Eu não sabia que um beijo
podia ter arquitectura
levantar catedrais
no meio da amargura
Nem que uns dedos tão breves
soubessem abrir caminhos
como quem acende lume
no inverno dos sentidos
Eu não sabia do corpo
a secreta engenharia
pontes feitas de silêncio
e janelas de alegria
Nem que a tua boca ao perto
tivesse marés e vento
e pudesse desfazer
o frio do pensamento
Agora sei há cidades
que nascem num só abraço
e há ruínas que regressam
pedra a pedra
passo a passo
Porque um beijo quando é puro
não pede nome nem jura
ergue no peito dos homens
uma impossível ternura
***
2026-06-08 - Arquitectura de um beijo
nn(in)metamorphosis
2026-06-08 - Arquitectura de um beijo
nn(in)metamorphosis
Um abraço, um beijo e siga.
ResponderEliminarNada melhor que o amor e a amizade.
Boa semana, dona no.
Sigamos :-)
EliminarBoa tarde, sô António
" E se alguem dia o tempo insistir
ResponderEliminarem apagar o que fomos
que reste ao menos este instante:
tu, eu e tudo o que nos tornamos "
Não leves a mal - não deu para resistir! ( podes aniquilar este comentário ! kkk )
Abraço!
Então que fique gravado onde o tempo não chega: na memória do coração.
EliminarBoa tarde, Fox :-)