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09/08/2010

O Silêncio

O silêncio



Aprende com o silêncio
a ouvir os sons interiores da sua alma,
a calar-se nas discussões
e assim evitar tragédias e desafetos.

Aprende com o silêncio
a respeitar a opinião dos outros,
por mais contrária que seja da sua.

Aprende com o silêncio
que a solidão não é o pior castigo,
existem companhias bem piores...

Aprende com o silêncio
que a vida é boa,
que nós só precisamos olhar para o lado certo,
ouvir a música certa, ler o livro certo,
que pode ser qualquer livro,
desde que você o leia até o fim.

Aprende com o silêncio
que tudo tem um ciclo,
como as marés que insistem em ir e voltar,
os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar,
como a Terra que faz a volta completa
sobre o seu próprio eixo...

Aprende com o silêncio
a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia,
enxergar em você as qualidades que possui,
equilibrar os defeitos que você tem
e sabe que precisa corrigir
e enxergar aqueles
que você ainda não descobriu.

Aprende com o silêncio a relaxar,
mesmo no pior trânsito,
na maior das cobranças,
na briga mais acalorada,
na discussão entre familiares.

Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu",
a valorizar o ser humano que você é,
a respeitar o Templo que é o seu corpo
e o santuário que é a sua vida.

Aprende hoje com o silêncio,
que gritar não traz respeito,
que ouvir ainda é melhor que muito falar.
E em respeito a você, eu me calo, me silencio,

para que você possa ouvir
o seu interior que quer lhe falar,
desejar-lhe um dia vitorioso
e confirmar que VOCÊ É ESPECIAL.




(Autoria: Paulo Roberto Gaefke)

Enviado por: DamadasRosas


07/08/2010

Peço paz...


Se a esperança periclita
Se o riso me sai triste
Eu peço Paz
Se o olhar da criançada
É obscuro e ausente
Eu peço paz
Se já na rua se mata e morre
Se alguém chama
E o acaso socorre
Eu peço paz

Se os sonhos se vão
E sonhar novo é ilusão
Eu peço paz

Se nos tiram o sono
Se se vive no abandono
Se não se vê o porvir
Eu peço…

Eu só quero paz…


*******
nn(in)metamorphosis
2010.08.07


Quando for tempo de chegares...


Quando for tempo de chegares, vem
Lento, ternurento e sem tempo de alcançar

E traz contigo

O beijo que me queres dar
As palavras ditas ao ouvido a sussurrar
As mãos atrevidas, vividas, sabidas no meu corpo a passear
Os dedos conhecedores do caminho a desvendar
A língua sedenta de sabores e odores que ao céu me vai levar

E traz também
O calor do desejo ardente,
Que se desfaz
No fazer d’um amor urgente
De força e suavidade
De esforço e de vontade
De suor e humidade
E faz comigo acontecer
O meu e o teu querer
Do momento
No momento
Em que nos queremos ter


******
nn(in)metamorphosis
2010.08.07



06/08/2010

Gosta-me...

Gosta-me…



Não sou melhor nem pior, sou apenas eu, com um jeito agridoce, meio filho mãe.
Com altos e baixos; algumas certezas, num sem fim de (des)conhecimento; interrogativa, com urgência nas respostas; contraditória, enquanto na procura de algo sólido em letras, palavras ou acções que me permitam o conhecimento; inseguranças? muitas! mas, apenas porque as minhas decisões podem magoar terceiros; segura, do que quero e principalmente do que não quero; avessa a situações dúbias; militante do preto no branco, embora conheça o cinzento; respeitadora de todos em geral; se amiga? amiga a tempo inteiro, ou nem aí, não cultivo ódios nem rancores, gosto de gostar e de quem me gosta, tiro a camisa mas, não me usem, não me abusem, não menosprezem a minha aparência ingénua, posso demorar mas… acordo; confio e sou confiável; sorriso e coração aberto, muitas vezes e erroneamente entendido como sendo tola, ou presa fácil;  sou teimosa; combativa; frontal; explosiva; e se magoada fico sem chão, durante um tempinho.
Sou isto, ou muito mais… para alguns, ou muito menos… para outros, ou nada… para muitos.
Mas no fim... não podendo viver sozinha, viverei com certeza, muito feliz, sem muita gente…
Gosta-me... como sou, cheia de certezas e duvidas, conhecimentos e ignorâncias, avanços e recuos, medos e ousadias,
gosta-me... ensinando-me, criticando-me, mas principalmente,
gosta-me... levando-me ao teu lado, nem um passo à frente nem um atrás.
Só assim (re)conheço e entendo a amizade.


