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20/04/2012

Cantigas ao desafio - I





"Desatinos em película fotográfica"


No espaço de um momento
Mil desejos, sentimentos
Horas perdidas, emoções
Momentos vividos de ilusões
Cambalhotas, sensações
Desatinos, frustrações
Meias palavras, gestos, acções.

Saudades, ai saudades,
De brincar aos amores
A preto, a branco, de todas as cores.
  
2012.04.16 - 19:32 (vc)
(cópia integral devidamente autorizada)
Brincar aos amores na perspectiva de um (des)conhecido



Li… e gostei, discordando

******

Deixo a minha perspectiva


Aos amores não se brinca
Brinca-se de casinha e de casinhos
de namoros assumidos de destino sucumbido
aos jantarinhos com velas, mas noutra coisa de olho nelas
E tudo isso se fotografa, por pouco valerem, logo passa
e há quem precise coleccionar memórias
Aos amores não se brinca
porque mesmo quando acabam
não morrem na memória
passam a preto e a branco
até a cores se for preciso
trazem sorrisos e lágrimas
sentimentos, sensações
meias palavras, gestos, acções
com a nitidez do momento
já sem causar sofrimento
fazendo parte da vida
e na vida
tento tido o seu momento

2012.04.19
nn(in)metamorphosis


06/04/2012

Palavra proibida

Amor, Amar, Amo-te
Palavras que se sentem mas, que nos proibimos dizer


Porém, de uma forma ou de outra, todos nós o escrevemos, o cantamos, e fazemos dele a nossa procura, o nosso objectivo, mesmo que de forma inconsciente.

Todos, mesmo os que o rejeitam à boca cheia, precisam dele.

Porém,  do mesmo modo que o queremos, temos-lhe um medo atroz.

Uma coisa é senti-lo, outra é dizê-lo, talvez porque achemos que ele nos desnuda por completo, muito para além do corpo.

Pensamos e encasquetamos que nos fragiliza perante o outro, e todos o escondemos, o calamos,
uns outros escondem-se por detrás de um eu??? Amar??? Ahahah eu vivo o dia a dia, blá blá blá…
A paixão é o que conta, ter uma mulher, um homem ás costas? Nem pensar!! Dá vontade? A gente engata um/uma mas, de manhã que leve a cueca com ele/ela.
 
Ainda há dias, numa conversa com um homem ele me dizia. “Sabes, tenho tudo, alcancei tudo e não tenho nada, começo a sentir que chegar a casa e estar só, o que antes me satisfazia, hoje deixa-me triste e com sensação de vazio. As amigas coloridas, a cama preenchida por algumas horas, com paixão, com sexo, que satisfazem o tesão, já não têm o gosto que tinham, falta sentimento, carinho, ternura”.

Falta alguém que nos olhe e nos pergunte de nós, querendo saber de nós, digo eu…

È uma pena, que a única coisa que nos poderia tornar a vida sublime, a gente esconda, ficando um à espera que o outro diga… e a vida passe sem glória nessa espera.
E se vejam homens a correr para braços diferentes todos os dias ( e mulheres também) e se vejam olhares tristes, pintados de falsas euforias, com mãos ocupadas num copo de vida nocturna, onde o único brilho verdadeiro é o das lantejoulas, porque os ares de fêmea ou macho muito independente, muito auto suficiente se desmorona aos primeiros raios da manhã, mesmo que as bocas digam que são imensamente felizes assim… mesmo que mais uma noite passada a fazer sexo tenha sido de arromba… será que foi?

Será que isso basta?

Será que no final, sejamos tão só predadores?

Quem terá a resposta, eu não!!!

              *****
           2012.04.06
  nn(in)metamorphosis


31/03/2012

Dislexia

Vivemos num mundo em que a palavra ganhou asas pela rapidez com que é difundida, emagreceu pela quantidade de letras que lhe é suprimida tantos que são os q, qd, pq, td, bj, é violentada pela substituição...

            *****
        2012.03.31
nn(in)metamorphosis

Insanidade


A insanidade tem o seu fascínio, nunca é repetitiva e também é imprevisível...  Só ela ajuda a suportar o morno em que a vida se transforma...

