24/10/2017
Da estranheza de ser
Todos os dias, quando arranjo uma brecha, venho pôr em dia a leitura dos blogues que sigo. Leio um e outro e depois mais outro, e a cada leitura me vou questionando: Como têm coisas para contar das suas vivências, quanta coisa vêem apenas passando o olhar, quanta sensibilidade, aos e ao que os rodeiam. Como são assertivos, nos temas, na escrita, como se expressam tão bem, tantas vezes num português tão cuidado. Caramba! não é inveja, não sou uma pessoa invejosa, mas naqueles momentos, por vezes, pergunto-me o que vim fazer a este mundo. Se trouxemos uma missão, qual terá sido a minha... Eu sei, sou meio folha de louro, directa, incisiva, até um beijo meu deve arranhar mas, é assim que sou, preto no branco, sem meias tintas, sem saber gerir o politicamente correcto. Não sei sentir rancores de estimação, ódios camuflados, nem mesmo sorrir sem vontade, e se eu sou de riso fácil :-)) - Ou gosto, ou me são como o melhoral que nem faz bem nem faz mal - É, não tenho jeito nenhum para dizer, gosto-te, amo-te, mesmo que esses sentimentos sejam o que suportam esta vida meio apagada, numa ânsia presa de voar, na cobardia do certo pelo incerto ou simplesmente medo, ou, o mais certo, na percepção exacta de que não tenho nada para dizer e, se tivesse, não o saberia fazer.
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2017-10-24
nn(in)metamorphosis
20/10/2017
Farta deles
Não sei se esta senhora pertence a um partido ou não, nem quero saber. Saber de mim é já uma trabalheira, mas que ela tem razão, lá isso tem - SOMOS TODOS CULPADOS.
Só não lhe dou o direito de afirmar, que a escolha foi feita por todos nós (leia-se maioria) porque o governo existente, não ganhou as eleições - é um governo usurpador, oportunista. É o que penso e está dito. Mas sinto, que o apertar do cinto a que fomos sujeitos e que agora está a permitir ao Costa fazer flores, vai chegar aí de novo, e pior que da primeira vez. Infelizmente.
Sabem que mais, só me apetece dar um tiro num pé e fugir para Espanha, e dali para o cu de judas.
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2017-10-20
nn(in)metamorphosis
19/10/2017
Em 1961, ele falava assim
É um fenómeno curioso:
O país ergue-se indignado,
moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não
passa disto.
Falta-lhe o romantismo da
agressão.
Somos, socialmente, uma
colectividade pacífica de revoltados".
Miguel Torga-1961
Não mudou nada, pois não?
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2017-10-19
nn(in)metamorphosis
18/10/2017
Era uma vez, o pinhal Del Rei
Era uma vez, uma floresta com 700 anos
a floresta dos nossos filhos
o antes e depois de 16-10-2017
visto por João Portugal (ex-excesso band)
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2017-10-18
nn(in) metamorphosis
16/10/2017
Chove
Ainda não é muito, mas talvez chegue para dar umas tréguas aos bombeiros, e a todas as pessoas que, nestes dias, têm sido umas bravas batalhadoras.
chove
chove
chove
chove
chove
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2017-10-16
nn(in)metamorphosis
2017-10-16
nn(in)metamorphosis
15/10/2017
Poderia ser eu
Novo desafio do blog "O meu sofá cinzento"
Poderia ser eu :-)
Caminhar com bom tempo, numa terra
bonita, sem pressa, e ter por fim da caminhada um objectivo agradável:
eis, de todas as maneiras de viver, aquela que mais me agrada.
Jean-Jacques Rousseau
e por aí? o que se arranja?
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2017-10-15
nn(in)metamorphosis
11/10/2017
Quereis ser?
Quero ser: Tango de Gardel, cadência bem marcada, enlaçada a preceito, passos agressivos, que contam histórias de drama e paixão.
