24/09/2010

Mea Culpa...

Quando as palavras são carícias e o entendimento sabe a beijo, a ausência das mesmas torna-se recordação à distância de um pensamento… e quanto mais o tempo passa, mais se vão tornando nevoentas, quase irreconhecíveis na boca de quem as disse…
Mea culpa?… talvez!… sempre tão contida nas emoções, sempre no receio de perder, por ser… mostrando-me. Hoje dou comigo a questionar-me se sei amar… como? Na ânsia de querer escondo-me! Refreio-me! Envergonho-me de sentir! Porquê? Este medo de avançar, esta dificuldade em me soltar? Porquê? Porquê? Porquê?... se sonho, se invento, se fantasio, e neles… me dou e quero… de modo total, livre como me sinto por dentro, que tormento… Que amarras me prendem? Que mordaças me calam? Que redes enredam as contradições do meu sentir? Se em cada vez, e por amor, não me nego, porque não me foge razão? E… tu? Porque não me provocas, não me fazes perder o chão? Mea culpa? Ou talvez não!...

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2010.09.24
nn(in)metamorphosis




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