*****
        2012.03.31
nn(in)metamorphosis


30/03/2012

Diz-me...



Diz-me…
Tens tu,

Abraços que morreram em ti mesmo?
Beijos mordidos na própria boca?
Desejos aprisionados na fantasia?
Lágrimas que nasceram risos?
Olhares que morreram antes de chegar?
Palavras que não chegaram a ser?
Ternuras que se afogaram em si mesmas?
Vontades que se ficaram no intuito?

Não,
Não digas!
Apenas chora comigo

               *****
            2012.03.30
      nn(in)metamorphosis 




Hoje sou saudade


23/03/2012

Espaços em branco

Os espaços em branco são lugares perfeitos... Adoro reticências, abuso delas na minha forma de expressão... É lá que se escondem as minhas subliminares apostas nos sonhos, os segredos bem guardados...

******
      2012.03.23
nn(in)metamorphosis


Chocolate apimentado



Da tua boca tomo o gosto
do sabor apresentado,
que se mistura no meu,
e no beijo se traduz, chocolate
apimentado
E o meu corpo se incendeia
se por ele em devaneio
a tua mão se passeia
Perco o rumo, perco a ideia
fico brasa incandescente
fico loba sendo gente
prato cheio à nossa fome
de doçura apimentada
de malicias e caricias
Odor forte qu’ enche o ar
do amor feito, acabado
chocolate
apimentado

Mas se de novo nasce beijo…

Da tua boca tomo o gosto
do sabor apresentado,
que se mistura no meu,
e no beijo se traduz chocolate
apimentado (…)

 *****
2012.03.23
nn(in)metamorphosis



18/03/2012

Insónia

Existe uma vaga petulância no torpor de uma insónia. Milhares de pensamentos e imagens atravessam-nos a mente qual rua plena de bulícios de cidade, uma sensação de descolar o corpo da mente…

*****
       2012.03.18
nn(in)metamorphosis

17/03/2012

Sem omissões

Tenho procurado sempre, por algo que nunca conseguia ver em mim. Segundos, minutos, horas, meses, anos...  A tentar encontrar o que sempre esteve aqui. A tentar ser exactamente aquilo que sou
Sem dor, sem mágoa, sem esforço
Apenas sem omissões
Agora… eu estou a conseguir

******
        2012.03.17
nn(in)metamorphosis


29/02/2012

Diz-me ao ouvido



Diz-me ao ouvido,
sussurradas palavras que me deixem sem jeito
Beija-me a nuca e sem pensar no futuro,
diz que me amas
Deixa o teu corpo perdido no meu,
espalha  alegria, me contagia
E nesse teu jeito tão particular de ser homem,
se encaixa perfeito este meu jeito de ser mulher

*****
2012.02.29
nn(in)metamorphosis


26/02/2012

A perpetuação dos sentidos

Sim... Seria ideal a perpetuação dos sentidos a que me atrevo nas ambições expressas nos poemas delirados...na realidade em que vivo, aprendo a apreciar a cada dia que passa, o mágico segundo de eternidade...

*****
        2012.02.25
nn (in) metamorphosis


19/01/2012

Silêncios incendiários

Há momentos em que amordaço as palavras,  aquelas que queimam tudo o que tocam…  e vivo o silêncio.

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2012.01.19
nn (in) metamorphosis




26/12/2011

Sinto falta...




Sinto falta… 
muita falta
daquele sorriso
que surge simplesmente
por pura felicidade


dos que teimam em escapar
pelos cantos da boca
que iluminam o dia
com a luz que trazem
lá de dentro
do fundo do coração
da alma em festa...

*****
2011.12.26
nn (in) metamorphosis

17/12/2011

Busco



Busco nos olhos o gosto do sorriso...

Busco no toque o gosto da pele...

Busco no cheiro a sensibilidade da alma...

Busco em cada noite fria o calor do dia...

Busco no dia o fresco da noite, mas sem perder o brilho da manhã...


