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28/08/2015

Caleidoscópio



Às vezes...
sou a delicadeza do azul, o atrevimento do vermelho, o calor do amarelo
Noutras...

sou ausência de cor


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2015-08-28
nn(in)metamorphosis



O tempo passa


O tempo que passa, e nos encurta a distância, pai, é o mesmo que não apaga o torpor da tua ausência.


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2015-08-28
nn(in)metamorphosis


26/08/2015

Esconder esta saudade é mentir


Carlos Paião
Neste dia em que se comemora 27 anos após a sua morte, a minha homenagem numa canção que me transmite sentimentos de saudade, ainda e sempre tão actuais, dessa minha terra de coração



Lá Longe Senhora
Carlos Paião
  
Senhora da minha fé sabes como é ter recordações
Quantas vezes te chamei, quantas te rezei minhas orações
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sonhar

Senhora da minha luz, a que me conduz onde posso ir
Cada dia aqui me tens, cada dia vens ouvir-me pedir
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sorrir

É bonita a minha terra e agora, ai agora
Esconder esta saudade é mentir

(Refrão)
E lá longe, lá longe, Senhora
Há pessoas que eu quero abraçar
De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar

De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar

Senhora da minha esperança que não se cansa de me dizer
Que sonhar só tem valor onde houver amor para se viver
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente crescer

É bonita a minha terra e agora, ai agora
Conhecer esta saudade é morrer.


2015-08-26
nn(in)metamorphosis


12/07/2015

Tricot



Tricoto a vida
em ponto de gente

com gestos de amor
laças de carinho
como quem faz uma manta
aconchego fofinho

do tic tic das agulhas
escorrem ternuras
alegrias, saudades
algumas agruras

pontos  cheios, pontos vazios
ninhos de vespa, favos de mel
teias, torcidos e embutidos
bicolores que alegria
mas os que mais gosto
são os fantasia

Tricoto silêncios
e ausências também
umas quantas vezes
nem tão poucas assim
uns pontos de raiva
mais uns de chinfrim

Tricoto a vida
Em ponto de gente

 *****
2015-07-12
nn(in)metamorphosis

10/07/2015

Olhares



Há dias, em que me sento sobre as palavras, outros em que as palavras me faltam, e pergunto-me onde as terei perdido. Talvez pelas arestas da vida. 
Há dias, em que me curvo sobre ideias, outros há, em que as ideias desaparecem, como se estivessem escritas num quadro preto e as tivessem apagado.
Mas, em todos os dias eu sei, que a felicidade não se planeia, nem o amor se mendiga. Que o olhar não brilha só porque sim, nem o sorriso se pede. Que se me zango, rio e choro, é simplesmente porque 
sinto, e as palavras e as ideias voltarão, porque estou viva.

 *****
 2015-07-10
nn(in)metamorphosis





06/07/2015

É Verão em mim



Algo me impede de te dizer estas coisas
talvez seja falta de jeito
mas gosto ainda mais de ti no Verão

No Verão 
tens um sabor diferente na boca
um não sei quê de morno nos caracóis
nos olhos oceanos profundos com praias de areia fina e palmeiras 
E o teu corpo… 
o teu corpo cheira a terra, e a fruta madura

E porque te digo tudo isto agora 
será porque é Verão
ou porque estou apaixonada?

*****
2015-07-05
nn(in)metamorphosis




01/06/2015

Da (im)perfeição




Procuro a verdade na (im)perfeição…  Para lá da beleza construída, e da palavra cheia de cuidados,  é que começa o ser


*****
2015-06-01
nn(in)metamorphosis


28/05/2015

Agendar



Hoje acordei com saudade de mim. Preciso visitar-me mais vezes...





