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12/09/2012

Cantigas ao desafio XIII


Quando:
o solitário é vencido pela solidão
o nómada ergue a primeira parede
a lua eclipsa o sol
o infeliz alegra-se
a muralha é rompida
a água já não molha
o sarcástico é gozado
o verso já não rima
e a chalaça chora
São momentos raros, de pura ironia.

Há momentos ainda mais raros: quando um simples gesto me tolhe a voz e dou comigo a tentar domar a comoção

  2012-09-11 (vc)
Cópia integral devidamente autorizada

*****

Quando
Falando sozinha
Já não meço as palavras
Vou cuspindo as minhas mágoas
Açoitando a alma em vão
E se sorrio ainda
Não é mais que desespero
Vou libertando demónios
Em cada linha que escrevo
Escalpelizo os sonhos
Sinto tão próximo o fim
Não sei se pelo gosto do sangue
Das palavras que saem de mim

Momentos raros em que me permito saber o gosto da solidão

       2012-09-12
nn(in)metamorphosis


10/09/2012

Leituras e Escritos


Deambulo e vou lendo tudo o que aparece neste mundo virtual. que nos dizem ser global, Umas ficam na memória, outras depressa se esquecem. Leio gente que se procura na ânsia de se encontrar, de saberem traduzir aquele vazio aquele mau estar. Gente que escreve e que diz não ser de si nem do que sente mas, que impregnam na escrita muito ou tudo de si… Creio que até a si mesmos mentem. Gente que se diz conhecer nos mais ínfimos meandros podendo até escolher o “eu” para o fato a vestir.
Um não sei quê, se instalou na vida de cada um, vivemos num contraditório, enclausurado a todo o custo. Repetimo-nos um milhão de vezes, que somos quem queríamos ser, estamos onde queríamos estar mas, calamos do amigo, que “parece” feliz, as contrariedades e frustrações, amores e desilusões. Matamos a espontaneidade que nos delata, e no duche, deixamos que vá pelo ralo, tudo o que realmente queremos e precisamos. E mais uma vez, vestimos Chanel no olhar e olhamos de cima com a segurança que não sentimos, calçamos Prada nos sentimentos e calcamos as nossas próprias vidas, já em cacos. Depois…
É ver-nos a olhar o horizonte, olhares perdidos, copos nas mãos que esvaziamos em sorvos lentos. De pijama vestidos, canecas de café fumegantes entre as mãos, gatos enrolados no colo. Varando as noites, em insónias silenciosas e macilentas, tantas vezes salgadas. Mas, aos olhos de quem nos olha, de quem nos lê, somos todos muito felizes e o que escrevemos é pura ficção.
Mas é à noite, quando a actuação termina e os espectadores já se foram, que jogamos os sapatos, e vamos deixando peças de roupa espalhadas, até nos depararmos com a nossa nudez, perante ela quase nunca nos conseguimos enganar e vemos então, que não somos mais que meninos famintos de afectos,
Escrita. Algo que se fantasia, enfeita, orna de fitas (e tantas são as fitas) de cores várias, de sentires e desejos, do que se tem e do que se gostaria de ter mas, digam o que disserem tem nas suas entranhas dores, odores, exultações e exaltações de quem na pena pegou, apenas para redigir, o que diz, que inventou

            *****
        2012.09.10
nn(in)metamorphosis



05/08/2012

Cantigas ao desafio XII



(desta vez, fiz eu o desafio ao EuOsório)

Na minha cidade
Os poentes são de ouro
Por sobre o mar e o douro
De vinhedos sem idade

Há rabelos, gaivotas e maresia
Ruelas estreitinhas, lampiões
Pombas, coretos, pregões
Xailes cruzados no peito e nos olhos alegria

E ele, completou desta maneira linda

Nesta diversidade
São João é duradouro
E de qualquer miradouro
Se espreita a cidade

Há gente que trabalha, que porfia
Mendigos, arrumadores e ladrões
Cafés, bares, diversões,
Quem chega encontra sempre simpatia

Do "EuOsorio" veja este e outros AQUI -  http://pt.netlog.com/EuOSORIO/blog/blogid=2240970 

 *****
 2012-08-05
nn / EuOsório

Perfeição


Já alguma vez despiram a palavra certa?
A sua silhueta é de tal forma perfeita que nessa noite mais nenhuma palavra vos irá visitar. 


