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19/09/2010

Quando te invento



Quando te invento…
penso-te em cada palavra
que por mim é inventada
 
e há em mim um querer sem forma
que se repete
 
Sonho-te a cada pensar
como quem te cria enquanto te procura
 
Sinto-te no que imagino
sem saber se isso existe
 
Quero-te em cada gesto pensado
em cada toque que não aconteceu
 
e vou vestindo ousadia
como quem se aproxima do que ainda não tem nome
 
Toco-te na ideia de ti
beijo-te no silêncio que te inventa


***
2010-09-19 - Quando te invento
nn(in)metamorphosis



1 comentário:

  1. Espetaculo.Que belo sentir que este poema transmite.Muito bom mesmo adorei.

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