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09/05/2012

Desavenças ou a nova fábula dos 2 burros


Desavenças ou a nova fábula dos 2 burros 

 Como dois miúdos desavindos
Numa zanga sem sentido
Ela espreita ele também
Às escondidas; sabe bem
Salta a bola e é rechaçada
Decerto não foi ninguém
A teimosia que a bola tem…
Fecham a porta com o pé na soleira
Deixam a frincha que é de madeira
Toda cravada de teimosia
Que demasia, tanta fantasia
Se um tropeça o outro cai
Nem um pio, nem um ai
Viram as costas, olham de soslaio
Eu é que nunca mais lhe falo
Nem que Deus lhe mande um raio
Que estará a agora a fazer
Que terá escrito
Não quero saber, desisto
Desta vez é mesmo de vez
Está decidido: resisto
E que todos creiam neste registo
Mesmo assim que terá escrito?

2012.05.09 (vc)
(Cópia integral e devidamente autorizada)

       ------------

Resposta

Será que ela já espreitou?
Não dei conta… talvez não
Por onde anda?
Como hei de fazer
Para que da minha decisão
Fique ela a saber?

Nem um pio, nem um ai
Nem atrás da cortina
Nem na frincha da porta
Onde andas, ó menina?

Mesmo assim, que terá escrito?
Fica de atalaia,
E que todos creiam neste registo
É só curiosidade…
Que lhe caia um raio, um corisco

E sem levantar suspeita

Fiel à sua resistência
Chuta a bola
Como quem nada pretende
Porque, havendo resposta
Sempre poderá dizer
Que foi pura inadvertência…

Bem escondidinho, espreita.

 

***
2012-05-09 - Desavenças ou a nova fábula dos 2 burros  - Desafios
nn(in)metamorphosis


27/04/2012

Letras

  
Letras
 
Letras mais letras, palavras
arranjos, combinações, pontuações
ideias fortes ou fracas, confissões
furia, ira, medo, espanto
dor, desejo, amor e pranto
letras e mais letras a heito
em páginas torcidas pró efeito
batalhões de letras rascunhadas
sofridas, sentidas, suadas
tantas letras compassadas
e para quê?
pra nada.
 
2012-03.22 -(vc)
 (Cópia integral devidamente autorizada)

***
 
Esgueiram-se pelos dedos
Deslizam por eles fora
Tornam-se palavras
E a finalidade não sei…
 
Que algumas sejam lidas?
Outras me aliviem a alma?
 Traduzem-me o pensamento
Fazem parte de mim
Tranco-as numa folha
Branca, rosa, azul, marfim

 
*** 
2012-04-27 – Letras – Desafios
nn(in)metamorphosis


26/04/2012

Nada

Este é o tempo dos mundos parados... Parada entre a fronteira do vazio da alma, (se ainda fumasse) rolaria o cigarro e expiraria o fumo como se quisesse deitar fora a mágoa que me aperta o peito... Folheio recordações...


***
2012-04-26 - Nada - Fragmentos
nn(in)metamorphosis



Pranto ou a obliquidade do olhar

Pranto ou a obliquidade do olhar

E se em ti me perdesse
Quando teus olhos me cruzam
Decerto perderia o interesse
O brilho que os meus acusam
 
Perdido o tino num pranto
E a noção da compostura
Esta alma sem descanso
Seria apenas escrava tua
 
Turvo se faz o pensamento
Com fortes laivos de loucura
Alma minha sem alento
Já não és minha, és sua


2012.-4.26 (vc)            
(Cópia integral devidamente autorizada)


------------
Resposta


 Ah, quando o medo é maior
Que a vontade de olhar
Até a luz se desfaz
No instante de se cruzar

Porque quem teme perder
Perde o tino e a compostura
E veste todo o sentir
Com o nome da loucura

 

***
2012-04-26 - Pranto ou a obliquidade do olhar - Desafios
nn(in)metamorphosis


20/04/2012

Desatinos em película fotográfica


"Desatinos em película fotográfica"
 
 
No espaço de um momento
Mil desejos, sentimentos
Horas perdidas, emoções
Momentos vividos de ilusões
Cambalhotas, sensações
Desatinos, frustrações
Meias palavras, gestos, acções.
 
