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02/07/2011

Quando a noite cai em mim


Sob o negro do celeste tecto
há noites em que me perco de mim
A ausência torna-se abrigo
como se nela pudesse enfim descansar

Depois de tantos anos de luta
restou um vazio quieto em mim
que me suspende num silêncio cansado
e nunca aprendo a nomear

Olho o vazio das noites
e os passos já gastos no caminho
E há um embaraço fundo
em continuar a existir
quando já não sei como regressar a quem fui

 

 

***

2011-07-02 – Quando a noite cai em mim
nn(in)metamorphosis


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