O desafio teve início AQUI
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2017-10-11
nn(in)metamorphosis
03/10/2017
Se o Outono fosse meu
Teria manhãs húmidas de céu azul sarapintado de nuvens de cinza. Teria tardes amenas, de chuva miudinha e cheiro a maça esmolfe . Teria noites frescas e lareiras indecisas, onde arderiam as cascas de tangerina, perfumando o ambiente. Teria pilha de novos livros e cacau quente. Teria serões com pijamas de flanela com bonequinhos ou florzinhas, onde se desfiariam histórias e melancolias.Teria lembranças e saudades, olhos brilhantes e sorrisos. Teria silêncios preenchidos com acordes de músicas favoritas.
E tu, o que farias se o Outono fosse teu?
Iniciou AQUI e seguiu-se o Impontual e o TalqualmenteOutro e o O Cantinho da Janita
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2017-10-03
nn(in)metamorphosis
Dos dias sem cor
Que dias há que na alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê. - Luiz Vaz de Camões
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2017-10-03
nn(in)metamorphosis
27/09/2017
Das manhãs e dos ruídos
Vou sorrindo à manhã que começa calada e se vai enchendo dos ruídos da vida.
21/09/2017
Sabeis vós, porque Amor se chama Amor?
Ainda por terras de D. Dinis
Apaixonou-se o Rei pela camponesa e ali, naquele lugar, no meio do campo florido de papoilas e malmequeres, nasceu naquele dia um grande amor. As visitas do Rei ao seu grande amor continuaram e tornaram-se conhecidas nas redondezas, e, àquele lugar começaram a chamar Amor.
Também a Rainha soube dos novos amores do Senhor seu marido e Rei e, para lhe mostrar a sua reprovação sem o melindrar, mandou uma noite alumiar o caminho por onde o Rei, seu esposo, deveria regressar a Leiria.
D. Dinis, ao dar com as veredas, por onde
voltava, com grande alumiação, de muitos fogachos, viu estar ali uma muda
intenção crítica da Rainha, e exclamou: "Até aqui cego vim!" E o
sítio onde começavam as iluminarias passou a chamar-se "Cegovim",
que, por uma natural corruptela popular se chama hoje Segodim
A lista dos blogues que aderiram ao desafio - AQUI
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2017-09-21
nn(in)metamorphosis
A Lenda da Rainha Kianda
Cada rio,
cada lago, cada poço
tem uma kianda
venerada e temida
transmite o medo
cultiva o amor
no negro do kimbo
do pescador
Rainha kianda
sereia das sereias
vive no mar
mora nos rochedos
da Fortaleza de S. Miguel
perto da Praia do Bispo
e por lá
costuma passear
Num desses dias
diz a lenda
kianda viu um pescador
chorando
sua pobre e triste vida
e num momento de bondade
fez seu
um tesouro sem medida
E o homem enriquecido
tornou-se invejoso, egoísta
não lhe importava ninguém
mas kianda
que o vigiava
não gostando do que via
deixou-o sem um vintém
Há quem diga que kianda
à noite
passeia pelas aldeias
encantando vilas inteiras
E quem jure
Pelo “sangue de Cristo”
que já ouviu o som
da rainha das sereias
e o ladrar de cães
ou mesmo
o cantar de galos
vindo de uma aldeia
condenada
a viver para sempre
tem uma kianda
venerada e temida
transmite o medo
cultiva o amor
no negro do kimbo
do pescador
Rainha kianda
sereia das sereias
vive no mar
mora nos rochedos
da Fortaleza de S. Miguel
perto da Praia do Bispo
e por lá
costuma passear
Num desses dias
diz a lenda
kianda viu um pescador
chorando
sua pobre e triste vida
e num momento de bondade
fez seu
um tesouro sem medida
E o homem enriquecido
tornou-se invejoso, egoísta
não lhe importava ninguém
mas kianda
que o vigiava
não gostando do que via
deixou-o sem um vintém
Há quem diga que kianda
à noite
passeia pelas aldeias
encantando vilas inteiras
E quem jure
Pelo “sangue de Cristo”
que já ouviu o som
da rainha das sereias
e o ladrar de cães
ou mesmo
o cantar de galos
vindo de uma aldeia
condenada
a viver para sempre
no fundo
das águas
Fortaleza de S. Miguel - Luanda
Praia do Bispo - Luanda
Fonte: Para além do conhecimento - ePORTUGUÊSe
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2017-09-21
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