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07/04/2016

SOL



Hoje, quando acordei e abri a janela, ficou-se-me um sorriso, pintado em cores impressionistas, que permanece, ainda, a esta hora.


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2016-04-07 
nn(in)metamorphosis



29/03/2016

“A triste geração que virou escrava”


“E a juventude vai escoando entre os dedos. Era uma vez uma geração que se achava muito livre.Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguer, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente. Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.Frequentou as melhores escolas.Entrou nas melhores faculdades.Passou no processo seletivo dos melhores estágios.Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão. E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar. Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita. O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto. Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo. Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent. Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não: Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito. Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa. Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório. Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado. Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia. Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido. Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”. Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro. Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando. Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bónus do final do ano não comprariam os anos de volta.”

 Texto atribuído a Mia Couto

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03-29-2016
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22/03/2016

Rivalidades


Só a luz do sol rivaliza com a luz dos teus olhos, se a primeira me dá vida, a segunda enche-me a alma.

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2016-03-22
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18/03/2016

Da crueza do puro


Pinto-te de mil cores, vagueio por cada nuance, mas gosto de ti a preto e branco.


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2016-03-18
nn(in) metamorphosis






Sem tempo p’ra voltar



Somente ir…
Num golpe d’asa voar

Chegar de madrugada
para ver o sol raiar
gritar ao vento
à baía e ao mar

Ver kindas e kintandeiras
de pano garrido
sem bainha
colocado a preceito
que esconde e sobressai
corpo de ébano
rainha

Nas trancinhas  
búzios- continhas
qual jóias alinhadinhas

Na voz clara
soa a África
a quissange e a tambor
um rimado apregoar
de tão gostoso sabor

Tem jinguba e maracujá
Tem carambola e cará
Batata doce docinha
Tem chá capim bem verdinho
Tem fuba tem mandioca
Tem banana e fruta pinha
Tem caju e tem maboka

E quando a kinda
vazia
volta ao kimbo
a alegria
que leva a kintandeira

E parto

 Rumo ao pôr do sol
que se vai banhar na ilha

Vou jantar
aos pezinhos n' água
olhando o horizonte
vendo a noite chegar

Que maravilha

E nos dias a seguir
vou por aqui e ali

caminhando sem destino
para as saudades matar
e duma vez arrancar
este apego desmedido

que me mata o coração
numa dor 
já sem sentido

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 2016-03-18 
nn(in)metamorphosis



14/03/2016

Sol de pouca dura



Ainda há pouco era andorinha, agitada, a romper espaços apertados, por entre os beirais…  Mas já não sou. Acabo de ouvir que amanhã chove de novo.


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2016-03-14  
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13/03/2016

Um dia destes



Qualquer dia
Vou falar-te do sol
desse que emana do teu sorriso e me aquece a vida
E do teu olhar
esse que ilumina os meus dias cinzentos
E até das tuas mãos
essas que acariciam as minhas tempestades
Esta noite, porém
só quero contar-te uma história e ver-te sonhar


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2016-03-13 
nn(in)metamorphosis




11/03/2016

Porque nem sempre o diabo está atrás da porta


O dia pode chegar ao fim sem que o sapato de cristal se perca pelo caminho
A nossa dança pode continuar sem que haja meia noite
Havemos de nos perder entre ternuras e descobertas...


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2016-03-11
nn(in)metamorphosis





26/02/2016

Chove chuva


Chovera sol
 e eu seria!
oceano, onda dengosa que se espraia na areia
prado verde, amendoeira em flor
riso de criança, canto de passarinho
sesta, vento suão
pôr do sol, tons laranja
noite quente, refresco de limão
olhos brilhantes, lábios carmim

mas…

chove chuva
e sou…
sombra de mim


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2016-02-26
nn(in)metamorphosis



22/02/2016

Cheira a ressurreição



Eis que amanheceu, e tudo à volta tem cor. Um jardim, onde começam a abrir as flores da época, pré anunciando a Primavera, que espero não demore. Uns quantos carneirinhos que pastoreiam no céu azul. Uma alma cheia, um sorriso nos lábios. Quase me atrevo a dizer que, uma manhã tropical, no meio do Inverno que vai preparando a despedida.


