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10/06/2018

Ditirambo


O tempo esta baço
O céu branco pesa-me
Acabrunha-me o sorriso
Tolhe-me as palavras
Amorfa-me a alma
O pensamento, esse prodígio
Não debita uma única saída
Sinto-me como escrevo      
Poema, mas longe de ser poesia


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2018-06-10 
nn(in)metamorphosis 


07/06/2018

O que se passa?


Depois de assistir a este vídeo, quedei-me estupefacta, sem uma explicação moderninha, daquelas que evitam um tsunami, feito de gente escandalizada, a chamar-me retrógrada e outros piropos menos próprios,  para os ouvidos de menina criada com limites e regras, valores e amor próprio.

Alguém me explica o que se passa na cabeça destes miúdos? 



Que geração é esta?

Que tudo lhe cai do céu aos trambolhões.
Que quase nada lhes é exigido.
Que são adolescentes até aos 20
Que são jovens até aos 35 
Que só exigem

Que adultos estamos a criar?
Que companheiros, que amigos, que profissionais, que pais, vão ser? 


Já me deixava muda, ouvi-los, com o vocabulário tabernoso que usam uns com os outros.
Já  me arrepiava vê-los, pouco mais que crianças, na noite, perdidos de bêbados.
Já me entristecia ver, como indignificam os seus corpos.

Só me faltava ver/saber, o quanto mais fazem, num atentado à própria vida, só para serem aceitos, para fazerem parte de um grupo.

A geração do tem tudo, não tem nada! Nem amor próprio.

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(Um vídeo a ver - Vale a pena )

E é claro que há miudagem boa, bem formada
mas vão ficando cada dia mais raros

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2018-06-07
nn(in)metamorphosis 



Cantemos


Quando a música mostra que as (in)diferenças são nada perante ela, leva-me a pensar que: se se falasse cantando, acordasse cantando, discutisse cantando, guerreasse cantando, o mundo seria um lugar fabuloso para se viver.



    

 Quando se funde cultura Árabe e Cigana 
e nos maravilhamos com o resultado


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2018-06-07
nn(in)metamorphosis

Rui Santos




06/06/2018

Das estranhezas


Divago numa Primavera que não chegando, já quase acabou.

De alma comprometida com a realidade.
Criada aqui, ali e acolá, ora perto do mar, ora no vale e junto à serra. Súbdita do sol, de cores com luz, risos e gargalhadas francas, abraços apertados. Pura amante da amizade, da liberdade, da fraternidade, da igualdade desigual, que une nas diferenças. Avessa a extremismos, despotismos, racismos e a qualquer “ismo” que nasça de paixões e não de uma discussão baseada no conhecimento.

De natureza estranha
Pensamento solto, longe de ser pensadora – tentei ter ideias, sem a mínima ideia do que fazia.
Eterna aprendiz, longe de ser professora - tentei contar histórias, descobrindo que a história era eu.

De enfoque na paz de espírito, no estar, no ser.
Procuro o meu lugar de vagabunda mental. Preferencialmente, ali, onde possa olhar para a linha recta que afinal é curva.







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2018-06-04
nn(in)metamorphosis 

03/06/2018

Sabes...


Gosto, quando nos chegam atrasadas as palavras, diante da cumplicidade do nosso olhar.


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2018-06-03
nn(in)metamorphosis 

01/06/2018

Ó pra eu aqui Afrodite


Uma paixão de caixão à cova.
Um fado de faca e alguidar
Matematicamente conjugando o verbo amar


PAIXÃO MATEMÁTICA

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.

Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.

Ofereceu, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então, que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser Moralidade
Como aliás, em qualquer Sociedade.

***
Pena que não fui eu quem escreveu    :-)


 Em resposta ao "AMO" da - AFRODITE



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2018-05-31
nn(in)metamorphosis