******
        2012-08-04
nn(in)metamorphosis 


01/08/2012

Cantigas ao desafio XI



II - Canto do meio canto

Num recanto canto o canto
do encanto e desencanto
e no meio do meu canto...
o meu canto fica a meio!

Semeio um canto no meio.
Tomei-o por meio canto
e no meio canto o meio
( meio do canto ou do meio? )…

Com dois meios no meu canto
qual dos meios é que eu canto?
Canto o meio do meu canto
ou canto o canto do meio?

OC, 20.Julho.2012

Mais do autor aqui - http://pt.netlog.com/EuOSORIO/blog/blogid=2380722#blog

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Resposta ao repto do EuOsório

Canto do meio


Poeta cantor de rua
Que na cidade nasceu
Canta a cidade que é tua
Que eu canto o campo que é meu

Tu és afortunado,
Sabes ler e escrever
Rimas em canto o teu gozo
Eu canto o meu padecer

O teu canto diferente
É de luxo de salão
O meu é como a semente
Nasce em cima do chão

Cantas tu e canto eu
Cantamos o canto do meio
Tu da cidade o céu
Eu da terra o canteiro

        2012-08-01

nn(in)metamorphosis


28/07/2012

Cantigas ao desafio X

Diz-me…
Tens tu,

Abraços que morreram em ti mesmo?
Beijos mordidos na própria boca?
Desejos aprisionados na fantasia?
Lágrimas que nasceram risos?
Olhares que morreram antes de chegar?
Palavras que não chegaram a ser?
Ternuras que se afogaram em si mesmas?
Vontades que se ficaram no intuito?

Não,
Não digas!
Apenas chora comigo

           *****

   2012.03.30
  nn(in)metamorphosis 

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Com tua licença, e com a devida vénia à nn Metamorphosis, prefiro este poema (re)escrito assim

Diz-me…
Tens tu,

Abraços que morreram em ti mesmo?
Muitos! Mas também muitos que nasceram de mim!
Beijos mordidos na própria boca?
Também! Mas quantos partilhados com outra boca!
Desejos aprisionados na fantasia?
Tantos! Quase tantos como os satisfeitos!
Lágrimas que nasceram risos?
Sim! Tal como lágrimas de alegria!
Olhares que morreram antes de chegar?
Claro! E olhares que nasceram antes de o serem!
Palavras que não chegaram a ser?
Milhares! Confundem-se com as que foram!
Ternuras que se afogaram em si mesmas?
Várias! Mas ressuscitam!
Vontades que se ficaram no intuito?
Sempre! Mas prontas a partir, como as que já foram!

Não,
não é complicado...
basta viver!

(adaptação OC, de repente, 28Julho2012)

A vida confronta-nos, muitas vezes, com a necessidade de mudança. Muitas vezes está nas nossas mãos escolher a metamorfose que se segue...


11/07/2012

Cantigas ao desafio IX



Quê?
Acertadamente errei
por não querer parecer acertado
porque se acertadamente tivesse agido
outro alguém passaria por errado
Se acertadamente poupei a outrem o erro
mesmo tendo passado por errado
então erradamente errei, pensando ter acertado
Nesta lógica mesquinha
dei por mim todo trocado
já não consigo discernir
entre o certo e o errado.

 2012-07-10 (vc)
cópia integral devidamente autorizada

*****
E porque não?

Com a pá da palavra tirar
O acertad da palavra acertadamente
o agi da palavra agido
poeta de trocadilhos
fica toda trocadinha
quando se pensa errado
mas não certo do seu erro
que não é dele é de outrem
mas de outrem que acerta
erradamente  também
ao aceitar do poeta
o erro que ele não tem
e nesta ilógica mesquinha
faço eu a baralhada
com a pá da palavra tirar
a palha da palavra trapalhada
o amor da palavra namorada
e o que sobra?
Nada!