*****
17.12.2011
nn (in) metamorphosis

02/12/2011

África

Sinto no peito bater tão forte,
Saudade da terra que fascina,
Onde vi jogos de vida e morte,
Entre gentes de alma cristalina!

Provei teu chão, terra abençoada,
Mata hostil, repleta de surpresas,
Senti o calor da tua queimada,
E esse fogo deixou minh’alma acesa!

Teu povo, nativo, só me encantou,
Em cantos, lendas, saber alquebrado,
Tua côr e negrura meu sêr inundou,
Num breve romance, de sonhos bordado!

Bate no peito teu ritmo marcado,
Teu balanço embala o meu sêr,
Com batuque, qual hino encantado,
Da fibra e da força do teu vivêr!

Dás na dança, a imagem da vida,
Tradições, em teus sensuais maneios,
Na machamba, a tua comida,
E, na mata, teu fim, ... e teus meios!!
ÁFRICA ! ! !

MARIO RESENDE



Poema enviado por: 6ª feira


29/11/2011

Trajecto

Trajecto

Na vertigem do oceano
vagueio
sou ave que com o seu voo
se embriaga
Atravesso o reverso do céu
e num instante
eleva-se o meu coração sem peso
Como a desamparada pluma
subo ao reino da inconstância
para alojar a palavra inquieta
Na distância que percorro
eu mudo de ser
permuto de existência
surpreendo os homens
na sua secreta obscuridade
transito por quartos
de cortinados desbotados
e nas calcinadas mãos
que esculpiram o mundo
estremeço como quem desabotoa
Mia Couto


Poema e imagem enviado por: Fernando Martinho


25/11/2011

TIC TAC


Tic tac Corre o tempo 
Tic tac Tão veloz 
Tic tac Sem lamento 
Tic tac Atrás de nós 

Tic tac Onde vais? 
Tic tac Vivo a vida 
Tic tac E o amor?
Tic tac É sem medida 

Tic tac Onde paramos? 
Tic tac Não sabemos 
Tic tac E o sentido? 
Tic tac É só vivermos 

Tic tac Parece pouco 
Tic tac Mas é tanto! 
Tic tac num sorriso 
Tic tac ou até pranto 

Tic tac e descansar? 
Tic tac O ar não espera 
Tic tac Vive a voar 
Tic tac Logo é quimera 

Tic tac E quanto tempo 
Tic tac Dura uma vida 
Tic tac Dura o momento 
Tic tac e é despedida...

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25.11.2011
nn (in) metamorphosis


Saudade

Não é difícil falar de saudade,... É doloroso vivê-la... E difícil amá-la quando deixa dilacerado e em pedaços o coração



20/11/2011

O vício de sentir


A mente (a minha) tem o poder extremo... de produzir por si os vícios mais obsessivos que existem, as emoções. Produz armadilhas constantes de conclusões precipitadas, impulsos de satisfação imediatista, espirais de análise desesperantes. Mesmo no silêncio da boca, as linhas que derramo em angústias de respostas claras e assertivas para as questões que eu própria invento, não consigo parar o processo e neste momento era tudo o que eu mais ambicionava...parar o processo. Sinto-me como uma toxicodependente em ressaca de algo que tenho plena noção que devo largar. O vício de sentir...

*****
2011.11.19
nn (in) metamorphosis


31/07/2011

Mariposa

imagem manipulada por mim

Bebi do azul do céu
Até mais não poder beber
Ébria, enlouqueci, e dancei…
 
Sonhei-me…
 
Linda mariposa
Senhora dos prados floridos
Dançando com gestos coloridos
 
Estiquei as asas…
E num esvoaçar
Fui em direcção ao mar
 
Veio a noite…
E matou o meu voar
Ai de mim…
Só me resta o meu sonhar

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nn(in)metamorphosis
31.07.2011



29/07/2011

Viajante fatigada

Viajante fatigada
E de meu, não tenho nada
 
Só a saudade estafada
Só a tristeza agressiva
Que me abate a cada instante
Que leva meu sopro de vida
  
Nem sou filha
Nem sou mãe
 
Sou o sul não tendo o norte  
Sou solidão ambulante
Das tristezas desta vida
Só me livra a própria morte
 
Viajante fatigada
E de meu, não tenho nada
Mas esse nada… é meu!

