Sempre que as promessas, não sejam mais que palavras desconexas, e ausentes de significância. Poderiam ser apenas rabiscos, que não conseguiriam ser menores.
E mesmo que viessem bordadas a ouro, não lhes daria maior valor.
Por essas e muitas outras razões… prefiro o silêncio, a falsas promessas. Mas nunca o silêncio das tuas palavras…
Porque essas, mesmo raras, fazem-me bem.
Enfastio-me diariamente com os idealistas astuciosos que “vivem” de acordo com a infinda sabedoria, querendo fazer-nos acreditar que esse é o único caminho para a felicidade. Vivem tumulados no saber, nas possibilidades e nas probabilidades das palavras bem colocadas para não ferirem susceptibilidades… Inspiram e expiram todos os dias, sem nunca perder a cabeça, nem nunca sair da linha planeada para o encontro das almas que os levarão, desta vida, para um outro estado onde habita a perfeição (que enjoo!!!). Vidas consumidas em si, negras de tédio, extintas de vida… Que recusam a subtileza de sentimentos inúteis. (Inúteis… dizem eles!)
Citando Pessoa… eu digo-te meu querido, por que eles nos julgam inúteis, porque eles não podem entender...
Assim, meus amigos, não me perguntem se estou cansada, e se estar cansada é viver… responder-vos-ei que me sinto, cansadamente VIVA!
nn-(in)-metamorphosis