      2012-07-11
nn(in)metamorphosis


07/07/2012

Cansada

Estou cansada, frágil, de sentido adormecido, sem toque da efervescência da quimera que prometia a sedução do abraço que eu sonhava... Cansada da sensação de vácuo do sonho sem ponta por onde me enlace...

*****
          2012-07-07
mm(in)metamorphosis


05/07/2012

Amor


Há momentos em que tudo parece desabar. As convicções que tanta força deu no passado, perdem todo o seu fulgor, esmorecem sem sentido. Viver não é fácil... Nunca foi! Mas, pouco importa. A dor torna a alma maior, mais cheia de "mundo". O sentido das coisas, nasce sempre dentro de nós, fruto de um indelével trabalho interior ou por factos exteriores e, a conjuntura perfeita para fluirmos de nenúfar em nenúfar, nasce como se pudéssemos tocar a lua.
Esses momentos de vida varrem toda a dor que possa existir na nossa memória, são a força motriz que pare a esperança, o acreditar em nós e nos outros, que nos permite ser donos do destino, do nosso destino. No entanto... Não haja ilusão, um dia, tudo voltará a desabar... O circulo recomeça e queda após queda, renascemos do nada, mais fortes e convictos. Por esta razão, nunca devemos esquecer de afagar a lágrima e a dor nos momentos de êxtase, nem perdermos a noção de como o sorriso e a paz de espírito já foram nossos companheiros nos momentos mágicos... Quando a magia parece ter acabado.
Afinal, meu amor... A magia nunca morre. Esconde-se por uns tempos... Simplesmente
E se deixares de ser o "meu" amor ou eu o teu
Não é grave
Verdadeiramente grave
Seria não haver amor sequer

*****
        2012-07-05
nn(in)metamorphosis


29/06/2012

Já fui...



Já fui pássaro
sem bico ou penas
mas de voar sublime

Já fui palhaça
sem sapatos ou chapéu
mas de sorriso autêntico

Já fui amante
sem sexo ou prazer
mas de emoção profunda

Já fui vagabunda
sem esmolas ou serapilheira
mas perdida na mesma

Já fui mulher soldado
sem botas ou arma
mas com a honra no olhar

Já fui madre
sem crucifixo ou hóstia
mas banhada em fé

Já fui cavaleira 
sem cavalo ou armadura
mas carregada de princípios

Já fui mágica
sem pombas ou lenços
mas com o segredo guardado

Já fui prostituta
sem preçário ou nudez
mas com prazer para dar

Já fui caçadora
sem arma ou cartuchos
mas respeito pela caça

Já fui sonhadora
sem devaneios ou ilusões
mas sôfrega de felicidade

Já fui vítima
sem ódio ou rancor
mas com a dor do inocente

Já fui música
sem pauta ou instrumento
mas com melodia no olhar

Já fui tudo!
Agora sou apenas um sorriso de lágrimas molhado,
que esconde a força das palavras num silêncio que é só meu.

     *****
      2012-06-29 
(Tiago Galvão Teles)
nn(in)metamorphosis


27/06/2012

Apeada


Olho-me de dentro para fora
E vejo com alegria
O quanto me dei
Mesmo fora da romaria
O ombro que dei,
foi doce
As palavras que proferi,
nem sempre meigas, mas verdadeiras
O olhar foi cristalino
O abraço apertado, dado
em bicos dos pés
O sorriso leal,
aberto, em dentes, duas fileiras
O amor sentido
mesmo que de sentido único
A mão estendida, aberta para cima
de orgulho e de alarde despida
O que plantei, no meu jardim
brotou
floriu
E foi seguindo caminho
Comigo, mas sem me levar a mim

Olho-me de fora para dentro
Afastei-me
mesmo estando parada
Com caminho feito
e passos cansados
Regresso a mim

