Antes
da boca encontrar coragem
o silêncio faz morada no peito
E guarda palavras como quem guarda chuva
à espera de um céu mais leve
Mas o espírito não esquece
e leva ao corpo o peso do que ficou por dizer
Faz nascer um aperto na garganta
um cansaço sem nome
uma dor que ninguém vê
O corpo fala baixinho
quando a voz se perde
Cada gesto, cada lágrima
cada suspiro escondido
conta a história que a boca calou
Por isso, fala quando puderes
nem sempre para os outros
Às vezes basta dizer a ti mesmo
o que o coração pede há tanto tempo
Porque o silêncio também tem voz
e o corpo conhece todas as palavras
que a boca deixou por dizer
o silêncio faz morada no peito
E guarda palavras como quem guarda chuva
à espera de um céu mais leve
Mas o espírito não esquece
e leva ao corpo o peso do que ficou por dizer
Faz nascer um aperto na garganta
um cansaço sem nome
uma dor que ninguém vê
O corpo fala baixinho
quando a voz se perde
Cada gesto, cada lágrima
cada suspiro escondido
conta a história que a boca calou
Por isso, fala quando puderes
nem sempre para os outros
Às vezes basta dizer a ti mesmo
o que o coração pede há tanto tempo
Porque o silêncio também tem voz
e o corpo conhece todas as palavras
que a boca deixou por dizer
***
2026-07-31 – O que a boca cala
nn(in)metamorphosis
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