09/08/2010
O Silêncio
07/08/2010
Peço paz
Se o riso me sai triste
Eu peço paz
É vazio e já não insiste
Eu peço paz
Se alguém grita e ninguém socorre
Eu peço paz
E sonhar de novo é ilusão
Eu peço paz
Se se vive no abandono
Se não se vê o porvir
Eu peço…
***
nn(in)metamorphosis
Quando Vieres
Devagar
Como a noite quando desce
Sobre o corpo do mar
O beijo suspenso
As palavras quentes junto ao ouvido
O toque breve que acorda a pele
O silêncio imóvel antes da vertigem
E essa sede mansa
Que sem nome me percorre
O incêndio secreto do desejo
Que desfaz
Na urgência doce do amor
A força na suavidade
A entrega na vontade
O instante na eternidade
O teu e o meu querer
No exacto momento
Em que deixamos
De nos pertencer apenas
Em sonho
06/08/2010
Gosta-me...
Não
sou melhor nem pior, sou apenas eu, com um jeito agridoce, meio filha da mãe.
Com altos e baixos; algumas certezas num sem-fim de (des)conhecimento; interrogativa, com urgência nas respostas; contraditória, na procura de algo sólido em letras, palavras ou ações que me permitam conhecer mais.
Inseguranças? Muitas! Mas apenas porque as minhas decisões podem magoar terceiros; segura do que quero e, principalmente, do que não quero; avessa a situações dúbias; defensora do preto no branco, embora conheça o cinzento.
Respeitadora de todos em geral; se amiga? amiga a tempo inteiro, ou nem por perto. Não cultivo ódios nem rancores; gosto de gostar e de quem gosta de mim; tiro a camisa, mas não me usem, não me abusem, não menosprezem a minha aparência ingénua; posso demorar, mas acordo.
Confio e sou confiável; sorriso e coração abertos, muitas vezes erroneamente entendidos como sendo tola ou presa fácil; sou teimosa; combativa; frontal; explosiva; e, se magoada, fico sem chão durante um tempinho, mas curo-me.
Sou isto, ou muito mais para alguns; muito menos para outros; ou nada para muitos.
Mas, no fim, não podendo viver sozinha, viverei, com certeza, muito feliz, sem muita gente.
Gosta de mim como sou, cheia de certezas e dúvidas, conhecimentos e ignorâncias, avanços e recuos, medos e ousadias.
Gosta de mim ensinando-me, criticando-me de forma construtiva, mas, principalmente, gosta de mim levando-me ao teu lado, nem um passo à frente, nem um atrás.
Só assim reconheço e entendo a amizade.
01/08/2010
A Morte
Lido mal com a morte… lido? No final, até
acho que nem lido… porque não a interiorizo. Fico numa espécie de
entorpecimento (“não é verdade, aquilo não aconteceu”) e vou vivendo
sentimentos profundos e emoções intensas de irritabilidade, tristeza, raiva, medo
e desesperança durante muito tempo. Depois fica a saudade, o sentir de uma
ausência que não realizo como morte, mas como perda do convívio.
Se falo do assunto, assumo que morreu, mas
não sinto que tenha morrido. Nunca soube que nome dar a esta minha forma de
sentir a morte, até que ontem uma amiga me disse:
“Vejo a morte como uma viagem que alguém
fez antes de mim.”
Considerando que uma coisa da qual temos
plena certeza é que um dia morreremos - bastando, para isso, nascermos - então a minha
amiga deu-me a chave que nunca tinha encontrado. Os que já perdi para a morte
não morreram; apenas viajaram antes de mim…
Morreu António
Feio? Não. Apenas viajou antes de nós.
nn(in)metamorphosis
11/07/2010
Quero mais
nn(in)metamorphosis
27/06/2010
Este vazio
Sinto a lágrima a cair.
Tenho uma angústia no peito e uma tristeza no corpo.
Já nem sei há quanto tempo isto está aqui. Nem sei o
que é. Só sei que não passa. Às vezes parece que vai embora, mas volta sempre
mais forte.
***
nn(in)metamorphosis
Tu no virtual
Chegas-me de mansinho na conversa
Num momento de alegria ou de tristeza
E envolves-me na tua presença
Feita de palavras
O carinho
do amigo ou da amiga
Que nunca vi nem encontrei...
Chegas tão mais presente
No sorriso do momento
De dois seres que se unem distantes
Na eterna e sincera amizade
Do virtual, perdido no espaço...
Talvez ainda mais real
Que tantos outros encontros
Em noites de escrita e leitura
No silêncio de tantas horas
E cada um é um de nós...
21/06/2010
Retrato ardente
Enviada por: Blog - Sem Ti
16/06/2010
Amanhã é outro dia
-->
Não te defendas
Não te feches
Não te recuses a viver
(mesmo a viver devagar)
Numa conversa sem razão
Vamos só falar à toa
Do tempo, da vida
De quem já partiu
Conta-me uma anedota
Joguemos um jogo, faz batota
Faz-me rir e ri comigo
06/06/2010
Hoje estou triste
Hoje estou particularmente triste.
