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21/01/2011

É mesmo genial!!!

Tem que saber ler com paciência. Óptimo exercício!

O que falta no texto ? Tente achar, antes de ver a resposta (no final)...






Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.
Pode-se dizer tudo com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos.
Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente
esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês.
Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.






Descobriu?




Não?




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O texto não tem a letra "a".





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Recebi e gostei da - GisleTwo


16/01/2011

Há um silêncio...

Há um silêncio entre nós. Um silêncio que engole todas as palavras que dizemos um ao outro. Há um minuto que nos separa, mesmo quando o nosso tempo se compassa num mesmo bater de coração. Há um espaço que nos afasta, mesmo quando os meus braços são as conchas onde adormeces. Talvez haja um lugar, um segundo, para nós. Um olhar perfeito. Talvez haja um silêncio que diga tudo o que as palavras não dizem, e esse silêncio seja tão feliz como o repousar do pôr-do-sol nos teus cabelos, chamando as minhas mãos... E talvez os meus dedos não cheguem para lhes tocar.


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2011.01.16

15/01/2011

Inventada esperança


Vivo numa inventada esperança que um dia pode ser melhor... é inventada e sei disso. E sei que nunca será melhor, sabendo que podia ser... mas nunca encontrei a chave que faria mudar essa condição. A vida é tão complexa na sua singeleza, que saber que falta algo, já não causa dor, só estranheza…

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2010.01.13
nn-(in)-metamorphosis




13/01/2011

Parabens mãe


Hoje comemoras mais um aniversário, parabens mãe,
não trago presentes, presentes são apenas coisas,
trago o que vale a pena, sentimento num beijo com muita saudade.


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2011.01.13
metamorphosis


06/01/2011

Que futuro?

Serão porventura alunos resultantes das alucinações sócrates, no ensino, e por azar deles, bastará que um, com um olho, apareça e se eleja rei, tornando-lhes o futuro bem mais negro que o nosso. Para além de incultos, quando os olho, parecem-me completamente alienados da realidade em que vivem os pais e o país.

Obrigatório que em cada frase haja pelo menos 3 ou 4 palavrões, muitos yas, cenas e curtes.
São os maiores com um telemóvel de ultima geração, reúnem-se mas não se falam, antes teclam desenfreadamentte, usando uma escrita dizem, cybernauta, que passam para os bancos da escola;
um portátil ao ombro, também vai muito bem e dá um ar cool;
uns trapos de marca , que dão de comer ao espanhóis, mas eles espanhóis não os vestem;
uns trocos para uns shots e ou umas pastilhas, porque é fino embedar-se e dizer,  ya meu aquele pó é sideral;
Ah!!! e que hajam umas "pitas/chavalos" para curtir... e para se sentirem felizes e realizados, nada mais necessitam  os nossos futuros governantes e governados.
De mentes e horizontes curtos, serão o rebanho ideal para o próximo, quem sabe, sócrates II.



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Respostas de Alunos em Exames


