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29/06/2026

Onde Me Escondo de Ti

 
Onde me abrigo das memórias que se recusam a extinguir?
 
 
Procuro um canto quieto
entre o ruído dos dias
mas elas encontram-me sempre
e sentam-se ao meu lado
 
Vivem nas fotografias esquecidas
num perfume que passa ao longe
numa canção antiga
que abre portas que eu julgava fechadas
 
Há noites em que me escondo no silêncio
e manhãs em que finjo não as ouvir
mas as memórias têm raízes fundas
e conhecem o nome de cada ausência
 
Talvez não exista um abrigo perfeito
nem distância capaz de as apagar
 
Talvez o segredo seja outro
dar-lhes um lugar sereno dentro de mim
sem luta
sem medo
 
Porque algumas memórias não partem
só aprendem a falar mais baixo
até se tornarem parte da paisagem
como o mar ao fundo
sempre presente
mas já sem tempestade



***

2026-06-29 - Onde Me Escondo de Ti
nn(in)metamorphosis 


4 comentários:

  1. Sem dúvida. Apenas podemos arranjar um lugar, tranquilo e querido, para elas.
    Muito bonito.
    Abraço

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  2. Parabéns, Noname
    O poema é muito bonito! Amei! :)

    Beijos. Uma ótima semana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Cidália.
      Tudo bem por aí?
      Beijinho

      Eliminar

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