Menu Suspenso

15/09/2017

Como será?


Das dúvidas que por vezes me assolam, esta, hoje, ganhou dimensão. 

Quando morrem para onde vão?

Os ladrões, os políticos, os adúlteros, os pedófilos e toda uma parafernália de gente sem carácter.

Vão para o purgatório ou vão directos ao inferno?

E os preguiçosos, vão para o céu ou vêm cá busca-los?




Por indicação do Sô Gil - deixo aqui



*****
2017-09-15
nn(in)metamorphosis 

12/09/2017

É sempre tão bom ver-te

Mulher Mucubal



Vem, senta-te aqui ao meu lado, deixa-me ver nos teus olhos, enquanto me falas, a lonjura do oceano que nos separa, das terras vermelhas e mulembas frondosas,  peles cor de ébano e missangas coloridas, kandengues correndo pelas bissapas de risos alvos e fáceis, chapinhando  nas cacimbas. Conta-me de novo, aquela caçada, em que o teu irmão te ensinou a usar uma carabina de culatra rectilínea com mira telescópica, o que eu me rio sempre que contas esse episódio. Ah, e daquele baile no Arco Iris, onde dançaste uma só vez, com todas as garinas presentes, e o marido de uma casada não gostou, hilariante. Fala-me da savana, do deserto do namibe, da praia morena, da Senhora do Monte, da serra da Leba, de impalas e gnus, de nunces, de hienas que riem, de homens e mulheres pequeninos que falam com estalidos de língua, bosquímanos, certo? - Em toda a minha vida, só vi um, perdido na cidade, de tanga, arco e flecha nada intimidado - E dos outros, altaneiros e orgulhosos da sua raça, Mucubais, não é? e lembra-me do sabor agri-doce da Mukua. Em troca, falar-te-ei de Luanda, da Ilha, do Morro da Lua, da Barra do Quanza, de plantações de algodão, de canas de açúcar, de gentes tão doces quanto elas, de kikuerra e de tantas outras coisas.

Sabes, sempre que me falas de lá, me levas lá. 
Não. Não é a mesma coisa. É diferente. Eu lembro com saudade silenciosa, tu dás voz às tuas raízes, e num ápice, as palavras voltam a ter aquele som incomparável de um - uê mámá - de um dona, hoje tém démdém, bánána, fruta pinha.

É sempre tão bom ver-te.
Livra-te de morrer antes de mim, juro que te mato, meu sekulu adorado.






Kandengues=Crianças
Bissapas=arbustos
Cacimba=poça de água
Garina= moça jovem
Mukua=Fruto do Imbondeiro/Embondeiro
Kikuerra=Mistura de farinha de mandioca e açucar, torrada
Sékulu=Homem velho



***** 
2017-09-11
nn(in)metamorphposis 


08/09/2017

Ou jogas ou jogas


A vida é uma sucessão de riscos. Até para sermos felizes temos que arriscar.


*****
2017-09-08
nn(in)metamorphosis


Haja fé e esperança :-)



Are you lost in the world like me?




O mundo ainda tem salvação



E para terminar, na mesma linha, um sonzinho



Recebi da Elis

07/09/2017

Hálito de amor







Sigo o teu olhar
como um alento
A luz difusa
e nua
que me espera
que me prende
e me seduz
como quimera
Respiro o teu ar
com que me aqueço
num beijo

*****
2017-09-07
nn(in)metamorphosis 

 

Da estranhesa do ser


Estranho, como pomos tanta esperança num futuro que ainda está por vir... se vier.


*****
2017-09-07
nn(in)metamorphosis 


05/09/2017

Ao deus dará


Caminhei rápido, passos largos, como se tivesse pressa de chegar... Chegar aonde?


*****
2017-09-05
nn(in)metamorphosis 

01/09/2017

Da (des)ilusão


Não acredito em milagres, mas... continuo à espera de um.
 
*****
2017-09-01
nn(in)metamorphosis 

28/08/2017

Quem diria... Eu a pedir chuva


Olhando para lá da janela, deparo com um céu cinzento, prometendo chuva mas, e até agora, continuando na promessa. As terras estão secas, ou pior ainda, secas e queimadas. Uma chuva de Verão, com conta peso e medida, vinha a calhar.

*****
2017-08-28
nn(in)metamorphosis




24/08/2017

Da calmaria ou resignação?


Mais calma, ou menos efervescente?
Apaziguadora, ou menos incendiária?
A ouvir e a ver mais, ou a analisar detalhes?

Certo mesmo,  é que falo cada vez menos.

Estou a amadurecer, com o passar dos  (d)anos.


23/08/2017

Histórias da carochinha


Pastel de nata procura café para relação séria, quente e duradoura


O "duradouro" é golpe publicitário, mesmo a esticar, no máximo cinco minutos, mas...
que é séria, quente e intensa, lá isso é 
e se com um toque de canela, é até afrodisíaca
 :-)

18/08/2017

Hoje fui a um funeral


Há precisamente treze Agostos, morri. Morreu também a crença, num Deus que sempre me apresentaram como misericordioso e que atendia aos pedidos de quem pedisse com fé. Ao tempo, já não era, nem muito, nem pouco católica, por isso não fui a pé a Fátima, não ofertei cordões de ouro,  mas tinha restado a fé que, veio a morrer, comigo, ali, naquele Agosto. 
Dizem-me, que não se pode viver sem fé, que sem ela somos seres sem luz, tristes, que o mundo à nossa volta fica feio e não conseguimos enxergar o bom que é viver, o bom que é estar vivo, apesar dos pesares, que perdemos a faculdade de ver o bem que, até no mal existe.
Dizem-me, que o mal que nos acontece, fomos nós que escolhemos, para pagar mais rapidamente o mal que teremos feito noutras vidas.
Que Deus é esse, que espera mas não perdoa...
Dizem-me... Mas eu respondo que, persiste a esperança, não Nele, mas na classe científica, que um dia me fará ressuscitar, e, mesmo essa, terá que ser célere, ou Ele virá fazer a cobrança final.

  Hoje, fui a um funeral, de alguém que, supostamente, escolheu pagar dívidas de outras vidas, com uma vida miserável de drogas e álcool, não só com o seu sofrimento, mas penhorando toda a sua família - Ele deve estar satisfeito.

Hoje, fui a um funeral e lembrei que estava morta.


*****
2017-08-18
nn(in)metamorphosis