1) Galileu (1564-1642) foi condenado à morte porque foi o 1º a fazer a terra andar à volta.
2) Um braço de mar é um pedaço de mar em forma de braço.
3) O exemplo do Titanic serve para demonstrar a agressividade dos icebergs.
4) Os 4 pontos cardeais são a direita, a esquerda, em baixo e em cima.
5) A França tem 60 milhões de habitantes entre os quais muitos animais.
6) A 2ª guerra mundial foi um período de paz e de prosperidade para a Alemanha.
7) A 11 de Novembro, ao comemorar-se o Armistício da 1ª guerra mundial, o presidente condecora os pais do soldado desconhecido. 8) Na guerra de 1914 a 1918, os soldados morriam várias vezes, primeiro por causa das bombas, e depois porque lhes davam lama para comer.
9) Os rios correm sempre no sentido da água.
10) Um quadrado é um rectângulo que tem um ângulo direito em todos os lados.
11) Um quadrado é um rectângulo um pouco mais curto.
12) O zero é o único número que permite contar até 1.
13) Um septuagenário é um losango de 7 lados.
14) Todos os números pares podem dividir-se por zero.
15) Uma linha recta torna-se curva quando vira.
16) Um compasso utiliza-se para medir os ângulos do círculo.
17) Uma raiz quadrada é uma raiz com 4 ângulos iguais.
18) Os chineses utilizam as suas bolas para fazer contas.
19) Para fazer uma divisão, é preciso multiplicar uma subtracção .
20) O álcool permite tornar a água potável.
21) Uma tonelada pesa pelo menos 100 Kg, se ela for pesada.
22) O desembarque na Normandia teve lugar nas praias de Inglaterra.
23) A primeira guerra mundial fez uma dezena de mortos mas só do lado alemão.
24) As bombas atómicas são inofensivas quando servem para fabricar electricidade.
25) Se não se estragassem, as máquinas não seriam humanas.
26) Um relógio divide-se em 12 fusos horários de igual intensidade.
27) Arquimedes foi o 1º a provar que uma banheira podia flutuar.
28) A datação com o carbono 14 permite saber se alguém morreu na guerra.
29) No cinema mudo, os actores falavam com palavras que escreviam por baixo dos filmes.
30) O cinema era uma energia ainda desconhecida no século XIX.
31) Um litro de água a 20ºC + um litro de água a 20ºC = 2 litros de água a 40ºC.
32) Os agricultores, nem sempre foram pessoas coléricas que queimavam pneus e batatas.
33) Uma língua morta é uma língua que só é falada pelos mortos.
34) Victor Hugo escrevia livros para os pobres miseráveis.
35) Em todos os quadros pintados vê-se bem que Napoleão escondia a sua grande barriga com a mão.
36) A gramática não serve para nada porque é muito difícil de perceber.
37) Napoleão é sobrinho do seu avô.
38) Antes da guilhotina, os condenados à morte eram executados na cadeira eléctrica.
39) A guerra dos 100 anos durou de 1914 a 1918.
40) Uma biblioteca é como um cemitério para os livros velhos.
41) Nero servia-se dos cristãos para fazer lâmpadas, ateando-lhes fogo.
42) A leitura permite ao homem tornar-se míope...
43) Os latinos falavam o grego antigo.
44) A leitura é feita para aqueles que não gostam de escrever.
45) O livro de bolso foi inventado por Gutenberg.



E NOS BOLETINS ESCOLARES, ESCRITOS PELOS PROFESSORES:


'Chegou ao fundo, mas continua a escavar....'
'Em progressos rápidos para o zero absoluto! '
'Tem as pretensões de um cavalo de corrida e os resultados de um burro.'
'Participa muito... No bom ambiente da turma.'
'Por vezes volta-se para olhar para o quadro.'
'Dorme na aula, sobre o teclado ou o tapete do rato, segundo a urgência.'
'Só acorda para ir tomar café ao intervalo.'
'Alguns progressos, mas continua nulo.'
'Por vezes deixa de ir tomar café para ir às aulas.'
'Faz enormes esforços... Para se aproximar da janela'
'Num boletim de 12º ano: 'Sabe ler, em breve saberá escrever.'


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2011.01.06
metamorphosis


01/01/2011

Feliz Ano Novo




Feliz Ano Novo

Não há mais champanhe
E os fogos acabaram
Aqui estamos, tu e eu
Sentindo-nos perdidos e tristes
Esse é o fim da festa
E a manhã parece tão cinzenta
Tão diferente de ontem
Agora é o momento de dizermos

Feliz ano novo
Feliz ano novo

Desejo que tenhamos uma visão de agora e sempre
De um mundo onde cada vizinho é um amigo

Feliz ano novo
Feliz ano novo

Desejo que tenhamos nossas esperanças nossas vontades de tentar
Se nós não fizermos o que podemos, será como descansar e morrer
Tu e eu
(...)

"A new year is coming...
So close my eyes, find deeply in my heart and make a wish, a secret wish...Who knows?
Maybe one of these days it will come true..."

