Há
coisas que se erguem na mente
paredes de ar
tectos de silêncio pousados no peito
constroem-se
com gestos suspensos
com palavras que nunca chegam a ser ditas
com promessas que existem apenas na intenção
e
tudo parece firme
como se o invisível tivesse peso
como se o intangível soubesse permanecer
mas
basta um sopro de lucidez
um desvio no olhar
um instante de verdade a atravessar o corpo
e
aquilo que nunca teve matéria
cede
não
faz ruído ao cair
não deixa ruínas
apenas
um vazio mais nítido
onde antes havia a ilusão de forma
paredes de ar
tectos de silêncio pousados no peito
com palavras que nunca chegam a ser ditas
com promessas que existem apenas na intenção
como se o invisível tivesse peso
como se o intangível soubesse permanecer
um desvio no olhar
um instante de verdade a atravessar o corpo
cede
não deixa ruínas
onde antes havia a ilusão de forma
***
2026-04-27
– O que não se pode tocar – Llunar
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis
O que não se pode tocar é intocável, dona no :)))
ResponderEliminarGostei de ler.
Boa semana.
Pois é mas, não ficava tão bem na composição ahahahahaha
ResponderEliminarBoa tarde, sô António
Gostei muito. Muito bonito...
ResponderEliminarOlá Fox, obrigada
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