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23/03/2012

Chocolate apimentado



Da tua boca tomo o gosto
do sabor apresentado,
que se mistura no meu,
e no beijo se traduz, chocolate
apimentado
E o meu corpo se incendeia
se por ele em devaneio
a tua mão se passeia
Perco o rumo, perco a ideia
fico brasa incandescente
fico loba sendo gente
prato cheio à nossa fome
de doçura apimentada
de malicias e caricias
Odor forte qu’ enche o ar
do amor feito, acabado
chocolate
apimentado

Mas se de novo nasce beijo…

Da tua boca tomo o gosto
do sabor apresentado,
que se mistura no meu,
e no beijo se traduz chocolate
apimentado (…)

 *****
2012.03.23
nn(in)metamorphosis



18/03/2012

Insónia

Existe uma vaga petulância no torpor de uma insónia. Milhares de pensamentos e imagens atravessam-nos a mente qual rua plena de bulícios de cidade, uma sensação de descolar o corpo da mente…

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       2012.03.18
nn(in)metamorphosis

17/03/2012

Sem omissões

Tenho procurado sempre, por algo que nunca conseguia ver em mim. Segundos, minutos, horas, meses, anos...  A tentar encontrar o que sempre esteve aqui. A tentar ser exactamente aquilo que sou
Sem dor, sem mágoa, sem esforço
Apenas sem omissões
Agora… eu estou a conseguir

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        2012.03.17
nn(in)metamorphosis


29/02/2012

Diz-me ao ouvido



Diz-me ao ouvido,
sussurradas palavras que me deixem sem jeito
Beija-me a nuca e sem pensar no futuro,
diz que me amas
Deixa o teu corpo perdido no meu,
espalha  alegria, me contagia
E nesse teu jeito tão particular de ser homem,
se encaixa perfeito este meu jeito de ser mulher

*****
2012.02.29
nn(in)metamorphosis


26/02/2012

A perpetuação dos sentidos

Sim... Seria ideal a perpetuação dos sentidos a que me atrevo nas ambições expressas nos poemas delirados...na realidade em que vivo, aprendo a apreciar a cada dia que passa, o mágico segundo de eternidade...

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        2012.02.25
nn (in) metamorphosis


19/01/2012

Silêncios incendiários

Há momentos em que amordaço as palavras,  aquelas que queimam tudo o que tocam…  e vivo o silêncio.

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2012.01.19
nn (in) metamorphosis




26/12/2011

Sinto falta...




Sinto falta… 
muita falta
daquele sorriso
que surge simplesmente
por pura felicidade


dos que teimam em escapar
pelos cantos da boca
que iluminam o dia
com a luz que trazem
lá de dentro
do fundo do coração
da alma em festa...

*****
2011.12.26
nn (in) metamorphosis

17/12/2011

Busco



Busco nos olhos o gosto do sorriso...

Busco no toque o gosto da pele...

Busco no cheiro a sensibilidade da alma...

Busco em cada noite fria o calor do dia...

Busco no dia o fresco da noite, mas sem perder o brilho da manhã...


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17.12.2011
nn (in) metamorphosis

02/12/2011

África

Sinto no peito bater tão forte,
Saudade da terra que fascina,
Onde vi jogos de vida e morte,
Entre gentes de alma cristalina!

Provei teu chão, terra abençoada,
Mata hostil, repleta de surpresas,
Senti o calor da tua queimada,
E esse fogo deixou minh’alma acesa!

Teu povo, nativo, só me encantou,
Em cantos, lendas, saber alquebrado,
Tua côr e negrura meu sêr inundou,
Num breve romance, de sonhos bordado!

Bate no peito teu ritmo marcado,
Teu balanço embala o meu sêr,
Com batuque, qual hino encantado,
Da fibra e da força do teu vivêr!

Dás na dança, a imagem da vida,
Tradições, em teus sensuais maneios,
Na machamba, a tua comida,
E, na mata, teu fim, ... e teus meios!!
ÁFRICA ! ! !

