com pijamas de flanela com bonequinhos ou florzinhas, onde se desfiariam histórias e melancolias.Teria lembranças e saudades, olhos brilhantes e sorrisos. Teria silêncios preenchidos com acordes de músicas favoritas.
E tu, o que farias se o Outono fosse teu?
Iniciou AQUI e seguiu-se o Impontual e o TalqualmenteOutro e o O Cantinho da Janita
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2017-10-03
nn(in)metamorphosis
Dos dias sem cor
Que dias há que na alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê. - Luiz Vaz de Camões
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2017-10-03
nn(in)metamorphosis
27/09/2017
Das manhãs e dos ruídos
Vou sorrindo à manhã que começa calada e se vai enchendo dos ruídos da vida.
21/09/2017
Sabeis vós, porque Amor se chama Amor?
Ainda por terras de D. Dinis
Apaixonou-se o Rei pela camponesa e ali, naquele lugar, no meio do campo florido de papoilas e malmequeres, nasceu naquele dia um grande amor. As visitas do Rei ao seu grande amor continuaram e tornaram-se conhecidas nas redondezas, e, àquele lugar começaram a chamar Amor.
Também a Rainha soube dos novos amores do Senhor seu marido e Rei e, para lhe mostrar a sua reprovação sem o melindrar, mandou uma noite alumiar o caminho por onde o Rei, seu esposo, deveria regressar a Leiria.
D. Dinis, ao dar com as veredas, por onde
voltava, com grande alumiação, de muitos fogachos, viu estar ali uma muda
intenção crítica da Rainha, e exclamou: "Até aqui cego vim!" E o
sítio onde começavam as iluminarias passou a chamar-se "Cegovim",
que, por uma natural corruptela popular se chama hoje Segodim
A lista dos blogues que aderiram ao desafio - AQUI
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2017-09-21
nn(in)metamorphosis
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