Há
verdades que não precisam de muitas explicações, pois fazem parte da
experiência pessoal de cada um de nós que já se arrependeu de ter falado
demais.
O silêncio, muitas vezes conectado com aceitação, cobardia, falta de voz, mas ele é bem mais do que isso, é presença de prudência, reflexão e consciência. Nele, guardamos o que nosso coração ainda não sabe expressar sem se comprometer, é protecção da nossa personalidade contra a precipitação que muitas vezes nos leva ao arrependimento.
Quando somos donos do nosso próprio silêncio, exercemos controle sobre nós mesmos, e temos a liberdade de escolher o momento certo para cada palavra.
Por outro lado, quando nos tornamos escravos das palavras, deixamos que a impulsividade nos domine, permitindo que o momento governe a razão, sem considerar as consequências que podem surgir.
Quantos problemas surgem de uma frase dita sem reflexão, de um desabafo que não passou por análise cuidadosa?
Portanto, o silêncio revela-se não como uma fraqueza, mas como uma forma de sabedoria. É nele que amadurecemos os nossos pensamentos, clarificamos as nossas intenções e fortalecemos a nossa dignidade pessoal.
2026-06-19 - O Poder do Silêncio sobre as Palavras
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