MARIO RESENDE



Poema enviado por: 6ª feira


29/11/2011

Trajecto

Trajecto

Na vertigem do oceano
vagueio
sou ave que com o seu voo
se embriaga
Atravesso o reverso do céu
e num instante
eleva-se o meu coração sem peso
Como a desamparada pluma
subo ao reino da inconstância
para alojar a palavra inquieta
Na distância que percorro
eu mudo de ser
permuto de existência
surpreendo os homens
na sua secreta obscuridade
transito por quartos
de cortinados desbotados
e nas calcinadas mãos
que esculpiram o mundo
estremeço como quem desabotoa
Mia Couto


Poema e imagem enviado por: Fernando Martinho


25/11/2011

TIC TAC


Tic tac Corre o tempo 
Tic tac Tão veloz 
Tic tac Sem lamento 
Tic tac Atrás de nós 

Tic tac Onde vais? 
Tic tac Vivo a vida 
Tic tac E o amor?
Tic tac É sem medida 

Tic tac Onde paramos? 
Tic tac Não sabemos 
Tic tac E o sentido? 
Tic tac É só vivermos 

Tic tac Parece pouco 
Tic tac Mas é tanto! 
Tic tac num sorriso 
Tic tac ou até pranto 

Tic tac e descansar? 
Tic tac O ar não espera 
Tic tac Vive a voar 
Tic tac Logo é quimera 

Tic tac E quanto tempo 
Tic tac Dura uma vida 
Tic tac Dura o momento 
Tic tac e é despedida...

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25.11.2011
nn (in) metamorphosis


Saudade

Não é difícil falar de saudade,... É doloroso vivê-la... E difícil amá-la quando deixa dilacerado e em pedaços o coração



20/11/2011

O vício de sentir


A mente (a minha) tem o poder extremo... de produzir por si os vícios mais obsessivos que existem, as emoções. Produz armadilhas constantes de conclusões precipitadas, impulsos de satisfação imediatista, espirais de análise desesperantes. Mesmo no silêncio da boca, as linhas que derramo em angústias de respostas claras e assertivas para as questões que eu própria invento, não consigo parar o processo e neste momento era tudo o que eu mais ambicionava...parar o processo. Sinto-me como uma toxicodependente em ressaca de algo que tenho plena noção que devo largar. O vício de sentir...

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2011.11.19
nn (in) metamorphosis


31/07/2011

Mariposa

imagem manipulada por mim

Bebi do azul do céu
Até mais não poder beber
Ébria, enlouqueci, e dancei…
 
Sonhei-me…
 
Linda mariposa
Senhora dos prados floridos
Dançando com gestos coloridos
 
Estiquei as asas…
E num esvoaçar
Fui em direcção ao mar
 
Veio a noite…
E matou o meu voar
Ai de mim…
Só me resta o meu sonhar

*****
nn(in)metamorphosis
31.07.2011



29/07/2011

Viajante fatigada

Viajante fatigada
E de meu, não tenho nada
 
Só a saudade estafada
Só a tristeza agressiva
Que me abate a cada instante
Que leva meu sopro de vida
  
Nem sou filha
Nem sou mãe
 
Sou o sul não tendo o norte  
Sou solidão ambulante
Das tristezas desta vida
Só me livra a própria morte
 
Viajante fatigada
E de meu, não tenho nada
Mas esse nada… é meu!

*****
nn(in)metamorphosis
2011.07.28


27/07/2011

Sonhar, eu preciso...

Sonhar, eu preciso, escapulir-me nas asas livres do pensamento, desse espírito de rebanho que se propõe teimosamente em me delimitar, seja lá no que for. Que o insignificante que eu faça, seja a cada minuto, o melhor que consegui fazer.
Sonhar, eu preciso, pois se renuncio a isso, varre-se a ultima luz e nada mais valerá a pena


****
 2011.07.27
nn (in) metamorphosis

02/07/2011

Quando a noite cai em mim

Sob o negro do celeste tecto, sinto-me por vezes perdida e nessa cobertura sem estrelas, vou esquecendo as cores da vida
Inanimada em meu cerne, no que bate pelos sentimentos, sinto-me menos que cinzas por nostálgicos e longos momentos
Dou os meus olhos à negridão, das noites sem timbre, olho a minha própria escuridão, analiso os passos que vou dando em vão
Vai ficando apenas a vasta escuridão, da noite melancólica que me cobre, e no meu interior, o embaraço, de quem nem a si própria se descobre

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2011.07.01
nn (in) metamorphosis




20/05/2011

Saiem-me dos olhos



Dos olhos saiem-me boca, braços, mãos, pele e temperaturas várias
Saiem-me beijos maduros com odores de praia e de mar…
Saiem-me desejos…
Dos teus saiem linhas sinuosas
que descendo convergem para o ponto onde o mar é mais denso
onde as ondas que aí se formam se enrolam e fluem
como se tudo fosse uma única dor...
de um único prazer... de um alimento… onde gemo, onde flutuo..