******
2010.08.06
nn-(in)-metamorphosis


01/08/2010

A Morte



Lido mal com a morte… lido? No final até acho que nem lido… pois não a interiorizo, fico numa espécie de entorpecimento (não é verdade, aquilo não aconteceu) e vou vivendo sentimentos profundos e emoções intensas de irritabilidade, tristeza, raiva, medo, desesperança por um longo tempo. Depois fica uma saudade, o sentir de uma ausência mas que não realizo como morte, mas como perda do convívio.


Se falo do assunto, eu assumo que morreu, mas não sinto que tenha morrido. Nunca soube que nome dar a este meu sentir a morte, até que ontem uma amiga me disse


“Vejo a morte como uma viagem que alguém fez antes de mim” 


Considerando que uma coisa da qual temos plena certeza é que um dia morreremos e bastando para isso nascermos, então a minha amiga deu-me a chave que nunca tinha encontrado. Os que já perdi por morte, não morreram, apenas viajaram antes de mim… 


Morreu António Feio? Não! Apenas viajou antes de nós





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 2010.07.29
nn(in)metamorphosis

11/07/2010

Quero mais...



Quero mais!!!
Quero ... mais que sonho, que imaginação
Quero… sentir o teu cheiro doce, incandescente
Quero… o teu cheiro de homem, amante, desejado e quente
Quero… a tua boca, a tua língua indecente
Quero… o meu corpo no teu, minha língua na tua
Quero… ir mais fundo, mais profundo, esquecer o mundo na rua

Quero… eu quero mais… ser tua

*****
nn(in)metamorphosis
2010.07.10


27/06/2010

Este vazio que é o meu segredo



Sinto a lágrima que corre pelo meu rosto…
Uma angústia enche-me o peito, uma tristeza invade-me o corpo…
E já nem sei realmente, qual a razão de tudo isto, nem há quanto tempo o sinto
Eu não queria ter este sentimento… mas é mais forte que eu...
Às vezes até penso conseguir... Mas sempre reaparece,
Cada vez mais forte, e eu nem sei o que ele é, nem de onde vem
Este segredo, que escondo de todos, até desse Deus que dizem tudo saber… até de mim o escondo, e confessá-lo não mudaria nada.
Eu sei que não deveria pensar assim. Ou pelo menos acho que deveria saber. Mas o facto é que de à um tempo para cá, eu preferia simplesmente não acordar.
Não que a vida seja de todo ruim. A questão é que existe um vazio dentro de mim que talvez nem o mundo inteiro possa preencher. E, é nesse buraco da alma, que mora o meu segredo.
Não sei como ele apareceu, nem quando ele cresceu tanto. Um dia estava tudo bem, no outro sentia falta de coisas que não sabia dizer o que eram.
Neste buraco negro e vazio que engole tudo de bom na vida, moravam antes os meus sonhos, os meus planos, os meus ideais, tudo que eu imaginava. Todas as coisas que um dia pensei que seria e agora já nem estão lá.
Hoje, neste buraco só há um segredo.
Que espero ninguém descubra. Principalmente eu mesma.
Amo tudo o que tenho com todas as forças que não foram levadas por este vazio. Até vou sendo capaz de aceitar o dia-a-dia igual. Só queria que eu mesma fosse diferente. Que meus planos não tivessem ido embora em algum momento …
Nem mesmo eu sei o que quero. Só quero algo que me traga paz. Algo que me faça gostar de mim. Nem mesmo sei o quê. Sem solução, como o são muitos dos problemas da vida, sigo com o meu vazio. Um dia, talvez, quem sabe… conte ao mundo que queria não acordar. Se nessa ocasião o vazio estiver preenchido, quem me conhece ficará admirada com a


minha história. Caso contrário, ficarão chocados por eu ter abandonado tudo… e vão condenar-me sem pelo menos saberem do meu segredo…

*****
2010 .06.12
nn-(in)-metamorphosis

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Video editado por: nuno1957
Rodrigo Leão - Vida Tao Estranha
http://www.youtube.com/watch?v=CTyPuuq9yLM




TU!



Tu!
Chegas de mansinho ao meu pensamento
Num momento de alegria ou de tristeza
E envolves-me  no teu abraço
De braços que nunca toquei
E nos teus olhos encontro
O carinho do amigo(a)
Que nunca vi ou encontrei...