*****
        2012.06.27
nn(in)metamorphosis

17/06/2012

Cantigas ao desafio VIII



Tu-Parte II

Ontem não te vi o sorriso atrevido
não te li o desejo nos olhos
e o tempo atropelou-me
Vens sempre com os ponteiros contados
Desejas ficar mas partes apressada
Deixando parte por dizer
e quase tudo por sentir
Anseio pelo dia em que venhas e não tenhas de te ir
Me pouses a cabeça no teu colo
Enquanto me embalas docemente
E nesse momento o tempo seja nada
E se, de repente, o meu olhar parar
E se parado parecer estar
É porque não estou aí
É sinal de que parti
Para onde tudo se encaixa
Onde tudo é como devia ser
E onde tudo o que nos interessa devia estar
E, se de repente, voltar a olhar
É porque regressei
E o momento se perdeu entre nós
E mais uma vez tu partiste sem mim

                   2012.06.17 (VC)
(Cópia integral, devidamente autorizada)

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Diálogo insano

… Olá!
… cheguei, e vim sem pressa
… Sempre queres ir?
- E podemos?
… Sem dúvida, basta querermos!
- E podemos querer?
… Está na nossa vontade.
- E ela é nossa? Podemos agarra-la?
… Agarra-la? Isso é impossível!
- Então qual é o caminho?
… Caminho? Quem falou em caminho!?
- Então como fazemos?
… Fácil. Usamos a imaginação!
- A imaginação?
… Sim, a imaginação.
- Que imaginação?
- Aquela estrada imensa onde o traçado és tu!

         2012.06.17
nn(in) metamorphosis


08/06/2012

Sou pormenor carregado de emoção





Cada vez mais se esgrime em torno de teorias fundamentadas na razão. Seja ela verdadeira ou inventada, ou tão só para fazer valer os intentos desejados. Esquecem-se os valores da intuição pura, expulsa-se a cristalina emoção. Aniquila-se imperturbavelmente o pormenor. Vamos ficando mais pobres, menos humanos e profundamente vazios. Vamos caminhando lentamente, para um ferro-velho ausente dos pequenos e relevantes nadas.

Os pormenores sempre me fascinaram.
Tudo na minha vida é feito de pormenores. Procuro-os por todo o lado. Enquadro-os com sentido no todo. Cada um pode mudar um momento, criar uma nova situação, fazer nascer um sentir. Podem moldar uma expressão, gerir um comportamento, modificar uma vida.

Sempre defendi a emoção em prejuízo da razão.
Toda a emoção é fundamentada na delicada fragrância do pormenor, este imergido no inconsciente permite – nos intuir. A emoção é o sangue que nos corre nas veias, o pulsar de cada sensação, a magia daquilo que realmente somos. É a emoção que nos torna únicos e nos ajuda a perceber as diferenças.

Quanto à razão sempre tive dificuldade em respeitá-la.
Acredito-a sem personalidade, desprovida de carácter. Não há toque, não há cheiro, é pacóvia e pouco imaginativa. A razão não tem pormenores, é compacta e estanque. Dura e contínua, começa onde acaba. Não a sinto humana, pois a sua lógica retira-lhe toda a espontaneidade. Com a razão nascemos e morremos iguais. Esse não é o caminho, a metamorfose faz parte do percurso. É o percurso. Com a razão não somos, parecemos ser. E é aqui que voltamos ao pormenor, personagem subtil, que alimenta a intuição e nos leva às entranhas da emoção. É o sentir na sua mais livre forma, sem receios de qualquer ordem.
Recuso-me a ser 1byte ou parte de um código binário 
Sou pormenor carregado de emoção

      *****
       2012.05.08
nn(in)metamorphosis




27/05/2012

Cantigas ao desafio VI



Ella Fitzgerald - Cry me a river

É apenas mais uma ponte
Apenas mais um salto no vazio
É apenas mais um passo
Um desvio no espaço
É uma sensação de frio
Com o sol aqui defronte

É uma escada sem degraus
Uma balada sem escala
Um diz que disse sem fala
Coisa de bons e de maus

É a vida aos soluços
Entre percalços e impulsos
É um bater do coração
Um desejo, uma desilusão

É o pacto com o diabo
É a estrofe de um fado
É o princípio do fim
É o que escolho pra mim.