Um novo ano que começa ...
Então fecho os olhos, procuro fundo no meu coração e peço um desejo,
um desejo secreto ... Quem sabe?

Talvez um destes dias se torne realidade...

Feliz Ano Novo
para mim... para ti...


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2011.01.01
nn-(in)-metamorphosis


24/12/2010

Hoje vou escrever-te


Hoje vou escrever-te, com o sabor de outros tempos… nestes novos e virtuais, perdeu-se o hábito do correio em envelope selado e papel de linhas, onde se escrevia em boa caligrafia, e se dizia de nós e se perguntava de vós…

Havia o papel normal, onde se falava da cidade, da aldeia, do cinema, das colheitas, da vida quotidiana afinal… O de avião para os distantes da vista e perto do coração. O de fantasia, por vezes, até perfumado, usado pelo enamorado e o aerograma que alegrava a vida do soldado.

Mas, hoje…

Hoje trago-te o sabor e o cheirinho a filhós a coscorões, bolo rei e rabanadas que tinha o cartão de Boas Festas, com votos de mil coisas boas, desejadas.

Hoje, deixei o e-mail de lado e escrevo para ti, à moda antiga, usando caneta e papel para te desejar um Feliz Natal, um Ano Novo cheio de realizações...
e faço-o de modo sentido, sem copy past de uma qualquer frase feita  e usada por milhões, hoje para ti, aquele abraço aquele beijo.


Hoje e sempre, da amiga
noname



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24.12.2010
nn-metamorphosis


23/12/2010

Grito


Encontrei o meu grito
E gritooooooooo!!!

 
Grito desesperadamente,
para afugentar esta vida dormente
Grito até mais não poder
a minha fúria de mulher
Grito este desejo que me assola
me devora e morre no silêncio

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nn(in)metamorphosis
2010.12.23





12/12/2010

Muito mais que pão...

Hoje, foi autorizado aos Restaurantes, darem as comidas de sobra a quem precisa.
Talvez desta forma deixemos de ver, tanta gente correndo e brigando por um lugar à frente, no contentor mais próximo.
Gritamo-nos "livres" e nem donos somos, das sobras dos nossos estabelecimentos, teve que haver uma autorização governamental, para que gente de boa vontade pudesse contribuir, para matar a fome a um país cada vez vez mais na penúria, resultado de governos "desgovernados" corruptos, de governantes gordos e reluzentes nos seus fatos "Armâni" e luxuosos carros comprados com o nosso dinheiro. E... falamos e falamos mas, nada fazemos neste país de bananas governado por sacanas...
Hoje... muita da minha gente já terá uma refeição, bem haja aos benfeitores mas, melhor que isso, seria o meu país, ter trabalho e vencimentos dignos, para que cada um pudesse ganhar o seu próprio pão.


Melhor que dar o peixe é ensinar a pescar
(provérbio chinês)

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2010.12.12
nn (in) metamorphosis

30/11/2010

Saudade de mim


Saudade
Um estranho sentimento

Não tem uma cor
tem todas as cores
Não tem um sabor
tem todos os sabores
Não tem um som
tem todos os sons
Até mesmo o do silêncio…

Saudade
Um estranho sentimento

Difícil de explicar
não tem hora p’ra chegar
aninha-se de mansinho
Difícil de definir
não tem hora p’ra partir
e se parte,
parte bem devagarinho


p’ra voltar num outro dia
trazendo melancolia…


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nn(in)metamorphosis
2010.11.30









14/11/2010

Nem papai noel tem

Anoiteceu, o Sino Gemeu
A Gente Ficou Feliz a Rezar
Papai Noel Vê Se Você Tem
A Felicidade Pra Você Me Dar


Eu Pensei Que Todo Mundo
Fosse Filho De Papai Noel
Bem Assim Felicidade
Eu Pensei Que Fosse Uma
Brincadeira De Papel


Já Faz Tempo Que Pedi
Mas o Meu Papai Noel Não Vem
Com Certeza Já Morreu
Ou Então Felicidade
É Brinquedo Que Não Tem