Tu!
Chegas tão mais presente
No sorriso do momento
Palavras, toques, abraços
De dois seres que se unem distantes
Na eterna e sincera amizade
Do virtual, perdido no espaço...

Tu!
Talvez ainda mais real
Que tantos e outros encontros
Acompanhas-me
Em noites e noites a sós
No escuro de tantos quartos
Onde um só, se une a tantos
E cada um é um de nós...
EU, TU E O VIRTUAL.

Beijo-te

*****************
nn(in)metamorphosis
2009.06.10






21/06/2010

Retrato ardente




Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.




Eugênio de Andrade 
 
Enviada por:  _Sem Ti


16/06/2010

Solidão

-->
-->
Não te ausentes
Não te defendas
Não te feches
Não te recuses a viver (vivendo)

fala comigo!!!
num bate papo sem motivo
vamos jogar conversa fora
falar do tempo, da vida
de alguem que foi embora

Vem!!!
conta-me uma anedota
joguemos um jogo, faz batota
faz-me rir e ri comigo
amanhã é outro dia AMIGO

*****
nn(in)metamorphosis


06/06/2010

Hoje estou triste



Hoje estou particularmente triste
Não que tenha mais razões que ontem mas, porque símplesmente, às vezes, basta um nadinha para tornar um dia de sol, num dia de nuvens negras. Então a  tristeza invade e toma conta do tempo. Nesses momentos as palavras ocorrem-me melancolicas, o avesso da minha alegria, que normalmente, consome o ar que respiro. Mas hoje… hoje sinto-me deprimida, desmotivada, triste, desapontada... enfim.. sinto um misto de sensações que me fazem perder a vontade de fazer algo, de desejar algo, de ambicionar algo... simplesmente não tenho vontade de NADA.
Sinto-me e estou cansada, de rir quando a vontade é chorar, de parecer forte e necessitar de colo, de baixar a cabeça engolindo a raiva perante o infortunio, de me agarrar a uma fé (sem nome) e me sentir desamparada.

Mas tudo é efémero, até o será minha tristeza... 


*****
2010 JUN 05 
nn(in)metamorphosis


13/05/2010

Manta de Retalhos


Nasci …retalhinho de fino linho, num lar de amor criada
Com sedas, rendas e arminhos, minha vida foi ornada
Entre a cidade e o vale, a adolescência foi tecida
Cruzei o mar e vi… uma terra prometida
De terras vermelhas,  palmeiras  e mulembas
corpos morenos, noites quentes e muito, muito semba
Voltei cruzando os céus… de modo triste, perdida
Hoje sou uma manta, de retalhos, colorida
E, em cada um, sou EU, de várias cores e  tamanhos 
Há os de sonhos… perdidos, esquecidos, sonhados
Mas há tambem os reais… vividos, realizados
Lanço o olhar e descubro … naquele junto ao soalho
Nele, sou raio de sol, no outro, gota de orvalho
Naquele, jovem menina, lá além , sou sonhadora
Ali mesmo, despedida , mas aqui, sou trovadora
Olho outro, sou saudade, no seguinte, cor de papaia
Neste, sou oceano, naquele , areia da praia
Aqui, eu sou tristeza, mas ali, sou alegria
 Lá ao centro, eu sou música, e nas beiras, poesia
Tanto retalho… uma vida… do resto que há p’ra viver
Há aqueles, que não quis, e os que não quero esquecer
Mas em todos  sou amor!
E em alguns… gritos de prazer

*****
2010.05.12
nn-(in)-metamorphosis


11/05/2010

Sou assim... tão diferente?

Também eu, tenho dias “sim” e dias “não”

Sou assim tão diferente em relação aos outros? Vivo num mundo diferente? Não sinto eu as mesmas coisas? Sinceramente por vezes, muitas vezes, questiono-me!
Acredito na minha essência, acredito na pessoa que sou, e não concebo viver de outra maneira, afinal de contas, é a minha vida, como tal, porque teria que ser como os outros? Por ser politica e socialmente correcto? Não me lixem! Jamais serei hipócrita, porque isso me faria infeliz, não sou dona de verdades absolutas e por isso não sou avessa a mudanças, já alterei muitas coisas na minha forma de estar, sempre por opção, nunca porque "tinha que", mas não me peçam aquilo que não posso dar.
Nunca prometo o que não sei se posso cumprir, embora viva num mundo que funciona assim, mas não me queiram obrigar a aceitar tudo e acreditar nas promessas que ouço. Acredito em vontades de querer, mas que se resumem a isso mesmo, vontades. Se os objectivos são alcançados, óptimo, mas se não são, não crucifico ninguém, como tal, não admito que me queiram crucificar a mim. Tento, luto por causas e por tudo o que ache valer a pena, mas não invento nem crio falsas expectativas. 