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2015-05-28
nn(in)metamorphosis


20/05/2015

Happy Selfies



Guarnece-se a vida de happy selfies … todos tão felizes, tão in, tão inteligentes, tão bem sucedidos mas, a cada dia, mais pobres de atitudes e de valores. Tudo é volátil, efémero, descartável. São cada vez mais as palavras que secam, murcham e morrem no ouvido, sem chegar ao coração


PS: Dizem os entendidos, que parei no tempo, não acompanhei a evolução. Um dia destes acerto o passo, bato em alguém e coloco no youtube; entro no concurso do "quem se embebeda mais depressa"; colecciono quecas e posto no face,  algo por aí... cool não?


*****
2015-05-20
nn(in)metamorphosis



13/05/2015

Expressão mímica do gosto-te



Roubado
Dado
Mordido
Molhado
Salgado
Doce
Picante
Selinho
Urgente
Carente
Envolvente
o beijo é…
o segredo que se diz na boca
o convite  indecente
a estrofe em duas rimas
a caricia louca
que o olhar não desmente
e o corpo, fremente, diz …
quero maaaaaais…

 *****
2015-05-13
nn(in)metamorphosis



11/05/2015

Até um dia destes... Ou não



Cerra os olhos
Distingue-me nas nuvens cinzentas
Carregadas, por cima do teu olhar
Sente-me como um refúgio
Que se irmana à tua janela aberta
Se te encontro no encanto dos dias
E na passagem das horas
Cerra os olhos
Vê-me agora um pensamento ancorado
Passarito esgueirando-se no teu telhado
Sente-me em hálito que aporta
Em cais sombrio
E resvala como um manto
Transformando-se em leito de rio

*****
 2015-05-11 
nn(in)metamorphosis



07/05/2015

Da cegueira



Que sei eu?
Que sabes tu?
Que sabemos nós?

Da voz que estende a mão pedindo pão
do olhar que grita suplicando atenção
da cabeça baixa em desolação
desses humanos farrapos da civilização

Que sei eu?
Que sabes tu?
Que sabemos nós?

Dos vultos ocultos pela noite que esconde
a dor das lágrimas silenciosas
o desespero das mãos vazias
o abraço que guarda o nada
o uivo dum estômago vazio

Que sei eu?
Que sabes tu?
Que sabemos nós?

Para além do que o olhar nos permite
na azáfama, na correria do que dizemos ser vida
da vida desses anónimos
que hoje nos são antónimos
e amanhã  ser-nos sinónimos

Que sei eu?
Que sabes tu?
Que sabemos nós?

*****

2015-05-07
nn(in)metamorphosis

05/05/2015

Ademonia


Mordem-me as palavras que calo
Curva-me a humildade que não tenho, na dor que me mostra incapaz
Vergasta-me a raiva que aprisiono num lago já sem água



 *****
2015-05-05
nn(in)metamorphosis 


22/04/2015

Posso pedir um disco?

Quem se lembra da célebre frase  «Posso pedir um disco?»,  e das muitas situações mirabolantes. 
Programas de discos pedidos, por cá, já eram, mas além oceano continuam a fazer furor.
Para quem não sabe o que era, e para quem quer (re)lembrar e dar umas gargalhadas, encontra nesse link uma selecção bem disposta.


Clica aí             Allô é da rádio?



2015-04-22
nn(in)metamorphosis



20/04/2015

Vazio

Depois das noticias dos últimos dias, dos últimos tempos, ou será que, de todos os tempos? Sim,  através dos tempos tem sido uma constante:  a ganância, a falta de valores, a opressão de uns poucos infligida a uma maioria, sempre paupérrima, sem possibilidade de escolha e, quando a tem, é a escolha de, a morte ou a morte, se não à fome, às mãos de governos corruptos, de gente sem escrúpulos, de facções extremistas,  religiosas ou de qualquer outra índole. No fim sairão sempre a perder. Mercadorias para uns, incómodos para outros. e fazendo par com tudo isso, a cegueira dos que vêm e nada fazem, tornando cada um deles, cada um de nós, cúmplices.
Hoje, pelo menos, mais 800 pereceram no mediterrâneo.

