Arde em silêncio, oculto
e persistente
como brasa que a noite não consome
nasce do que não se diz
do que pesa mais do que o próprio som
É chama contida na raiz da voz
eco profundo de um sentir antigo
que sobe lento, quase secreto
até tocar a superfície do dizer
e quando enfim se revela
não vem como luz, mas como rasto
um sopro quente que fere e apaga
deixando apenas cinza e memória
Talvez seja dor ou desejo
ou o nome esquecido de algo perdido
mas arde, arde sempre
no subsolo de cada palavra
como brasa que a noite não consome
nasce do que não se diz
do que pesa mais do que o próprio som
É chama contida na raiz da voz
eco profundo de um sentir antigo
que sobe lento, quase secreto
até tocar a superfície do dizer
e quando enfim se revela
não vem como luz, mas como rasto
um sopro quente que fere e apaga
deixando apenas cinza e memória
Talvez seja dor ou desejo
ou o nome esquecido de algo perdido
mas arde, arde sempre
no subsolo de cada palavra
***
2026-04-02 - Que o céu
me ofereça a madrugada
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis
Que belíssimo soneto!!!
ResponderEliminarBom dia, dona no.
O nascer da luz, tem destas coisas.
ResponderEliminarBoa tarde, sô António