Sou por isso diferente?
Sou?

Se sou, ainda bem que sou, porque vivo de bem comigo, e acima de tudo, à noite quando me deito, a minha consciência não me perturba. Se ser diferente é não especular, não intervir sempre, não querer mostrar sempre, o que sinto e o que sou, ter o direito de ter dias “sim” e dias “não”, então eu assumo, sou diferente...mas nunca deixo de ser eu!



*****
 2010 MAI 10
nn-(in)-metamorphosis


10/05/2010

Por favor...Seduz-me!...

Toca-me o corpo
Incendeia-me com o olhar
Sussurra ao meu ouvido
O que ambos sabemos querer
Conduz-me… eu sou terra e adoro o mar

Mesmo que seja dia
e não haja luar
Deixa que chegue a Lua,
por nós inventada
e quando chegar…

Beijemo-nos 
em cada poro
Respiremos 
em nossas bocas
Entrelacemo-nos
nos abraços dos nossos braços
Penetremo-nos,
o corpo e a alma
até desfalecermos
de prazeres insanos e de cansaços

Por favor...Seduz-me!...



*****
nn(in)metamorphosis
10.05.2010







08/05/2010

Rimas, de amor rimadas

-->

Tantas histórias que imaginei
tantas histórias que escreví,
tantas palavras que rimei
e que tantas vezes lí.
Amor, em palavras tão rimadas
rimas, que nem sei onde achei,
falam de noites e madrugadas
de solidões acompanhadas,
do quanto eu esperei
Feitas só para eu mesma ler
escritas para o tempo passar,
prosas, quadras, para nunca esquecer
rimas que só eu senti e que só eu vou lembrar.

Sem momento certo para as compor
sem horas, para as escrever,
lembranças e desejos de momentos de amor
momentos de alegria e de sofrer.

Lembranças do tempo passado
da juventude, nunca esquecida,
um livro, não publicado
d’outros tempos... início da vida.

Passagens… dificil esquece-las
lutas, que não se vão apagar,
são como o brilho das estrelas
são sonho, luta, derrota e victória, são clarão do luar.

Vivências, que na minha mente injecta
recordações, que não vão morrer,
renovação criativa com esse poeta
que me ensinou e ainda me inspira,
na conquista de um amor
desde a noite ao amanhecer.

*****
nn(in)metamorphosis

 08.05.2010




22/04/2010

Serenamente, serena...



Enfim… serena.
Enfim…ciente de tudo estar feito.
Enfim… posso seguir, iniciando novo capítulo.
Pragmática sim, com uma enorme necessidade de clareza.
Lido mal com assuntos mal resolvidos, tudo o que se torna dúbio, me deixa insegura, pouco à vontade, e este facto torna-se muitas vezes, arma usada contra mim.
Não sou isenta de defeitos mas, existem alguns que não tenho mesmo, e se postos em dúvida, criam-me instabilidade, um quase estado doentio, e faço o que preciso for, para aclarar as aguas. Os “nins” deixam-me inquieta e torna-se urgente, arrumar o desarrumado, o corrigir o engano, o desfazer de dúvidas.
A oportunidade surgiu, quando já não a esperava, e agarrei-a com as duas mãos, a chance que tanto tinha pedido, que tanto tinha esperado estava aí… Olhando de frente, agora, olhos nos olhos, eu repeti, o já dito outras vezes, NÃO FUI EU!!!
Feito isso, fechei o capítulo, independente do resultado. Deixou de ter importância, se acreditam ou não. Em consciência eu estou em paz, aliás, eu sempre estive em paz, todavia, agora sigo... serena de novo.


*****
 2010.04.21
nn(in)metamorphosis


Quando nestas coisas do virtual, alguém faz algo condenável, e a pessoa atingida, pensa e afirma ter sido quem não foi.

16/02/2010

Meu doce pecado...

