Não
sou poeta
nem sei ler poesia
Sou gente comum
que escreve o que sente
e sente o mundo na maresia
Todos os dias têm poesia
mesmo quando ninguém repara
ela esconde-se nas coisas pequenas
num copo de água pousado à pressa
no som leve de passos ao longe
na luz que entra sem pedir licença
Quando não a vejo
fecho os olhos
não para fugir
mas para escutar melhor o mundo
E então sinto
o vento a dançar sem corpo
o tempo a respirar devagar
o silêncio a dizer tudo
Talvez a poesia seja isso
não algo raro
mas algo que só aparece
quando ficamos quietos
o suficiente para sentir
nem sei ler poesia
Sou gente comum
que escreve o que sente
e sente o mundo na maresia
Todos os dias têm poesia
mesmo quando ninguém repara
ela esconde-se nas coisas pequenas
num copo de água pousado à pressa
no som leve de passos ao longe
na luz que entra sem pedir licença
Quando não a vejo
fecho os olhos
não para fugir
mas para escutar melhor o mundo
E então sinto
o vento a dançar sem corpo
o tempo a respirar devagar
o silêncio a dizer tudo
Talvez a poesia seja isso
não algo raro
mas algo que só aparece
quando ficamos quietos
o suficiente para sentir
2026-05-20 – Na maresia do mundo
nn(in)metamorphosis
Já não encontro palavras para definir o que por aqui vou lendo.
ResponderEliminarBom dia, dona no.
Talvez a poesia viva justamente aí, no lugar onde faltam palavras.
EliminarObrigado, sô António
Apetece, ler e reler.
ResponderEliminarPerfeito!
Olá, Fox
EliminarA perfeição não existe :-)
Um belo poema que nos convida a visitar e sentir a poesia.
ResponderEliminaros melhores cumprimentos
Muito obrigada. Se o poema conseguiu convidar alguém a sentir, então já encontrou o seu lugar.
EliminarMelhores cumprimentos
A maresia não se vê, mas sente-se na pele e respira-se no ar.
ResponderEliminarA poesia faz o mesmo com os sentimentos mais profundos.
Gostei muito dessa leitura. Há coisas que não se explicam, sentem-se, como a maresia.
EliminarBeijinho