Autor: Assis Valente



07/11/2010

E é o teu... o meu olhar


Sonhei comigo

Por vezes
sonho comigo
deitada…
com estrelas nos cabelos
e nos olhos madrugadas

Sonho comigo
como queria ser sonhada

E quando acordo
meio sonhando
procuro-me
tento me encontrar
olho o espelho
e é o teu ...
o meu olhar


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nn(in)metamorphosis
2010.11.07






06/11/2010

Delirios


Acolhe-me
nos teus braços
de enlaços feitos
faz-me rainha dos teus actos
coloca-me grinalda perfumada
de flores do campo, algas e sargaços
Mitiga a sede antiga
de te sentir a pulsar de lés a lés
edificado em mim, que, qual musa
cederei ao incontido desejo
de ser de ti, e em ti,
estrofe, poema, livro aberto
tempestade, bonança, mundo secreto
Ou agua em explosão, solta,
revolta, saliva no céu da boca
nos poros dos corpos nossos, amado
fundidos e nus em céu aberto de estrelas
e mostra-me a lua pelos teus olhos
e o sol despenhado em nossos delírios

*****

2010.11.06
nn-(in)-metamorphosis






09/10/2010

Cheia de nada

Apetece-me...
despir-me de roupas e de calçado, fechar os olhos, enrolar-me em mim mesma e
simplesmente não pensar.



Cheia de nada


apago a luz das estrelas,
embrenho-me na imensidão
não quero pensar... inexistência

Continuo amando na ausência
recordo momentos de paixão
sonho serem verdade… imaginação

Não é o peso da ausência que mata
é sim a dor da displicência que fere
deixando na boca um gosto de fel… amargura

Tinjo o céu de negro
pinto as estrelas de tristeza
a ausência me ensandece… dormência

na solidão, o meu olhar
irrefutável prova
da tua ausência… consequência


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nn(in)metamorphosis
2010.10.09



24/09/2010

Mea Culpa...

Quando as palavras são carícias e o entendimento sabe a beijo, a ausência das mesmas torna-se recordação à distância de um pensamento… e quanto mais o tempo passa, mais se vão tornando nevoentas, quase irreconhecíveis na boca de quem as disse…
Mea culpa?… talvez!… sempre tão contida nas emoções, sempre no receio de perder, por ser… mostrando-me. Hoje dou comigo a questionar-me se sei amar… como? Na ânsia de querer escondo-me! Refreio-me! Envergonho-me de sentir! Porquê? Este medo de avançar, esta dificuldade em me soltar? Porquê? Porquê? Porquê?... se sonho, se invento, se fantasio, e neles… me dou e quero… de modo total, livre como me sinto por dentro, que tormento… Que amarras me prendem? Que mordaças me calam? Que redes enredam as contradições do meu sentir? Se em cada vez, e por amor, não me nego, porque não me foge razão? E… tu? Porque não me provocas, não me fazes perder o chão? Mea culpa? Ou talvez não!...

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2010.09.24
nn(in)metamorphosis




19/09/2010

Se te penso...


Se te penso…
Penso-te em cada palavra
Que por mim é recordada
E um rol de emoções
Cresce em forma arrebatada
E então…
Sonho-te a cada pensar
Sinto-te a cada toque
Imagino-te a cada sorriso
Vivo-te a cada olhar
Liberto-me a cada atrevimento
Dispo-nos de preconceito
Visto-me de ousadia
Rolamo-nos no envolvimento
Quero-te a cada imaginação
Toco-te a cada beijo
Desenho-te a cada suspiro
Beijo-te com emoção

E…
Numa guerra acalmada
Penso-te em cada palavra
Sinto-te em cada linha
Agora escrevinhada

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nn(in)metamorphosis
2010.09.19