Na vida todos temos 
Um segredo inconfessável 
Um arrependimento irreversível 
Um sonho inalcançável 
Um amor inesquecível


Perco-me em sonhos
Se lembro teu corpo
Se sinto o teu beijo

Se penso… desejo…

E és fogo nas minhas veias, sedução…
Meu doce pecado
Ontem... Hoje e Amanhã ...


*****
nn(in)metamorphosis
2010.02.16



17/01/2010

Ausência de pensamento...




E enquanto o leve vento passa
a evasão de mim...
acontece
na ausência de pensamento...
torno-me etérea
e por escassos segundos, deixo de ser matéria 
e faço  parte do universo
em pleno...

******
nn(in)metamorphosis
2010.01.17


11/01/2010

Na corda bamba


Na corda bamba da vida mais um ano passou como nuvem que se esfuma. É o inicio de outro que se constrói sobre sonhos e promessas. Neste palco onde nos articulamos, desfilamos sentimentos, repetimos gestos, trocamos frases, vimos rostos e... o que fica? Quem fica?...


Quem ficou, mesmo não estando presente, caminha a meu lado... será um sorriso, uma palavra, um gesto, será para sempre em mim a memória do que foi!
Aos que passaram, aos que ficaram, obrigado por serem como são.
Alguem que ficou diz:
Como é triste quando só se permanece memória!...
Onde a afeição que resiste, borboleta?!...
Tu voas... eu choro.
A esse alguém eu respondo:
No coração, mas só fica quem quer ficar
Muitas pessoas passam, apenas passam... mas nem por isso deixou de ter importância a sua passagem, as suas palavras, gestos e atitudes, de algum modo elas terão contribuído para o meu crescimento.
Deixo livres, todos os que gosto e amo
se se vão, voltam ou ficam, talvez seja porque eu tenha merecido.
Eu voo, eu sorrio, mesmo que por vezes chorando
O Criador saberá o que faz
eu apenas agradeço, por cada dia vivido
por cada luta vencida
e até por cada vez que sou vencida, se com isso cresço.


*****
 2010.01.11
nn-(in)-metamorphosis



10/01/2010

A vida por nós pintada...

Mais um ano que finda e outro que se inicia.
Aproveitei a noite, a insónia, para mais uma, das muitas, conversas comigo mesma. Daquelas, onde não nos mentimos, não nos engamos, e nesse espirito fui pensando no que foi a minha vida no ano agora acabado, como a tinha pintado?
Não sendo pintora, todos acabamos por sê-lo, pois pintamos a cada segunto a tela que é a nossa vida, eu, teimosamente, insisto em pinta-la de rosa, talvez rosa demais…
Pintei castelos, damas e cavalheiros, gestos, carinhos, delicadeza, musica de fundo, paixão e volúpia, versos, lareiras e vinhos… prosas e poesias… Pintei tudo o que uma mulher romântica, como eu, deseja, sente, sonha…
Peguei na minha tela e deixei-a por instantes ao relento, para que o tempo pintasse um pouco de mudança,
E a chuva veio…
e pingou, molhou, manchou e tornou o rosa... menos rosa… Ao seu corpo, agora molhado, a chuva tinha tirado um pouco do romantismo inato, tão entranhado em mim… Talvez agora viesse ao de cima a razão inquieta…
E a razão veio…
chegando victoriosa e trazendo um meio sorriso trocista, e como eu entendia esse sorriso…
Desse modo apoderou-se da tela, agora manchada e pegou no pincel distribuindo pinceladas por aqui e por ali mas… sem técnica, sem emoção sem inspiração… as cores não se misturavam… a razão tentou… tentou mas em vão.
Peguei-lhe na mão gelada e juntando o pouco romantismo deixado pela chuva, deixei que viessem a sensibilidade, a inspiração, a emoção, a paixão o amor e que em unissono respirassem e a aquecessem…
Fui guiando cada pincelada...
e a razão foi aprendendo, por vezes guiada… em outras guiando...
surgiu assim uma parceria e juntas estamos a pintar uma nova tela, mais um ano de vida, querida com equilibrio, onde a razão e a sensibilidade andem sempre de mãos dadas…
Nesta parceria...
não se perde, não se ganha
Aprende-se…
A domar a emoçao, a ouvir a razão…
mas sem nunca, perder de vista o romantismo...

venha o 2010
tenho o cavalete junto à janela
a paleta está cheia de novas cores
estou pronta…


**************** 
 2010.01.10
nn-(in)-metamorphosis