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29/04/2026

Do lado de lá do silêncio

 




Ganhei coragem
e fui à procura dos vazios
do lado de lá do silêncio
 
não havia mistério
nem portas fechadas
apenas o ar
leve
sem o peso das vozes
sem o bulício do mundo
 
um espaço aberto
onde o pensamento repousa
 
com o mundo calado
o silêncio não resistiu
desfez-se em fundo
como mar depois da onda
 
não respondeu
nem mentiu
 
ficou
como luz sem ruído
como um lugar
onde, por instantes
eu cabia
 
e soube
 
não me falta vida
falta-me espaço dentro dela
 
falta-me não ser só passagem
entre o que sou
e o que esperam de mim
 

 ***

2026-04-29 - Do lado de lá do silêncio 
nn(in)metamorphosis


6 comentários:

  1. Nota máxima para este poema, ilustrado por uma soberba foto/pintura/guacho) (?).
    Um abraço, dona no.

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  2. Sempre gostei de mexer com imagem mas, é-me cada vez mais difícil, estou a delegar ao IA.
    Já as letras continuam originais, não quero que escrevam por mim.
    Boa tarde, sô António

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  3. Sabes, fiquei sem saber o que "comentar".
    E, isso não é algo que acontece com facilidade.
    Por isso, realmente, gostei muito do que li.

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    Respostas
    1. Não te preocupes com isso
      Boa tarde, Fox

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  4. Que belo momento. Muito bonito ❤️

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