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24/02/2014

Desconectei-me






Estou fora do tempo
Estou dentro de mim
Estou à minha procura
É bom estar assim

Melhor ainda

É caminhar

Sem tempo sem horas
Só a observar

E a calma invade

E ficam-me os dias, qual banho de sol

Estava tão séria

Tão certa, tão capaz
Soltei-me
Ando por dentro, ando por aí
Vou até lá
Perdoem a ausência
Não sei se longa
Não sei se fugaz


Desconectei-me
Eu estou comigo

 *****

 2012.02.24 
nn(in)metamorphosis


23/02/2014

Equilibrio




Esvaio-me em gotas emocionais
E numa imensa vontade de reexistir oceano
Inteira, profunda, até me evaporar
Só pelo prazer de recomeçar



         *****
       2014.02.23
nn(in)metamorphosis




18/02/2014

Restolho




O que resta dos sonhos, escondo num bocal desfocado...
Nas mãos vazias, o desencanto... 
As palavras o único refúgio de lucidez


          ***** 
        2014.02.17 
nn(in)metamorphosis 





26/01/2014

Porque me escrevo


Gosto de escrevinhar. E escrevinho pela simples necessidade de tatuar a vida no papel, para me libertar de fantasmas, amaciar tristezas, recuperar momentos, segurar memórias. 
 As palavras
emergem-me
dilaceram-me
mortificam-me
coisam-me
ressuscitam-me


*****
2014.01.26 
nn(in)metamorphosis


25/01/2014

Cantigas ao desafio XXV



Azul de corvo, azul



Tarde tardava na noite
Essa ideia peregrina
De sentir a minha noite
Como se ela fosse minha
De tão ansiar que ela fosse
A noite que queria sozinha
Perdi a noção ao tempo
Larguei mão do sentimento
Nessa noite tão tardia
E em desespero de causa
Rasguei a ideia sombria
Perdi-me nas labaredas
Duma prece doentia
De ter uma noite velada
Que fosse uma noite só minha



           2014.01.24  VC
(Cópia integral e autorizada)


         *****

É só minha, não divido

Na noite que é só minha
ninguém pressentirá o encanto antigo
que ambulará no ar como um perfume
e no tremeluz das velas, e nas vestes negras
com que a minha noite se veste,  um silêncio
que só eu, poderei entender
Na noite que é só minha
liberta enfim de todas as mágoas, todos serão surdos
quem sabe , os teus ouvidos, só eles, ouçam
no silêncio da casa, velando...
uma voz serena,  tão clara e tão longínqua
e mesmo sem saber de onde vem, nem porque vem
talvez só tu… a não esqueças.

     *****
     2014.01.25 
nn(in)metamorphosis

20/01/2014

O dia em que aprendemos a viver, ou começamos a morrer?



Um dia… aprendemos
a movermo-nos no silêncio dos caminhos empedrados, na suavidade da relva fresca, a amar o som das árvores, e o real valor da palavra contubérnio,  que viver, é mais do que estar pleno de vida, movermo-nos livremente e sentirmos com intensidade desmedida
 Aprendemos tudo isso, quando o corpo olvida a luxúria da carne viva.




Contubérnio=Vida em comum=Coabitação

Vida em comum. = COABITAÇÃO

"contubérnio", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/contub%C3%A9rnio [consultado em 21-03-2014].
Vida em comum. = COABITAÇÃO

"contubérnio", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/contub%C3%A9rnio [consultado em 21-03-2014].Vida en comum=
1. Vida em comum. = COABITAÇÃO

"contubérnio", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/contub%C3%A9rnio [consultado em 21-03-2014].
1. Vida em comum. = COABITAÇÃO

"contubérnio", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/contub%C3%A9rnio [consultado em 21-03-2014].
Vida em comum. = COABITAÇÃO

"contubérnio", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/contub%C3%A9rnio [consultado em 21-03-2014].
Vida em comum. = COABITAÇÃO

"contubérnio", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/contub%C3%A9rnio [consultado em 21-03-2014].
Vida em comum. = COABITAÇÃO

"contubérnio", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/contub%C3%A9rnio [consultado em 21-03-2014].



     *****
       2014.01.20
nn(in)metamorphosis