15/09/2010

Gosto



Gosto do sol a reflectir nas paredes

e da chuva a bater nas janelas
Gosto de andar descalça
e do cheiro a terra molhada
Gosto do marulhar do mar
e do longínquo do horizonte
Gosto das expressões do silêncio
e palavras ditas em surdina 
Gosto dos sorrisos que se cruzam
e das lágrimas que se afagam
Gosto das caricias
da agua do chuveiro
Gosto de sentar a dois
num sofá que é para um 
Gosto do toque subtil da pele
e do agarre forte de duas mãos
Gosto de dois corpos que se perdem
para se encontrarem num só
Gosto de sexo com ternura
mas prefiro-o com paixão
Gosto da rotina salpicada
de surpresas e dias diferentes 
Gosto da simplicidade
que a verdadeira partilha oferece
Gosto das pedras do caminho
servem para me sentar nelas 
Gosto da palavra pensada
e da concretização do acto
Gosto de sair sem destino
e de regressar com recordações
Gosto de parar o tempo
e quedar-me no deleite
Gosto de beber das lágrimas
de quem que já me deu sorrisos
Gosto de olhar fundo nos olhos
sem nunca desviar o olhar
Gosto de paixão ardente
e de juras que se cumprem
Gosto de pensar que existes
mesmo que nunca sejas meu
Gosto do toque suave
do desejo intenso e da mistura que os compõe
Gosto de sonhar um beijo agora
e guarda-lo para mais tarde
Gosto da mortalidade
e da mensagem que me transmite
Gosto das pessoas
e dos defeitos que lhes apuram as qualidades
Gosto da melancolia
acredito-a romântica e afago-a no que sou
Gosto de ser como sou
e de acreditar que posso ser melhor
Gosto de quem gosta de mim
e muitas vezes de quem não me gosta 
Gosto de mim
 do que tenho para dar e do que mereço receber


**************** 
       2010.09.15
nn(in)metamorphosis


13/09/2010

Jogos


ONTEM e HOJE
 SEM NUNCA PERDER ACTUALIDADE. 
Usado por homens e mulheres, num jogo que raramente não deixa atrás de si, sentimentos de raiva, de vergonha, de medo, e de desacreditar no ser humano.





Passam-lhes na vida
como jogo ou aposta

Falam
Trilham

caminho a seu lado
em prosas nocturnas
numa transparência
de céu nublado

o trunfo é de copas
como convém
no jogo jogado

derrubam barreiras
d’ incertezas e medos
distribuindo um jogo
que já vem viciado

e deixam que ganhe
se livrem das guardas

e quando já pensa ter facturado
Investe forte
prepara o bote
mas 
se um volte de sorte

desvanece o interesse
desculpas esfarrapadas

E é questão de tempo
que na mesa bata, num
estrondoso silêncio
o
ÁS… de espadas


Sabes "amigo/a"

nem sempre na vida
ganhar é vencer
ou
vencido é despojo

De olhar atento
voltou ao que era
vivendo sem jogo
a vida nas calmas

Ganhaste?... perdeu?
Ai como te enganas…


Tudo na vida serve de ensinamento a quem quiser aprender


a minha visão acerca de algumas "amizades" virtuais (ou não)


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2010.09.13
nn(in)metamorphosis

12/09/2010

Quisera ser água



Quisera ser,
Àgua
Retida, tremente
Nas tuas mãos em concha
E me fosse escorrendo
Por teu corpo quente

Quisera ser,
Àgua
Fluido morno
Trocado em deleite
Suspiros, gemidos
Em cama de amantes
Num entardecer

Quisera ser,
  da água
Resto
De saciada sede
De prazer e beijo
Que queiras, eu queira
Volte acontecer


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nn(in)metamorphosis
2010.09.12






11/09/2010

O som do silêncio


Na dolência da vida
Encontrei o silêncio
Que me trouxe paz…
Na angústia desnorteada
Agora em palavras amparada…
Alegro tristezas
Dialogo com sombras
Num silêncio de amor
Que acolhe sentires
Aconchega-me o sonho
Só desperta na aurora
Do silêncio que assola
o silêncio da dor


No som do silêncio, a nota mais alta que há minha voz


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2010.09.11
nn-(in)-metamorphosis