Quando:
o solitário é vencido pela solidão
o nómada ergue a primeira parede
a lua eclipsa o sol
o infeliz alegra-se
a muralha é rompida
a água já não molha
o sarcástico é gozado
o verso já não rima
e a chalaça chora
São momentos raros, de pura ironia.
Há momentos ainda mais raros: quando um simples gesto me tolhe a voz e dou comigo a tentar domar a comoção
2012-09-11 (vc)
Cópia integral devidamente autorizada
*****
quando
o nómada ergue a primeira parede
há quem pense na janela
quando
a lua eclipsa o sol
há quem olhe para cima
quando
o infeliz se alegra
há quem registe
quando
a muralha é rompida
há quem veja passagem
quando
a água já não molha
há quem confirme e siga
quando
o sarcástico é gozado
há quem entre na brincadeira
quando
o verso já não rima
há quem leia mesmo assim
quando
a chalaça chora
há quem finja que não viu
o solitário é vencido pela solidão
o nómada ergue a primeira parede
a lua eclipsa o sol
o infeliz alegra-se
a muralha é rompida
a água já não molha
o sarcástico é gozado
o verso já não rima
e a chalaça chora
São momentos raros, de pura ironia.
Há momentos ainda mais raros: quando um simples gesto me tolhe a voz e dou comigo a tentar domar a comoção
2012-09-11 (vc)
Cópia integral devidamente autorizada
*****
Quando
dizes que o solitário é vencido pela solidão
há quem siga o dia
dizes que o solitário é vencido pela solidão
há quem siga o dia
quando
o nómada ergue a primeira parede
há quem pense na janela
quando
a lua eclipsa o sol
há quem olhe para cima
quando
o infeliz se alegra
há quem registe
quando
a muralha é rompida
há quem veja passagem
quando
a água já não molha
há quem confirme e siga
quando
o sarcástico é gozado
há quem entre na brincadeira
quando
o verso já não rima
há quem leia mesmo assim
quando
a chalaça chora
há quem finja que não viu
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2012-09-12 - Quando
2012-09-12 - Quando
nn(in)metamorphosis
Que dizer-te, amiga?...
ResponderEliminarQuando se é confrontado consigo próprio e nada do que outrora foi considerado importante se não coaduna agora com a nossa realidade interior que deveria ter crescido com a vida e foi atrofiada por utopias, quimeras e olhares e risos muitas vezes cruéis... a nossa humanidade contorce-se de desespero e condói-se de si mesma.
Por isso viver com os nossos fantasmas se torna um exercício cada vez mais difícil, rasando o doentio.
Preparar o espírito para o entendimento de tudo isso... só com o exorcismo pela dor de hoje somada às de ontem e o transformar desta em amor e compreensão, sem abdicar da capacidade de análise sobre o momento, num todo que não poderá ficar dissociado de qualquer dos componentes da realidade vivida.
Será essa a que irá influenciar a que teremos de viver ainda.
Convicções minhas, claro. Tirei-as dentro de mim porque comunguei com os dois poemas que postaste. E analisei o que sinto e o que me parece mais correcto, até porque o experimentei em mim.
Há quem fale na cura pelo riso... Eu confio também na forma como se contorna e se exorciza a dor dentro de nós.