*****
nn(in)metamorphosis
2011.07.28


27/07/2011

Sonhar, eu preciso...

Sonhar, eu preciso, escapulir-me nas asas livres do pensamento, desse espírito de rebanho que se propõe teimosamente em me delimitar, seja lá no que for. Que o insignificante que eu faça, seja a cada minuto, o melhor que consegui fazer.
Sonhar, eu preciso, pois se renuncio a isso, varre-se a ultima luz e nada mais valerá a pena


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 2011.07.27
nn (in) metamorphosis

02/07/2011

Quando a noite cai em mim

Sob o negro do celeste tecto, sinto-me por vezes perdida e nessa cobertura sem estrelas, vou esquecendo as cores da vida
Inanimada em meu cerne, no que bate pelos sentimentos, sinto-me menos que cinzas por nostálgicos e longos momentos
Dou os meus olhos à negridão, das noites sem timbre, olho a minha própria escuridão, analiso os passos que vou dando em vão
Vai ficando apenas a vasta escuridão, da noite melancólica que me cobre, e no meu interior, o embaraço, de quem nem a si própria se descobre

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2011.07.01
nn (in) metamorphosis




20/05/2011

Saiem-me dos olhos



Dos olhos saiem-me boca, braços, mãos, pele e temperaturas várias
Saiem-me beijos maduros com odores de praia e de mar…
Saiem-me desejos…
Dos teus saiem linhas sinuosas
que descendo convergem para o ponto onde o mar é mais denso
onde as ondas que aí se formam se enrolam e fluem
como se tudo fosse uma única dor...
de um único prazer... de um alimento… onde gemo, onde flutuo..

Sinto-me deslizar entre os teus lábios
e perco-me no fundo do fundo,
onde a carne pulsante agoniza em espasmos e prazer...
Reconhecerei o teu nome
no momento em que a tua boca em concha, na minha sedenta,
dividir o espólio da abordagem no alto mar,
que é meu esse mar ainda pelo sal que me sabe

*****
nn(in)metamorphosis
                        2011.05.20


16/03/2011

Rabisca na noite

Rabisca palavras
no aconchego da noite
que é sua amiga
Escritas em solidão
do mesmo modo
que sonha,
do mesmo modo
que ama
Passa a noite
Chega o dia
Aniquila a tristeza
deixando-a passar
Põe,
no olhar,
o olhar de esperar
Pinta,
na boca um sorriso
no rosto um rubor

e
Rabisca na noite
quereres e sabores
e
Palavras de amor


 *****
nn(in)metamorphosis
2011.03.15

02/03/2011

Quando o dia finda

imagem manipulada por mim

Quando o dia finda
e a noite cai
Eu também…
Fica um silêncio gritando
no ar…
Enrosco-me em mim
e vejo a lua chegar
quando há…
E essa lua que eu vejo
Tu também…
E é de todos
E é nossa…
Quando o dia finda
e a noite cai
Eu também…
É quando eu sei
que tu existes
e eu…

*****
nn(in)metamorphosis
 2011.03.02





27/02/2011

Lua cheia, Lua de lobos



Lua Cheia
que desperta emoções
que incendeia
que traz alegrias
que ilumina a estrada
que preenche de sonhos as noites vazias
Lua do uivo dos lobos
amantes, constantes
Lua prateada, doce, encantada
Lua que brilha sem cessar
Lua Cheia que provoca
os mais profundos e loucos desejos
nos seres eloquentes,
desejos insanos, carentes…


*****
nn(in)metamorphosis
2011.02.26




13/02/2011

Pimentinha


Quente
arisca
pavio de dinamite
alimento-me com pimenta
temperadamente
sensível ao toque
atinjo ponto de ebulição
em rubra insinuação
sem pudor
na ponta da língua o gosto
na veste vermelha que despida
exibe lasciva intenção
carne no ponto
de arder


*****
nn(in)metamorphosis
2011.02.13