Cada vez mais se
esgrime em torno de teorias fundamentadas na razão. Sejam verdadeiras,
inventadas ou apenas moldadas para legitimar intentos. Pelo caminho,
expulsam-se a intuição, a emoção, o pormenor. Vamos ficando mais pobres, menos
humanos, profundamente vazios. Caminhamos lentamente para um ferro-velho
desprovido dos pequenos e relevantes nadas.
Os pormenores sempre me fascinaram.
Tudo na minha vida nasce deles. Procuro-os por todo o lado. Dou-lhes lugar no todo. Um pormenor pode mudar um instante, criar um sentir, transformar uma expressão ou alterar silenciosamente uma vida.
Os pormenores sempre me fascinaram.
Tudo na minha vida nasce deles. Procuro-os por todo o lado. Dou-lhes lugar no todo. Um pormenor pode mudar um instante, criar um sentir, transformar uma expressão ou alterar silenciosamente uma vida.
Sempre defendi a emoção em detrimento da razão.
A emoção vive da delicada fragrância do pormenor. É nele, imerso no inconsciente, que nasce a intuição. A emoção é o pulsar das sensações, a magia daquilo que verdadeiramente somos. É ela que nos torna únicos.
Reconheço à razão a sua utilidade. Orienta, organiza, protege-nos do caos. Mas, sozinha, é insuficiente. Falta-lhe o toque, o cheiro, a imperfeição viva que nos humaniza. Quando domina em excesso, rouba espontaneidade ao instante e silêncio à intuição.
Com a razão, parecemos
ser.
Com a emoção, somos.
E é aqui que regressamos ao pormenor. Essa presença subtil que alimenta a intuição e nos conduz às entranhas do sentir, na sua forma mais livre.
Sou pormenor carregado
de emoção.
***
2012-06-08 - A Fragância do Pormenor
nn(in)metamorphosis
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Sempre gostei do equilíbrio, de dois aspectos que co-actuam em harmonia possível... Observar e intuir podem valorizar-se mutuamente, por exemplo. O progresso no auto e hetero-conhecimento ´é assim mais rápido e produtivo.
ResponderEliminarHá pessoas que nasceram com fraca intuição e a essas só a razão lhes pode valer... Lidar com pessoas 100% razoáveis, porém, nem sempre é fácil. Nem aliciante.