Sinto-me deslizar entre os teus lábios
e perco-me no fundo do fundo,
onde a carne pulsante agoniza em espasmos e prazer...
Reconhecerei o teu nome
no momento em que a tua boca em concha, na minha sedenta,
dividir o espólio da abordagem no alto mar,
que é meu esse mar ainda pelo sal que me sabe

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nn(in)metamorphosis
                        2011.05.20


16/03/2011

Rabisca na noite

Rabisca palavras
no aconchego da noite
que é sua amiga
Escritas em solidão
do mesmo modo
que sonha,
do mesmo modo
que ama
Passa a noite
Chega o dia
Aniquila a tristeza
deixando-a passar
Põe,
no olhar,
o olhar de esperar
Pinta,
na boca um sorriso
no rosto um rubor

e
Rabisca na noite
quereres e sabores
e
Palavras de amor


 *****
nn(in)metamorphosis
2011.03.15

02/03/2011

Quando o dia finda

imagem manipulada por mim

Quando o dia finda
e a noite cai
Eu também…
Fica um silêncio gritando
no ar…
Enrosco-me em mim
e vejo a lua chegar
quando há…
E essa lua que eu vejo
Tu também…
E é de todos
E é nossa…
Quando o dia finda
e a noite cai
Eu também…
É quando eu sei
que tu existes
e eu…

*****
nn(in)metamorphosis
 2011.03.02





27/02/2011

Lua cheia, Lua de lobos



Lua Cheia
que desperta emoções
que incendeia
que traz alegrias
que ilumina a estrada
que preenche de sonhos as noites vazias
Lua do uivo dos lobos
amantes, constantes
Lua prateada, doce, encantada
Lua que brilha sem cessar
Lua Cheia que provoca
os mais profundos e loucos desejos
nos seres eloquentes,
desejos insanos, carentes…


*****
nn(in)metamorphosis
2011.02.26




13/02/2011

Pimentinha


Quente
arisca
pavio de dinamite
alimento-me com pimenta
temperadamente
sensível ao toque
atinjo ponto de ebulição
em rubra insinuação
sem pudor
na ponta da língua o gosto
na veste vermelha que despida
exibe lasciva intenção
carne no ponto
de arder


*****
nn(in)metamorphosis
2011.02.13


29/01/2011

Loucura anormal


Um voo no escuro,
uma ascensão pirética da carne, cuspo, lágrimas...
a picada adrenalínica dum corpo no outro,
a velocidade agoniante e ébria da cópula,
o frémito, o estertor da explosão ácida e libidinosa,
há tanto tempo...
vivo nessa ânsia bêbada, num estado de semi-loucura,
da demanda inacabada,
almas sedentas do toque da pele,
da essência do desejo,
duma loucura anormal.


******
nn(in)metamorphosis
2011.01.28


 nn-(in)metamorphosis





28/01/2011

Qual a estação ?

Qual a estação em que me encontro?
não sou já Primavera, tão pouco sou Inverno
sinto a respiração do vento e o tombar das folhas do Outono.
Como definir esta passagem?
percebo a mudança do vento e o passar do tempo
nas marcas do meu rosto, na fadiga do meu corpo
todavia, acalenta-me o coração
o sol do Verão

*****
2011.01.28
nn-(in)-metamorphosis


21/01/2011

É mesmo genial!!!

Tem que saber ler com paciência. Óptimo exercício!

O que falta no texto ? Tente achar, antes de ver a resposta (no final)...






Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.
Pode-se dizer tudo com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos.
Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente
esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês.
Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.






Descobriu?




Não?




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..
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O texto não tem a letra "a".





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Recebi e gostei da - GisleTwo


16/01/2011

Há um silêncio...

Há um silêncio entre nós. Um silêncio que engole todas as palavras que dizemos um ao outro. Há um minuto que nos separa, mesmo quando o nosso tempo se compassa num mesmo bater de coração. Há um espaço que nos afasta, mesmo quando os meus braços são as conchas onde adormeces. Talvez haja um lugar, um segundo, para nós. Um olhar perfeito. Talvez haja um silêncio que diga tudo o que as palavras não dizem, e esse silêncio seja tão feliz como o repousar do pôr-do-sol nos teus cabelos, chamando as minhas mãos... E talvez os meus dedos não cheguem para lhes tocar.


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2011.01.16

15/01/2011

Inventada esperança


Vivo numa inventada esperança que um dia pode ser melhor... é inventada e sei disso. E sei que nunca será melhor, sabendo que podia ser... mas nunca encontrei a chave que faria mudar essa condição. A vida é tão complexa na sua singeleza, que saber que falta algo, já não causa dor, só estranheza…

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2010.01.13
nn-(in)-metamorphosis




13/01/2011

Parabens mãe


Hoje comemoras mais um aniversário, parabens mãe,
não trago presentes, presentes são apenas coisas,
trago o que vale a pena, sentimento num beijo com muita saudade.


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2011.01.13
metamorphosis