Sempre que as promessas não
sejam mais do que palavras desconexas, ausentes de significância, poderiam ser
apenas rabiscos, e nem assim conseguiriam ser menores.
E, mesmo que viessem bordadas a ouro, isso não lhes daria maior valor.
E, mesmo que viessem bordadas a ouro, isso não lhes daria maior valor.
Por essas e muitas outras razões, prefiro o silêncio às falsas promessas. Mas nunca o silêncio das tuas palavras…
Porque essas, mesmo raras, fazem-me bem.
Enfastio-me diariamente com os idealistas astuciosos que “vivem” de acordo com a infinda sabedoria, querendo fazer-nos acreditar que esse é o único caminho para a felicidade. Vivem tumulados no saber, nas possibilidades e nas probabilidades das palavras cuidadosamente colocadas para não ferirem susceptibilidades… Inspiram e expiram todos os dias sem nunca perder a cabeça, sem nunca sair da linha planeada para o encontro das almas que os levarão, desta vida, para um outro estado onde habita a perfeição.
Vidas que recusam a subtileza dos sentimentos inúteis.
(Inúteis… dizem eles.)
Citando Fernando Pessoa, digo-te, meu querido: julgam-nos inúteis porque não nos podem entender…
Como se ama infinitamente o finito,
Como se deseja, impossivelmente, o possível,
Porque queremos tudo, ou um pouco mais, se puder ser.
Ou até se não puder ser…
***
2010-09-06 - Cansadamente Viva
nn(in)metamorphosis
Ah silêncio quanto maior e mais profundo em ti ecoará o meu grito depois de dar a volta ao meu mundo e se perder no infinito...
ResponderEliminarSim tens toda a razao.Aquilo nao se chama viver, chama-se existir.Pessoas que pensam que sabem tudo ...qual e´ o interesse de tudo saber?acaba por perder a piada e o interesse.Viver e´ desafios e coisas novas.Superar tudo e querer mais ainda.Sim mas isso tu sabes bem.Força nesse "cansasso"
ResponderEliminarabraço
Foi difícil mas cá cheguei ao 1º que em si eu li! sabe quem eu sou? pois, o ₫
ResponderEliminar;)