Uma caneca de café
Um biscoito na mão
Uma alma sem fé
Passadas sem chão
De olhar perdido
Que olha e não vê
Futuro esquecido
Presente á mercê
Na vida que passa
Indaga o seu mundo
Paira sem graça
No escuro profundo
Escora a revolta
Tão seca tão fria
Por dentro a rasgar
Tolhendo a alegria
Num rio mirrado
Vazio, sem fim
Seca o olhar
Espera o motim
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2012.11.03
nn(in)metamorphosis
Tolhendo a alegria
Seca o olhar
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