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      2016-02-22 
nn(in)metamorphosis



13/01/2016

Parabéns mãe


Chegas-me à memória, muitas vezes, pelas mais pequenas coisas, e dói ainda a saudade. 
Hoje chegaste-me aniversariante. 
Parabéns mãe.

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2015-01-13
nn(in)metamorphosis




11/01/2016

Em tons de azul


De repente, pelo meio da chuva e das nuvens negras, o sol espreita e clareia o tom de cinza que me invade. De repente, reanimo, o peito não está já sob a pressão do ar rarefeito, a leveza, a vontade de brincar, de rir, de sair, de me meter contigo, volta. 
E pronto! é isso, uma réstia de sol basta para voltar a azular.


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2016-01-11
nn(in)metamorphosis



09/01/2016

Sou um 10 de copas e tu?


Recebi o link e o convite para saber que carta do baralho me identificava
e fiquei a saber que sou um 10 de copas
podia ser um Ás, uma Rainha, ópá uma manilha (7)
mas não!
 Sou uma cartita sem valor
nem devia de valer
eheheheh





29/12/2015

2015 - Balanço



Estamos a escassos passos de deixar para trás mais um ano e, com ele, todas as horas perdidas que não voltam mais.
Todavia, não vejo com maus olhos, esse ciclo de doze meses que agora finda, porque ao mesmo tempo, e de forma implícita, que nos diz que tudo passa, nos diz também, que tudo se pode recomeçar, com mais qualidade, com mais sabedoria

Tal como uma empresa faz o seu balanço ao fim de cada ano, também eu, me conto, me debito e credito em perdas e ganhos, me lanço a prazo e me disponibilizo no imediato.  me contabilizo numa demonstração de resultados.


Disponibilidades
Amizade, amor, carinho, beijos e abraços

Terceiros
Zerei quase todos os ressentimentos
*  Perdoei a quem me ofendeu

Existências
Família, amigos e inimigos de estimação (todos de saúde e recomendáveis) trabalho, saúde, dinheiro qb, alguma diversão e música, muita música.

Imobilizações
Responsabilizei-me por todas as minhas escolhas
Consegui ser surda à maior parte dos apelos negativos

Capital, Reservas, Resultados Transitados
Consciência tranquila, durmo pouco mas, muito bem

Custos e Perdas
*  Mas não esqueci

Proveitos e Ganhos
Agradeci as realizações, as vivências, as emoções
Fiz das derrotas ensinamentos

Resultados
  * Disponibilizei o que tenho de bom, aproveitou quem o soube colher
  * Mantive-me credora de terceiros
  * Alimentei-me das existências
  * Controlei o imobilizado
  * Transitei para o ano seguinte, a família que me resta,
     os amigos que já tinha, e os que estão em construção,
     para além de muito optimismo
  * Custaram-me as perdas mas, sigo em frente
  * Aproveitei tudo o que ganhei


E venha daí o novo ano
E que seja melhor, porque para pior chega assim

eheheheh

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    2015-12-29
nn(in)metamorphosis

05/12/2015

Dos silêncios


Um dia, vou falar-te dos meus silêncios
E nesse dia, espero que me ouças


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2015-12-05
nn(in)metamorphosis


03/12/2015

Yessssssssss


Não sei em que país. Não sei em que mundo. Não sei em que galáxia. 
Mas, afinal,  parece que ela existe, e mesmo tendo os olhos vendados (assim ma apresentam, por cá, onde, que eu saiba, jamais assentou arraiais) tenho para mim, que tem o ouvido muito sensível ao vil metal. 
Bom, mas onde existe, posso afirmar que: vê para caraças e tem uma pontaria a toda a prova

ahahahahahaha

vídeo


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2015-12-03
nn(in)metamorphosis


02/12/2015

Natal 2015



O Natal dos meus sonhos
é aquele que é idealizado
no espírito
sentido no coração
e partilhado na solidariedade o ano inteiro