Saudades, ai saudades,
De brincar aos amores
A preto, a branco, de todas as cores.

 
2012.04.16 - 19:32 (vc)
(cópia integral devidamente autorizada)

 -------------
 Resposta
 
 Aos amores não se deve brincar
 
Brinca-se de casinha e de pequenos enganos
de namoros assumidos, de destinos que sucumbem
de jantares à luz de velas, e de olhos que se desviam
E tudo isso se fotografa, porque pouco vale no instante
logo passa
 
Há quem precise de coleccionar memórias
mas aos amores não se deve brincar
porque mesmo quando acabam
não morrem na memória
 
Passam a preto e branco
ou ganham cores, se for preciso
trazem sorrisos e lágrimas
sentimentos e sensações
meias palavras, gestos, acções
com a nitidez do momento
já sem causar sofrimento
fazendo parte da vida
 
E na vida
tudo teve o seu momento

  

***
2012-04-20 - Desatinos em película fotográfica - Desafios
nn(in)metamorphosis


06/04/2012

O que falta quando tudo parece sobrar

Amor, amar, amo-te…
Palavras que se sentem, mas que tantas vezes nos proibimos de dizer.
 
De uma forma ou de outra, todos nós o escrevemos, o cantamos e fazemos dele a nossa procura, o nosso objectivo, mesmo que de forma inconsciente.
 
Todos, até aqueles que o rejeitam de boca cheia, precisam dele.
 
E, no fundo, do mesmo modo que o desejamos, temos também um medo atroz dele.
 
Porque uma coisa é senti-lo, outra é dizê-lo. Talvez porque achemos que o amor nos desnuda por completo, muito para além do corpo.
 
Pensamos, encasquetamos, convencemo-nos de que amar nos fragiliza perante o outro.
E então escondemo-lo. Calamo-lo.
 
Uns escondem-se atrás de um:
“Eu? Amar? Ahahah… eu vivo o dia a dia…”
“A paixão é o que conta. Ter uma mulher ou um homem às costas? Nem pensar.”
“Dá vontade? A gente engata alguém… mas de manhã que leve a cueca com ele/ela.”
 
E, curiosamente, ainda há dias, enquanto conversava com uma amiga sobre tudo isto, chegou um amigo dela que acabou por se juntar a nós. A conversa foi andando e, a certa altura, ele disse-nos algo que ficou comigo.
 
“Sabes? Tenho tudo, alcancei tudo e, ao mesmo tempo, não tenho nada. Começo a sentir que chegar a casa e estar sozinho, algo que antes me satisfazia, hoje deixa-me triste, com uma sensação de vazio. As amigas coloridas, a cama preenchida por algumas horas, a paixão, o sexo, o tesão… tudo isso já não tem o mesmo sabor. Falta sentimento. Falta carinho. Falta ternura.”
 
E talvez seja mesmo isso que falta:
alguém que nos olhe e pergunte por nós, querendo realmente saber de nós.
 
É pena que a única coisa capaz de tornar a vida sublime seja exactamente aquilo que mais escondemos.
 
Ficamos à espera que o outro diga primeiro.
À espera que o outro arrisque primeiro.
E a vida vai passando, silenciosa, nessa espera sem glória.
 
E vêem-se homens a correr para braços diferentes todos os dias. Mulheres também.
 
Vêem-se olhares tristes pintados de falsas euforias, mãos ocupadas em copos de vida nocturna, onde o único brilho verdadeiramente intenso é o das lantejoulas.
 
Porque os ares de macho ou fêmea independentes, auto-suficientes, desmoronam-se aos primeiros raios da manhã. Mesmo que as bocas insistam em dizer que são felizes assim. Mesmo que mais uma noite de sexo tenha sido “de arromba”.
 
Mas terá sido suficiente?
 
Será que isso basta?
 
Será que, no final, somos apenas predadores perdidos a fingir que não precisam de sentir?
 
 
Talvez o maior medo não seja amar.
Talvez seja precisar de amor.