Hoje, nada mais tenho... Que uma folha vazia. 
Uma anarquia de palavras inexistentes... A verdadeira loucura da escrita!


*****
  2015-04-20
nn(in)metamorphosis

02/04/2015

RIP

"A vida é uma derrota. Nascemos contra a vontade e não somos donos do próprio destino"

Palavras de Manoel de Oliveira, cineasta, falecido hoje, aos 106 anos



2015-04-02



05/03/2015

E hoje? É dia de quê?



Hoje é dia disto, amanhã dia daquilo
Há uns anos a esta parte, não deve haver dia, que seja, apenas dia.
Todo o dia serve para vender ideias, fórmulas, conceitos e preceitos (que duram 1 dia)
Quando será, que será, o dia de ser dia? 
Simplesmente dia.... de ouvir o dia... de sentir o dia




*****
2015-03-05
nn(in)metamorphosis



23/02/2015

Cantigas ao Desafio XXVII



Transparências

De vez em quando apetece passar limites.
De vez em quando o proibido é o intratável.
De vez em quando fazem-se coisas destas.
De vez em quando dizemos que sim.
De vez em quando apetece sair sem rumo.
De vez em quando procuramos quem nos oiça.
De vez em quando dizemos muitos disparates.
De vez em quando gritamos com quem não devemos.
De vez em quando somos transparentes.
De vez em quando, quando partir serei eu.
Porque deixei eu isto aqui...

HHoje
 (cópia devidamente autorizada)

***

Carrossel

  Os anos degraus
a vida a escada
curta ou comprida
sejam bons ou maus
não nos cabe medi-la
  Degraus de alegria
de sonhos e ideais
donos do mundo
a vida é magia
os sonhos reais
  Degraus sombrios
de malfadados ais
ruelas escuras
de quilhas e mastros
nas mãos de vendavais
  A chorar e a rir
em ansiosa ascensão
a descida essa é certa
não adianta fugir
à humana condição
  E na minha crença
dou comigo a pensar
tanta briga, tanta desavença
pra no fim da escada encontrar
uma porta fechada
e mais nada!

*****************
nn(in)metamorphosis



31/01/2015

Do ser… ou não poder ser




Carreguei no botão do PC, que respirou soltando aquele pip com que diz , aí vou eu. Não sabia o que ia fazer e por onde começar. Na verdade, não me apetecia começar nem acabar nada. Como sempre, findo o Verão, a letargia toma-me o pulso e quando o Inverno se instala, o ritmo cardíaco baixa drasticamente, e surge um cansaço de tudo e de nada. Hoje, por exemplo, não me apetecendo nada, apetecia-me ser:

Som de música, olhos de certezas, dona do tempo, 2pontos parágrafo travessão de uma história, traço firme de uma imagem, valsa de Strauss, bolero de Ravel, decididamente, apetecia-me ser tudo aquilo que não posso ser.


*****
2015.01.031
nn(in)metamorphosis 

23/01/2015

Cantigas ao Desafio XXVI



Rodeada de folhas
Que soltas deixam cair palavras
Tento apanhá-las
e vislumbro algumas de relance;

Andar
Dar
Continuar

Mas que falta de ar!
Reanimar folhas que perdem palavras
É tarefa árdua e leviana talvez
Mas que insensatez!

Vou deixar que voltem ao seu contexto.
Mas que pretexto para escrever um texto! 

2015-01.22 - HHoje 
(Cópia integral e autorizada)


****

Rodeada de folhas

Com tretas e letras
Umas coloridas outras pretas

Em folhas impressas de jornal
Nele se anuncia a vida e também o funeral

Em letra miúda, anuncia o agiota
Diz-se honesto, mas sabemos, faz batota

E o cavalheiro de 70 - Quer menina de 40
Pra relação séria, acrescenta

E a cocote pouco vestida
Diz que cobra pouco, pelas caricias, atrevida

Politiquices em parangonas
E vip’s  e matronas

Assassinos e ladrões
A monte, em preventiva, aos montões

A banca que cai do banco
Depositantes que vêm a vida a ir pelo barranco

Mais um conto do vigário
E mais pobre um sexagenário

Um derby com pouco desportivismo
De futebol? Não era de pugilismo?