01/12/2015

Dezembro


É 1 de Dezembro

É Inverno
Faz frio, mas no ar, anda já um calor que só se sente, neste mês, nesta época, e que muitas vezes, faz de Janeiro, um mês longo e gélido.
O calor do subsídio de Natal, dos que o têm, dos que o receberam, aquece já as ruas, engalanadas de mil lâmpadas, que se adivinham, uma alegria morna, na noite, e pelas músicas que trespassam as portas das lojas, num convite, que só o olhar entende, nas montras das vaidades e necessidades.
E neste calor, que exala de homens, mulheres e crianças, de ar feliz, e que andam num virote, devagar, apressados, ou a trote, transportando os presentes enlaçados e ensacados a rigor, comprados com tempo, escolhidos pelos presenteados, que na noite de Natal, farão um ar de completa surpresa e contentamento.
Nada contra, embora Dezembro, seja para mim, um mês de muito más recordações , e já não me ilumine, nem o olhar, nem o coração.
O que me incomoda, é o outro lado. Aquele lado  das pessoas que, não receberam subsídio de Natal, nem o vão receber. Uns porque lho foram pagando a conta gotas e se diluiu numa já parca reforma, outros porque nem emprego têm, e o subsídio de desemprego há muito se foi. Todavia, para estes homens, mulheres e suas crianças, Dezembro também lembra festa, presentes, uma ceia em família  e... Não seja um familiar, um amigo, que ainda consiga ajudá-los, vão ter, apenas, um mês mais frio, uma noite mais triste.

É Dezembro

É Inverno
E estará sempre frio, até que uma única alma, o tenha que atravessar só, sem aconchego, sem uma sopa quente.


video

Cabe a vós, comentar

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2015-12-01
nn(in)metamorphosis


24/11/2015

Para lá...


... muito para lá, do que se diz, está o que se sente e não encontra palavras para ser dito. 
É emoção crescente, vira nome, vira gente, mas só na mente, ali, onde as palavras são mudas, o olhar perdido, e o gesto acarinha o vazio. 
Sabias?

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2015-11-24
nn(in)metamorphosis

23/11/2015

Guarida


imagem da net

Albergo no seio
todos os cansaços
todos os beijos
todos os abraços
a palavra e o silencio
a dor e a ternura
a guerra e a paz
o verso e reverso
o início e fim

Albergo a mudança 
da noite em dia
das palavras 
metamorphosis da poesia

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2015-11-23  
nn(in)metamorphosis


Romaneando


Aos ombros os dias e as noites, até a imensidão do mundo
Aos ombros a força e a fraqueza, numa luta diária, em mangas arregaçadas.

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2015-11-23
nn(in)metamorphosis





22/11/2015

Estertor


Atavio as palavras nos intentos, atropelo os sentidos, sentimentos, e vomito o alvo grito no silêncio

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2015-11-22
nn(in)metamorphosis


19/11/2015

Qué isso?


Pequenos gestos podem fazer a diferença?

sim! 
Podem desencadear uma corrente por simpatia?
podem! 

E o video abaixo, comprova isso mesmo.


Mas nem foi isso, que me fez trazer o video aqui. Foi  antes, as expressões dos rostos  que observam esses pequenos gestos. A surpresa, quase incrédula, como se só, naquele momento se tivessem dado conta que, pequenos gestos existem, não mordem e, fazem diferença.


Este admirável mundo do tamanho do nosso umbigo...


video

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2015-11-19
nn(in)metamorphosis


18/11/2015

Das linhas com que nos cosemos


É triste, verificar que há a cada dia, mais «bolsos» rotos, e linhas que prendem mentalidades.

E bolsos rotos, trazem, ao de cimo, fraquezas nunca antes descobertas
E linhas dão nós, e prendem, e apertam, causando estreiteza  e visão curta nas mentes.

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2015-11-18
nn(in)metamorphosis


13/11/2015

Só eu penso assim?

As palavras definham-se, nos LCD's dos Iphones, smartphones, tablets e afins, em conversas curtas, sem conteúdo, quase codificadas, numa linguagem esquisita, em que as vogais já morreram e os loooooool's proliferam.

Urgente, palavras vivas


Com boca - para que se ouçam no sussurro

Com olhos - para que dispam almas
Com mãos - para que ganhem corpo e arrepio

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2015-11-13
nn(in)metamorphosis

05/11/2015

Sonhos


... talvez,  os vá conseguindo esquecer, uma letra de cada vez


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2015-11-05
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01/11/2015

Ó Tia dá bolinho?


Imagem da net

Já estás preparada, para o bolinho? já compraste as guloseimas? disse-me ela de rompante com um grande sorriso. 