   

***
2012-04-06 - O que falta quando tudo parece sobrar
 nn(in)metamorphosis




31/03/2012

Dislexia



Vivemos num mundo em que a palavra ganhou asas pela rapidez com que é difundida, emagreceu pela quantidade de letras que lhe é suprimida, tantos são os “q”, “qd”, “pq”, “td”, “bj”, e é violentada pela substituição…


***
2012-03-31 - Dislexia
nn(in)metamorphosis

Insanidade


A insanidade tem o seu fascínio, nunca é repetitiva e é sempre  imprevisível...  Só ela ajuda a suportar o morno em que a vida se transforma...


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2012-03-31 - Insanidade 
nn(in)metamorphosis


30/03/2012

Hoje sou saudade



Saltei para a vida, ganhei carta de alforria
da mais doce prisão
Fui menina da mamã e princesa do paizão


***
2012-03-30 - Hoje sou Saudade
nn(in)metamorphosis



23/03/2012

Espaços em branco


Os espaços em branco são lugares perfeitos… Adoro reticências, abuso delas na minha forma de expressão… É nelas que se escondem as minhas apostas subliminares nos sonhos, os segredos bem guardados…
 
 
***
2012-03-23 - Espaços em Branco
nn(in)metamorphosis



Chocolate apimentado


Da tua boca tomo o gosto
do sabor apresentado
que se mistura no meu
e no beijo se traduz
chocolate apimentado

E o meu corpo se incendeia
se por ele em devaneio
a tua mão se passeia

Perco o rumo, perco a ideia
fico brasa incandescente
fico loba sendo gente

Prato cheio à nossa fome
de doçura apimentada
de malicias e caricias

Odor forte qu’ enche o ar
do amor feito, acabado
chocolate apimentado

Mas se de novo nasce beijo…

Da tua boca tomo o gosto
do sabor apresentado,
que se mistura no meu,
e no beijo se traduz
chocolate apimentado (…)

 

***
2012-03-23 - Chocolate Apimentado 
nn(in)metamorphosis





18/03/2012

Insónia


Há uma vaga insolência no torpor da insónia. Milhares de pensamentos e imagens desfilam pela mente como ruas fervilhantes de cidade, numa estranha sensação do corpo a desprender-se lentamente da consciência…

  

***
2012-03-18 – Insónia 
nn(in)metamorphosis



29/02/2012

Diz-me ao ouvido



Diz-me baixinho
palavras que me desmontem devagar
Fica perto sem promessas ao futuro
apenas agora
 
Deixa no ar o calor do teu abraço
traz contigo essa luz que me invade
E nesse teu jeito tão teu de existir
encontra morada o meu jeito de te amar

                                                                       

 ***
2012-02-29 - Diz-me ao ouvido 
nn(in)metamorphosis

26/02/2012

A perpetuação dos sentidos


Sim… seria ideal a perpetuação dos sentidos a que me atrevo nas ambições expressas nos poemas delirados… porém, na realidade em que vivo, aprendo, a cada dia que passa, a apreciar o mágico segundo de eternidade…

 

 

***

2012-02-26 - A perpetuação dos sentidos
nn(in)metamorphosis

19/01/2012

Silêncios Incendiários


Há momentos em que amordaço as palavras
aquelas que queimam tudo o que tocam…  
e vivo o silêncio.



***

2012-01-19 - Silêncios Incendiários 
nn(in)metamorphosis

26/12/2011

Sinto falta...




Sinto falta…
muita falta
 
daquele sorriso
que surge simplesmente
por pura felicidade
 
dos que teimam em escapar
pelos cantos da boca
 
que iluminam o dia
com a luz que trazem
lá de dentro
 
do fundo do coração
 
da alma em festa...

 

 ***

2011.12.26 – Sinto Falta 
nn (in) metamorphosis


17/12/2011

Busco



Busco nos olhos o sabor do sorriso...

Busco no toque o sabor da pele...

Busco no cheiro a sensibilidade da alma...

Busco em cada noite fria o calor do dia...

Busco no dia o frescor da noite, sem perder o brilho da manhã...


***
2011-12-11 - Busco
nn(in)metamorphosis


02/12/2011

África


Sinto no peito bater tão forte,
Saudade da terra que fascina,
Onde vi jogos de vida e morte,
Entre gentes de alma cristalina!
 