"Mas que falta de ar!
Reanimar folhas que perdem palavras
É tarefa árdua e leviana talvez
Mas que insensatez!"

Vou ali e já venho
Que para continuar me falta já o engenho

2015.01.23
nn(in)metamorphosis

31/12/2014

Feliz Ano Novo 2015




De repente num momento fugaz
os fogos de artifício anunciam 
que o ano novo está presente 
e o ano velho ficou para trás

De repente, os olhos se cruzam
as mãos se entrelaçam 
e os seres humanos
num abraço caloroso
num só pensamento
exprimem um só desejo 
e uma só aspiração: 
PAZ e AMOR.

De repente, esquecemos e lembramos do futuro venturoso


e de como é bom VIVER


Happy new Year - Celine Dion



30/12/2014

São saudades pai




Perco-me num pensamento de saudade que a tristeza quer tornar alegre e não consegue.



2014-12-30
noname

01/12/2014

Natal 2014



É verdade!
continuo uma sonhadora, continuo a acreditar no ser humano
E sei que não sou a única


E sei também que: enquanto Natal não for, Natal a cada dia, ele não deixará de ser,  para muitos, milhares, milhões, um dia mais pesado e mais triste, que o dia anterior.

Neste Natal, façamos o Natal de mais alguém





Festas Felizes

Para Tu  e Tu...e para Tu também
desejo sincero, 
que o T(e)u Natal seja de 365 dias 

Abreijo da noname



Sê também uma fada, um mago
 nem precisa ser muito
nem ir muito longe
basta olhar em volta

AQUI UM CHEIRINHO - FELIZ NATAL


27/09/2014

Idade



A idade, além das rugas e cabelos brancos, traz outras coisas. 
Segurança e confiança são algumas delas.


*****
2014.09.27
nn(in) metamorphosis




14/09/2014

Não gosto


Não gosto de dias cinzentos, parecem ter o condão de me acinzentar. 

E eu, não me gosto de cinza.
Gosto-me de cor
Sei-me de cor
Quero-me de cor


*****
2014.09.14
nn(in)metamorphosis







15/08/2014

Caminho das letras



Por mais árduos os passos, por mais dolorosos os dias, o caminho apalavrado dos monólogos continua a ser um bálsamo, um aconchego de sol e de luz, um abraço apertadinho


         *****

       2014.08.15
nn(in)matemorphosis







22/07/2014

Quando a juventude não é reduzida a "idade"



Sou uma mulher madura.
Velha! Dirão uns.
Nova! Afirmo eu.
Tanto, que um dos meus maiores receios, é acabar, a ser…
Uma velha ridícula?
Nada disso!
Tenho senso comum.
Mas como ia dizendo, antes do teu pensamento (maléfico) me ter interrompido, o meu receio, reside apenas no facto, de não saber, de muitos como eu, e assim, daqui a muitos anos, acabar a dançar sozinha, uma chatice.
Meninas maduras e meninos também, a juventude não reside apenas num corpo, liso, rijo, onde a gravidade (ainda) não colocou a mão.
A juventude, é um estado d’ alma, não um estado de corpo, e vive, sem dúvida, na mente.
Então, resumindo, juventude é: Corpo são, em mente sã, e senso critico qb.
E… Agora topem

Clica aí

16/07/2014

Olha!


vem comigo fotografar as partículas de tempo que moram entre os risos, vem comigo visitar memórias e dizer muitas parvoices, vem comigo deitar na relva e contar as estrelas... Olha! Vem comigo fazer tudo, pode ser?


*****
 2014.07.16
nn(in)metamorphosis