Bolinho? guloseimas? falas do quê? 
Ora! exclamou com cara de quem me achava de Marte. Do dia do bolinho, dos miúdos, e lá me informou do que se travava e do que deveria ter, para lhes dar, (Rebuçados, bolinhos, caramelos, castanhas, nozes, etc) mas se dinheiro, melhor ainda, as crianças gostavam mais.

Na zona do país donde sou proveniente, não era uso as crianças irem, de porta em porta, pedir o bolinho no dia 1 de Novembro. Esta data, por lá, era vivida com algum recato e até tristeza, entre visitas ao cemitério, e o recordar de pessoas queridas, que já não se encontravam entre nós, mas que os mais velhos, nos faziam saber da sua existência,  e do quanto tinham sido importantes, naquela que era agora a nossa vida, ou não. 

A nossa festa, era mesmo o cantar das janeiras. 


Mas, voltando ao bolinho. Só quando vim parar à zona centro, me deparei com esse costume que, diga-se de passagem, tem umas broinhas deliciosas, seguindo receitas várias, não cabendo agora a discussão de quais eu gosto mais. Porém, cabe a discussão, de como é pedido o bolinho, e da forma como é feito que, diga-se de passagem, desde o primeiro evento me chocou. 



E passo a contar o meu primeiro encontro com esta tradição 

Depois de toda a informação, que a colega lá do escritório me tinha dado, passei pelo supermercado e comprei o que achei ser adequado às crianças e ao dia que se festejava, daquela maneira, e lá fui para casa, sem saber muito bem o que esperar. Mas nem foi preciso esperar muito, naquele ano, o 1 de Novembro calhava a um sábado,(tal como este ano) aquele dia em nos deixamos dormir um pouco mais, tão a ver? Pois...

Logo pelas oito da manhã, quiçá mais cedo, grupos de crianças, começaram a tocar à campainha, de forma incessante, (ainda hoje penso que traziam cola nos dedos) ao mesmo tempo, que outros, do grupo, já tinham subido  a escada, qual cavalgada desenfreada, e  davam murros na porta, quase de forma selvática, enquanto aos berros, diziam o que parecia ser uma  ladainha, de forma repetitiva.
"Ó tia dá bolinho, Se não leva no focinho"

Estremunhada, entre, o que raio!!!
Aaaah!!! Isto era o bolinho? 
Bolinho para quem? 
Eu estava a ser acordada mais à Bolada

Logo! ali! Não achei piada nenhuma àquilo, e muito menos à forma como estas crianças se apresentavam, pelo que, decidi nem sequer abrir a porta, porque se o fizesse, o bolinho a dar, seria uma reprimenda, feita de cara feia, pelo pouco respeito, pela propriedade alheia, e pela falta de educação demonstrada. 

Eu sou das que pensam que, educação a gente recebe em casa, e mostra-a nas atitudes para com os demais.

Tradições, até que gosto de algumas, e acho muito bem que se mantenham, mas que venham acompanhadas de respeito e educação, é bom, bonito, e eu gosto.

Nunca mais comprei guloseimas, nem abri nunca a porta, a estes grupinhos selváticos. Não mudaram nada em todos estes anos, acreditam?

Mas continuo a apostar nelas, as crianças, o melhor do mundo, e o espelho de quem as educa eheheheh


E agora uma guloseima, com uma frase também doce
Truz truz, sou eu
trago na saca um bolinho e um beijinho
Tu qué?


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2015-11-01
nn(in)metamorphosis


30/10/2015

Quem era?




Era e não era, no meio da ponte
Era nim, nem não nem sim
Era uma vez, e outra e mais outra
Era pau, para toda a obra
Era procura, em ser melhor
Era míope, e via longe
Era caminho, despido de destino
Era lunática, e vivia na terra
Era trabalhadora, mas não tinha patrão
Era musical, e não sabia uma nota
Era só olhos, quando se maravilhava
Era tristeza, nas imagens de fome
Era revolta, na página politica
Era insegura, nas multidões
Era firmeza, quando decidia
Era amiga, de tirar a camisa
Era irmã, sem religião nem cor
Era criança, na areia da praia
Era saudade, na linha do horizonte
Era ausente, de significado e órfã de razão
Era algo perdido, no meio do nada
Era mais uma, na multidão de iguais
 nada mais


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2015-30-10
nn(in)metamorphosis