Acho que uma vez, há muito tempo, chorei um rio. Não me recordo, apenas sei que sim.
Sequei-me a fonte nesse braço de mar e nem um regato voltei a chorar.
Hoje esse rio está seco, é uma cicatriz onde retorno sempre que a fonte ameaça brotar.
Remédio santo…

2012.05.25 (vc)
(Cópia integral e devidamente autorizada)

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Inventa-se um rio, um sargaço, uma foz, mas depois fica-se petrificado, incapazes de mergulhar, porque não sabemos deter as águas nem o tempo.
Seria bom, se nos soubéssemos encantar com aquilo que se vai perdendo pelo caminho, mas a boca não se faz ao asfalto e as palavras não ditas, irão um dia cair de maduras, sem serem comidas.
Sem serem sonhadas
Sem serem respiração, boca a boca.
Haverá um dia em que iremos adormecer sem mais nada no corpo, que não nós mesmos.
E nesse dia não inventaremos mais rios…

      2012.05.26
nn(in)metamorphosis


26/05/2012

Invento um rio

Invento um rio, um sargaço, uma foz, mas depois fico petrificada, incapaz de mergulhar, porque não sei deter as águas nem o tempo. Gostava de me saber encantar com aquilo que se vai perdendo pelo caminho, mas a boca não se faz ao asfalto e as palavras não ditas, irão um dia cair de maduras, sem terem sido comidas.
Sem as teres sonhado
Sem terem sido respiração boca a boca
Haverá um dia em que irei adormecer sem mais nada no corpo que não seja eu.
E nesse dia não inventarei mais rios...

*****
     2012.05.26
nn(in)metamorphosis





20/05/2012

Perscuto dentro de mim



Perscruto os caminhos que vivem dentro de mim
no intento de os juntar num só e me conhecer por fim
Parte de mim universo, Outra parte ninguém
Parte de mim uma festa, Outra parte solidão
Parte de mim reflecte, Outra parte delira
Parte de mim dialecto. Outra parte vertigem
Todas as partes juntas
Fazem de mim um ser
Tão diferente e tão igual
Quanto um igual pode ser
Ás vezes inteira
Ás vezes em partes
Mas sempre EU

*****
2012.05.20
nn(in)metamorphosis

19/05/2012

Viver é desenhar sem borracha


Doía menos, se mais cedo nos apercebêssemos que:

Para se viver feliz,
Não temos que saber tudo;
Não temos que ser o melhor em tudo;
Não temos que ter tudo;
Não temos que ter experienciado tudo.

Apesar de todos vivermos à procura de certezas, estou cada dia mais certa, que o certo, é saber viver com o essencial.

Saber de quem gostamos;
Saber a quem amamos;
Saber ao e a quem realmente vale a pena dedicarmos o nosso tempo.

A vida tem-me vindo a ensinar que, quando eu souber estas três coisas, eu saberei o essencial. E nesse momento eu terei aprendido que:

O facto de, se saber de cor, milhares de palavras do dicionário
               Não faz um iluminado, se não souber usar cada uma   
               delas no local certo
O facto de, se saber muito
               Pode mesmo assim, nunca ser suficiente
O facto de, se saber o que se tem
               Não faz com que se saiba o que fazer com o que se tem
O facto de, se esperar ou nos esperarem
               Não faz da espera eterna, um dia acaba
O facto de, se fazer escolhas
               Não garante que se apresentem boas
O facto de, se ter cometido erros
               Não faz reféns, se não se estabelecer compromissos com 
               eles

Viver, é um desenho que cresce a cada dia
Os traços e rabiscos feitos… Estão feitos.
Nada!
Pode ser apagado mas, pode ser corrigido
Tornando o desenho, a cada dia, mais agradável

Recomeçar sempre que necessário, é obrigatório!
O resto é consequência.

*****

2012.05.19 
nn(in)metamorphosis