Provei teu chão, terra abençoada,
Mata hostil, repleta de surpresas,
Senti o calor da tua queimada,
E esse fogo deixou minh’alma acesa!
 
Teu povo, nativo, só me encantou,
Em cantos, lendas, saber alquebrado,
Tua côr e negrura meu sêr inundou,
Num breve romance, de sonhos bordado!
 
Bate no peito teu ritmo marcado,
Teu balanço embala o meu sêr,
Com batuque, qual hino encantado,
Da fibra e da força do teu vivêr!
 
Dás na dança, a imagem da vida,
Tradições, em teus sensuais maneios,
Na machamba, a tua comida,
E, na mata, teu fim, ... e teus meios!!
ÁFRICA ! ! !


Mário Resende




Poema enviado por: Blog 6ª feira


***
2011-12-02 - Àfrica
nn(in)metamorphosis


29/11/2011

Trajecto



Na vertigem do oceano
vagueio
sou ave que com o seu voo
se embriaga
Atravesso o reverso do céu
e num instante
eleva-se o meu coração sem peso
Como a desamparada pluma
subo ao reino da inconstância
para alojar a palavra inquieta
Na distância que percorro
eu mudo de ser
permuto de existência
surpreendo os homens
na sua secreta obscuridade
transito por quartos
de cortinados desbotados
e nas calcinadas mãos
que esculpiram o mundo
estremeço como quem desabotoa
Mia Couto



Poema e imagem enviado por: Fernando Martinho


***
2011-11-29 - Mia Couto "Trajectos" - Recebi e Gostei
nn(in)metamorphosis



25/11/2011

Saudade


Não é difícil falar de saudade... 
É doloroso vivê-la... 
E difícil amá-la quando deixa dilacerado e em pedaços o coração.



***
2011-11-25 - Saudade
n(in)metamorphosis


29/07/2011

Viajante fatigada


Viajante fatigada
E de meu, não tenho nada
 
Só a saudade estafada
Só a tristeza agressiva
Que me abate a cada instante
Que leva meu sopro de vida
  
Sou o sul não tendo o norte  
Sou solidão ambulante
Das tristezas desta vida
Só me livra a própria morte
 
Viajante fatigada
E de meu, não tenho nada
Mas esse nada… é meu!

***
2011-07-28 - Viajante fatigada
nn(in)metamorphosis




27/07/2011

Asas do Pensamento


Preciso de sonhar: de escapar nas asas livres do pensamento, longe desse espírito de rebanho que insiste, teimosamente, em delimitar-me, seja no que for.
Que até o mais insignificante dos meus actos seja o melhor de que fui capaz.
Preciso de sonhar, porque, se a isso renuncio, apaga-se a última luz e nada mais valerá a pena.




****

2011-07-27 – Asas do Pensamento
nn(in)metamorphosis



02/07/2011

Quando a noite cai em mim


Sob o negro do celeste tecto
há noites em que me perco de mim
A ausência torna-se abrigo
como se nela pudesse enfim descansar

Depois de tantos anos de luta
restou um vazio quieto em mim
que me suspende num silêncio cansado
e nunca aprendo a nomear

Olho o vazio das noites
e os passos já gastos no caminho
E há um embaraço fundo
em continuar a existir
quando já não sei como regressar a quem fui

 

 

***

2011-07-02 – Quando a noite cai em mim
nn(in)metamorphosis


02/03/2011

Quando o dia finda

imagem manipulada por mim

Quando o dia finda
e a noite cai
eu também…

A casa continua igual
mesmo quando não se olha

Fica o copo onde ficou
a luz onde sempre esteve

Enrosco-me em mim
e a lua aparece
sem pedir lugar

E essa lua que eu vejo
tu também…
como quem já viu muitas vezes
e não estranha

E é de todos
e é nossa…
como o que ficou
sem ter sido decidido

Quando o dia finda
e a noite cai
eu também…

É quando eu sei
que tu existes
tu estás
como sempre estiveste
e eu… fico aqui

há coisas que não se vão
nem se resolvem

ficam
como palavras antigas
que já não precisam de voz

e o silêncio não pesa
encaixa

Quando o dia finda
e a noite cai
eu também…

e a noite passa
sem surpresa

e nós também



***

2011-03-02 – Quando o dia finda 
nn(in)metamorphosis


27/02/2011

Quase ilusão



Lua Cheia

desperta emoções
incendeia sem pedir licença

alegrias curtas
como faíscas no escuro

ilumina a estrada
mas não promete destino

enche noites vazias
de sonhos que não ficam

uivo de lobos ao longe
amantes em órbita instável

prata fria no céu
quase toque
quase ilusão

 