Não que tenha mais razões do que ontem, mas porque,
às vezes, basta um pequeno nada para transformar um dia de sol num dia de
nuvens negras. Então, a tristeza invade e toma conta do tempo.
Porque a vida não quer saber se aguentas ou não, apenas segue o seu curso. E ou aprendemos a acompanhá-la, ou ela acaba por nos arrastar.
nn(in)metamorphosis
13/05/2010
Manta de Retalhos
10/05/2010
Inventada Lua
Toca-me o corpo
e acende-me o olhar
sem precisar de palavras
que já sabemos em silêncio
e conduz-me…
sou terra à espera de mar
e o céu não peça lua
deixa que ela venha
- inventada entre nós-
e se demore
como quem reconhece o tempo
e respira em mim
até o mundo ficar longe
como se o instante fosse eterno
e nada mais tivesse lugar
22/04/2010
Serena de novo
Enfim… serena.
Enfim…ciente de tudo estar feito.
Enfim… posso seguir, iniciando novo capítulo.
Pragmática sim, com uma enorme necessidade de clareza.
Lido mal com assuntos mal resolvidos, tudo o que se torna dúbio, me deixa insegura, pouco à vontade, e este facto torna-se muitas vezes, arma usada contra mim.
Não sou isenta de defeitos mas, existem alguns que não tenho mesmo, e se postos em dúvida, criam-me instabilidade, um quase estado doentio, e faço o que preciso for, para aclarar as aguas. Os “nins” deixam-me inquieta e torna-se urgente, arrumar o desarrumado, o corrigir o engano, o desfazer de dúvidas.
A oportunidade surgiu, quando já não a esperava, e agarrei-a com as duas mãos, a chance que tanto tinha pedido, que tanto tinha esperado estava aí… Olhando de frente, agora, olhos nos olhos, eu repeti, o já dito outras vezes, NÃO FUI EU!!!
Feito isso, fechei o capítulo, independente do resultado. Deixou de ter importância, se acreditam ou não. Em consciência eu estou em paz, aliás, eu sempre estive em paz, todavia, agora sigo... serena de novo.
16/02/2010
Meu doce pecado
17/01/2010
Evasão
a evasão acontece
torna-se etérea
e, por escassos segundos
deixa de ser matéria
em pleno silêncio
nn(in)metamorphosis
11/01/2010
Na corda bamba
Onde repousa a afeição que resiste, borboleta?
Tu voas... e eu choro.”
Eu sorrio
Mesmo quando o sorriso nasce entre lágrimas
31/12/2009
Tenho dias...
e outros de sol, de música, de muita alegria
Em alguns, sou voo livre
Noutros, perco as asas do sonho
e outros um quase nada
Em alguns, sou poema, inteira, apaixonada, plena
Noutros, apenas uma estrofe fora do lugar
e outros que passam sem que eu dê por eles
Uns de altos e baixos, excessos e falhas
Noutros, de calma, silêncio e esperança
e outros, que nem sei bem o que sinto
De todos
guardo ensinamentos
que gostaria de eternizar
***
02/12/2009
Teimosamente
mantém-me viva
mesmo quando morro
aos poucos
a ficar e a partir
ao mesmo tempo
mas o corpo demora
a lembrar-se
que é preciso continuar
Ficar de pé
seguir o horizonte
sem alarde
e a jornada começar
sob o sol que nasce e se põe
me roubem o silêncio
nem o tempo apague
os motivos que me feriram
18/11/2009
Sou incapaz de sentir com letra MINÚSCULA
A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos: olhares, vivências, recordações, saudade.
porque se desvanecem?
Outros papelinhos ficam, com escrita indelével, e perduram no meu coração, fazendo de mim o que sou…
E juntos, fazem o que eu chamo de momentos de felicidade, porque felicidade, em si e num todo, não acredito que haja.
qual escancarada janela
Preciso levantar-me, erguer a cabeça e andar
Preciso do meu sorriso, nela encontrar
17/11/2009
A Fatiota Amarela de Sol
Tenho andado
um bocadinho tristonha, apática, quase letárgica… fico assim sempre que a vida
me maltrata. Vida? Não!... Não é a vida, são mesmo as pessoas… mas nada de
preocupante, é temporário. Tem sido sempre assim e desta vez não será
diferente. Eu volto a levantar-me.
01/11/2009
Ironia...
Ironia
é sermos ausência
na nossa própria presença
é ouvirem-nos
mas não nos escutarem
é olharem-nos
mas não nos verem
é crescer a raiva
num ser em agonia
no mundo do parecer
é urgente
ter atitude
mais do que prosa,
mais do que poesia




