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24/06/2026

Silêncios habitados

 


O silêncio entre os que se amam nunca é vazio
 
mora entre mãos que se procuram
entre olhares que se encontram
e permanecem
 
não pede palavras
nem explicações
 
senta-se à mesa
caminha ao lado
fica acordado quando a noite custa mais
 
é um lugar onde não é preciso fingir
 
nele cabem as alegrias pequenas
as preocupações que não se dizem
a serenidade da companhia
 
porque há amores que falam muito
e amores que apenas ficam
 
tantas vezes
o que mais aproxima
 
é esse silêncio cheio de presença
que repousa entre dois corações
como uma luz acesa numa casa habitada

 

***

2026-06-24 – Silêncios habitados
nn(in)metamorphosis


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