***

2011-02-26 – Quase ilusão - LLunar
nn(in)metamorphosis


13/02/2011

Pimentinha


Quente
arisca
pavio de dinamite

Alimenta-se de pimenta
em tempero vivo
sensível ao toque

Há um ponto de ebulição
em rubra insinuação
sem pudor

Na ponta da língua, o vestígio
na veste vermelha, a promessa
lasciva intenção em suspensão

Carne no ponto
de arder

 

***

2011-02.13 – Pimentinha 
nn(in)metamorphosis


28/01/2011

Estação sem Nome


Qual a estação em que se vive
quando já não se é Primavera
tampouco Inverno

Há um Outono demorado
na respiração do vento
no tombar lento das folhas
na forma como o tempo
se esculpe no rosto
e pesa sobre o corpo

Aprende-se, em silêncio
a fadiga dos dias
a medida exacta das horas
e a sombra das despedidas

Mas há sempre
num lugar que o tempo não alcança
um sol de Verão que permanece

É ele que aquece
as manhãs mais frias
que amadurece a esperança
e ilumina a travessia

entre aquilo que passou
e aquilo que ainda pode florescer

 

***

2011-01-28 – Estação sem Nome
nn(in)metamorphosis


16/01/2011

Entre Margens


Há um silêncio entre duas margens

um silêncio fundo, lento
capaz de engolir cada palavra
antes do eco, antes do sentido

Há um minuto suspenso

entre cada gesto
mesmo quando o mesmo compasso
bate dentro do peito

Há uma distância invisível

sobre a pele
mesmo quando o abrigo dos braços
convida ao sono tranquilo

Talvez haja um lugar sem distância

um segundo inteiro, intacto
um olhar absoluto
onde nenhuma ausência sobreviva

Talvez haja um silêncio perfeito

desses que dizem tudo
sem pedir voz nem linguagem

tão sereno como o descanso do entardecer
sobre cabelo iluminado
chamando o calor das mãos

E talvez nem os dedos alcancem
esse breve milagre de tocar



***
2011-01-16 - Entre Margens
nn(in)metamorphosis


13/01/2011

Parabens mãe



Hoje comemoras mais um aniversário, parabéns mãe,
não trago presentes, presentes são apenas coisas,
trago o que vale a pena, sentimento num beijo com muita saudade.


***
2011-01-13 - Parabéns mãe
nn(in)metamorphosis


01/01/2011

Feliz Ano Novo - 2011




Feliz Ano Novo

Não há mais champanhe
E os fogos acabaram
Aqui estamos, tu e eu
Sentindo-nos perdidos e tristes
Esse é o fim da festa
E a manhã parece tão cinzenta
Tão diferente de ontem
Agora é o momento de dizermos

Feliz ano novo
Feliz ano novo

Desejo que tenhamos uma visão de agora e sempre
De um mundo onde cada vizinho é um amigo

Feliz ano novo
Feliz ano novo

Desejo que tenhamos nossas esperanças nossas vontades de tentar
Se nós não fizermos o que podemos, será como descansar e morrer
Tu e eu
(...)

"A new year is coming...
So close my eyes, find deeply in my heart and make a wish, a secret wish...Who knows?
Maybe one of these days it will come true..."

Um novo ano que começa ...
Então fecho os olhos, procuro fundo no meu coração e peço um desejo,
um desejo secreto ... Quem sabe?

Talvez um destes dias se torne realidade...

Feliz Ano Novo
para mim... para ti...


***
2011-01-01 - Feliz Ano Novo 2011
nn(in)metamorphosis